Honeymoon nas listas de melhores álbuns de 2015. Confira o que estão dizendo!

por / segunda-feira, 07 dezembro 2015 / Publicado emNotícias

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O ano de 2015 está chegando ao fim e os sites especializados em música já estão fazendo suas listas para nomearem os melhores álbuns deste ano — e, depois de receber ótimas críticas em sua estreia, sites como Rolling StoneIdolator e Spin elogiaram Honeymoon em seus tops 20 e favoritos para 2015.

Confira abaixo a posição do Honeymoon em diversas listas.


Idolator – 3ª Posição

Lana Del Rey mentiu para nós. Em uma entrevista a Billboard neste ano, a diva misteriosa prometeu que seu terceiro CD seria um regresso ao pop sombrio de Born To Die. Em vez disso, ela entregou um álbum tingido de jazz lânguido, que se espreguiça com canções de seis minutos e o retrabalho de um poema de T.S Eliot.

Isso é aquele tipo raro de trabalho que exige paciência. Honeymoon é um álbum que abre e intoxica a cada vez que você o escuta, o que é uma grande preocupação para os fãs que pedem uma nova “Video Games” ou “Blue Jeans”. Contudo, se você mergulhar na paisagem vintage de Lana e deixar suas canções quentes e magníficas lentamente trabalharem sua magia, você será recompensado com o trabalho mais complexo e inteiramente realizado por ela até agora.

NME – 7ª Posição

2015 não trouxe muitas coisas para se rir e o terceiro álbum esmagadoramente sombrio de Lana Del Rey entrou em uma cultura de épocas passadas. Honeymoon era um falido conto de fadas da Disney sobre sonhos arruinados de Hollywood, no qual vocais queimavam, cordas doíam e a nossa heroína arfava frases como “Você é tão Art Déco, solta na pista. Brilhando como bronze, fria e insegura”.

POPCRUSH – 18ª Posição

Lana Del Rey não é nada senão confiável: praticamente todo ano desde seu debut em 2012, a Queen of Coney Island acabou em uma lista “Os Melhores” no fim do ano – e merecidamente.

Ao contrário dos estrondos sombrios e tempestuosos do Ultraviolence de 2014, Honeymoon voltando amorosamente ao som cinemático e cheio de cordas de Born To Die e Paradise.

Tanto quanto é um retorno ao som inicial, Honeymoon é também um pouco um curinga: da influência trap em “High By The Beach” ao soft ice cream em “Salvatore” e ao jazzy e espacial épico “Terrence Loves You”, a cantora sentimental viajou em novo território, mais segura de sua arte do que nunca. Mas com cortes como o hino pesaroso “God Knows I Tried”, o quase tema de James Bond “24” e “Music To Watch Boys To” (que soa como uma nova versão de “This Is What Makes Us Girls”), Honeymoon demonstrou que Lana estava aderindo às suas armas. Sério mesmo. Paparazzi invasivos, cuidado: ela tem mira perfeita.

Por Bradley Stern

Rolling Stone – 12ª Posição para melhor álbum do ano e 2ª Posição para melhor álbum Pop

“Nós dois sabemos que não é de bom gosto me amar”, Lana Del Rey canta no começo do seu terceiro álbum. Um jeito e tanto de começar uma lua de mel, e exatamente o tipo de melancolia sensual que nós esperamos e amamos da maior sacerdotisa do pop romântico e triste. Depois de injetar um pouco do som de guitarras amadoras dentro do álbum produzido por Dan Auerbach em 2014, Ultraviolence, Del Rey retorna ao trip-hop cinematográfico de sua estreia ao estrelato de 2012, Born To Die. Balanceando chamados lentos e atraentes como em “Freak” e no single de sucesso “High By the Beach”, com momentos criativos como em “Burnt Norton”, sua citação sonhadora de um poema de T.S. Eliot, e o cover de alma gótica de Nina Simone/Animals, “Don’t Let Me Be Understood”.

Sua persona de Peggy Lee delicadamente distraída e com vocais calmamente sensuais foram encantadoramente provocativos como sempre (“você é tão Art Déco, solta na pista”, ela canta em “Art Deco”). Mas foi o sentimento perseguidor de mágoa e solidão nas suas recordações da embaralhada alta sociedade de LA que fez Honeymoon uma experiência devastadora.

