Neil Krug fala sobre Lana Del Rey em entrevista ao site 52 Insights

por / quinta-feira, 31 dezembro 2015 / Publicado emEntrevistas

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O site 52 Insights se propõe a entrevistar um autor, criador, pesquisador, líder e vários outros inovadores que estão mudando a maneira como vemos o mundo por semana, e o último escolhido foi o fotógrafo Neil Krug, que já trabalhou com Lana Del Rey em vários ensaios fotográficos e por quem a cantora tem uma grande admiração. Confira a tradução a seguir dos trechos em que Neil fala sobre Del Rey e, no site, confira a entrevista na íntegra em inglês.


 

Neil Krug
Outro lugar no tempo

Não é frequente encontrarmos um fotógrafo capaz de nos transportar para outro lugar em outra época. Por meio de seu próprio trabalho, o artista norte-americano Neil Krug possui a habilidade de recriar uma era perdida no tempo, uma inocência difícil de ser capturada novamente.

Com seu início no ambiente rural da região centro-oeste do Kansas, Krug rapidamente ascendeu no mundo da fotografia, após rumores de seu misterioso e iluminado trabalho se espalharem. Portando sua ex-mulher e modelo Joni Harbeck como musa em seu mundialmente aclamado primeiro livro, “Pulp”, de 2011, Krug rapidamente viu-se contactado por artistas, um atrás do outro, demandando seu talento; a banda australiana de psych Tame Impala, o grupo de post-rock Foals, o lendário duo eletrônico Boards of Canada e a incrível dama do pop obscuro Lana Del Rey, apenas para mencionar alguns. Krug é um fotógrafo que sabe o que faz. Pode parecer “bonito”, mas seu trabalho passa exatamente pela divisão da cultura popular. Ele carrega uma rica e psicodélica tapeçaria de mistério e nostalgia aonde quer que vá, criando um divertido mundo de formas femininas, cores ricas, além de formas e padrões de outro mundo; um mundo ao qual gostaríamos de retornar de novo e de novo.

Você realmente trabalha a divisão existente entre sua própria arte e a cultura popular, procurando artistas como Lana Del Rey, First Aid Kit, Tame Impala, etc. Existe uma área que você prefere? Ou você os vê mais como uma expressão de sua criatividade?
Eu vejo o trabalho contratado como uma chance de injetar minhas sensações com o que quer que esteja acontecendo. Eu tento trazer minhas sensibilidades para projetos musicais por meio da criação de algo que se encaixe com o que o artista está procurando, mesmo que ele não esteja ciente disso. É um enorme elogio ser convidado, mas também um estresse porque eu posso ferrar tudo. Eu percebi, a maioria desses artistas me envolvem em como eles desejam que sua música seja representada visualmente, então eu sinto uma grande responsabilidade quando apareço para trabalhar.

neiljnjajs

Nós lemos que Lana Del Rey falou sobre sua colaboração, “Um amigo dela disse que você estava morto”. Como isso aconteceu?
Ah sim, bom, toda essa coisa foi tomada fora de proporção, mas vou explicar como entendi a história. Alguns anos atrás, Lana ganhou de um amigo o primeiro livro “Pulp Art”, e esse amigo genuinamente pensou que o livro fosse de 1967 ou coisa assim (mesmo com o livro tendo copyright de 2011), portanto, o fotógrafo deveria estar morto. Um exagero, mas mesmo assim, amigos trocam informações bizarras o tempo todo. O mito infelizmente foi desfeito quando a gravadora de Lana me sugeriu para “Ultraviolence”.

Quais são alguns dos projetos que você ultimamente tem trabalhado e o que vem a seguir?
Eu recentemente retornei a Los Angeles após vários meses viajando. Eu passei o verão trabalhando no novo álbum de Lana, assim como em SEXWITCH de Natasha Khan – os dois não poderiam ser mais diferentes um do outro. Eu também fiz vários trabalhos na Inglaterra com Foals por várias semanas para seu novo álbum, e eu encontrei com o Tame Impala nos Estados Univods para tirar fotos de Kevin para a Rolling Stone da Austrália. Semana passada eu estava com a Unknown Mortal Orchestra na Cidade do México tirando várias fotos de coisas novas por lá para eles e me divertindo muito, enquanto aproveitava a melhor comida e bebida. Todo o desarranjo dos sons parece irritantemente “name-droppy”, porém são os últimos trabalhos. Muita diversão, muita besteira estressante, mas, no geral, não posso reclamar. Desde que voltei, estou focado no meu novo livro e nas fotos de um novo projeto pessoal com um amigo Yoo Rim, alguém que venho trabalho quase exclusivamente para trabalhos pessoais. Eu tenho sido inundado por projetos relacionado a música, então é bom estar em silêncio e voltar para o que eu mais amo.

http://www.neilkrug.com/

 

Por 52 Insights
Tradução por Wesley Lima e Yeda Salomão

Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
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