Spin – 18ª Posição

Uma aparente eternidade após um interminável sentimento de alvoroço online sobre se Lizzie Grant era real, sua criação, Lana Del Rey, tornou-se indestrutivelmente isso. Com o indolentemente cinematográfico Honeymoon, o terceiro álbum de Del Rey de uma grande gravadora, aquele nascer de Nova Iorque, baseado em artistas de Los Angeles, encontra um meio termo entorpecente entre a exuberância trip-hop e as provocações em gírias de rap que caracterizaram o Born To Die de 2012 e a expansividade do rock psicodélico do Ultraviolence de 2014, mas que ainda é maravilhosamente rico da sua própria maneira. O simples fato de que tais distinções podem ser feitas enfatiza o quão rara é a posição de Del Rey, a de uma estrela pop glamorosa com amplo e intenso apelo e, ainda assim, sem nenhum hit single além de um house remix pouco representativo.

Em 2012, um mash-up com a música de Del Rey “Video Games” com os vocais de Morrissey por cima da melodia circularam a internet e, enquanto algumas pessoas notaram similaridade entre os dois cantores, a abundância dessa combinação em Honeymoon garante mais elaboração, começando com um interesse em comum na antiga Hollywood, por gângsteres jovens e melodrama malicioso, que é facilmente confundido por uma melancolia sem humor. The Weeknd — quem, também em 2012, teve uma amostra da voz de Morrissey — disse sobre Del Rey: “Ela é a garota na minha música, e eu sou o cara na música dela”. Mas não cometa um erro: Del Rey é uma verdadeira americana. As apropriações de Honeymoon — o hino de términos de namoro “High By The Beach”; as referências brilhantemente posicionadas da cultura pop (“Hotel California”, “Rapper’s Delight,” Billie Holliday); o segundo cover de Nina Simone feito por Del Rey; sua primeira leitura de T.S. Eliot — tudo serve para criar uma luz única (que nunca se esvai) sobre sexo, esperteza e sobre o sonho americano. Se Honeymoon tem alguma indicação é que talvez um dia Del Rey sirva de referência na letra de alguém.

Variance – 33ª Posição

Melhor do que fazer algo inesperado com o objetivo de provar que os seus críticos pessimistas estão errados, a cantora de 30 anos, conhecida antigamente como Lizzy Grant, toma uma decisão importante — ela ficou confortável em casa e convidou o resto do mundo para sua festa. Uma depressiva, tediosa e maravilhosa festa. Afirmando que ela sabe exatamente o que ela é e que está satisfeita com isso, esse pode ter sido seu álbum mais puro até agora.

American Songwriter – 35ª Posição

Desde o lançamento do seu álbum de estreia Born To Die em 2012, Lana Del Rey se tornou uma nas figuras que mais diverge opiniões na música pop. Uma herdeira dos tronos de Nancy Sinatra e uma estudante da cultura da Costa Oeste, o talento de Del Rey é inegável, mas tem sido com frequência esquecido por causa de sua antiga estética hollywoodiana, sua tendência para entrevistas estranhas e suas letras controversas — muitos dessas, embora sejam mais metáforas, ouvintes e críticos estão determinados a entendê-las de forma literal.

Com o seu terceiro álbum Honeymoon, entretanto, é difícil ter algum problema com a cantora de 30 anos que criou seu melhor trabalho até agora. Um álbum que facilmente poderia ser a trilha sonora de um filme de David Lynch, Honeymoon é obscuro, reflexivo e uma coleção cuidadosamente medida que, ao contrário de sua melancolia, leva o ouvinte a múltiplos momentos de catarse, particularmente em faixas como “The Blackest Day”. Del Rey provavelmente sempre terá seus haters, mas esse álbum irá mostrar que sua lua de mel está longe de acabar.

Consequence of Sound – 50ª Posição

Há uma nova moda em traileres de filmes onde o filme (geralmente um suspense romântico) tem uma versão lenta e em notas menores de alguma faixa pop inocente. O melhor exemplo que eu me lembre é da Beyoncé, ela quem recriou sua própria música “Crazy in Love” como um réquiem de funeral para o filme Cinquenta Tons de Cinza. O que antes fora um hip-hop, de repente virou uma triste música quente. Com Honeymoon, Lana Del Rey dispensa intermediações quando cria algo já recheado de complexidade emocional: um ameaçador pop barroco e letras que se assimilam à novela gótica “O médico e o monstro” com adoração, ódio e terror. Se é uma música quente, então ela possui muito fogo — fogo que foi usado por Del Rey para sacrificar ela mesma e seu amante. Que tal isso para o trailer de um filme? Dane-se o filme — Honeymoon é cinematográfico suficientemente por si só.

Tradução por Marcos Cz e Cristine Sol

Redação LDRA
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