Os 4 videoclipes mais ambiciosos de Lana Del Rey, confira a lista da Billboard

por / terça-feira, 27 outubro 2015 / Publicado emNotícias

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Dada a qualidade cinematográfica de suas composições, não é de se admirar que Lana Del Rey tenha continuado a investir fortemente na conceituação e execução de seus videoclipes. Desde seu primeiro clipe, “Video Games”, em uma webcam há cinco anos, ela já trabalhou com alguns dos mais conhecidos diretores no ramo. Mas a mais recente estrela de capa de Billboard continua a ser uma das poucas artistas na música pop que colabora cara a cara com seus diretores, escrevendo suas próprias ideias que se transformam em notas sobre a produção. Como o som de Del Rey evolui, sua estética visual vai e volta entre caminhos familiares, reescrevendo e revendo os temas que são familiares a ela: velha guarda, América, filmes noir, e trazendo de volta o verniz de uma cultura construída em torno de ícones do pop como verdadeiros deuses modernos. A Billboard lança um olhar sobre os videoclipes mais ambiciosos da cantora enigmática, até hoje.

“Music To Watch Boys To” (Honeymoon)

Diretora: Kinga Burza

Lana Del Rey incumbiu a Kinga Burza a tarefa de colocar para fora seu “lado suave” para “Music Boys To Watch To”. A diretora disse a Billboard que a cantora tinha um conceito forte para o vídeo, incluindo imagens específicas que ela queria combinar com determinada letra. “Ela fez um esboço do clipe e eu apenas adicionei um toque meu a ele,” explica Burza. “Ela é a artista mais envolvida que com quem já trabalhei.” Del Rey teve o vislumbre de um clipe fascinante, o qual a mostra descansando numa espreguiçadeira de praia, ouvindo “grunge suave” como gramofones girando ao seu redor. Era importante para ela que os garotos estivessem jogando basquete e fossem filmados em silhueta, para que você não os reconhecesse. “Não era só um tipo de cara, poderia ter sido qualquer um. Eles estão sendo observados, mas eles não percebem isso. Tem um voyeurismo,” diz Burza. “O clipe resume tudo o que ela gosta: filmagens subaquáticas, filmagens em Super 8, um projetor, o corte entre uma narrativa não-linear. É a essência dela.”

“Ride” (Born To Die: The Paradise Edition)

Diretor: Anthony Mandler

Começando e terminando com dois monólogos surreais entregados com a seriedade de um monólogo de Shakespeare, “Ride” mergulha ainda mais na obsessão de Del Rey com o lado negro da iconografia americana. “A forma como ela pensa, tanto em minúcias quanto em vastidão, é em forma escrita,” afirmou o diretor do clipe, Anthony Mandler. “Ele nasceu dela e foi filtrado por mim. Eu não consigo lembrar de outro artista com quem já trabalhei e que mereça um crédito de escrita.” Se “Tropico“, também dirigido por Mandler, foi o mito da criação da cantora,”Ride” é seu romance-chave: ela se descreve como uma “incomum cantora da noite” à procura de si mesma na estrada com os três motociclistas mais velhos que interpretam seus amantes. Em uma cena, Del Rey se hospeda em um tipo de fogueira no deserto com sua gangue de motociclistas, usando um resplandecente cocar indígena. Em um close é possível vê-la dublando a frase, “Eu sou uma maldita louca.” “Às vezes você é abençoado o suficiente para encontrar suas almas gêmeas artísticas,” disse a cantora a respeito do conceito do vídeo. “Depois de anos permanecendo fiel às minhas próprias visões artísticas, eu conheci Anthony Mandler, que compartilhou o meu amor de todas as coisas belas e obscuras e compreendeu minha paixão e meu devaneio sobre o país que América costumava ser.”

“Video Games” (Born To Die)

Diretora: Lana Del Rey

Del Rey diz que se recorda do enredo visual de “Video Games” com certo pesar, dizendo que, “se eu soubesse que muitas pessoas iam assistir ao vídeo, eu teria me esforçado mais nele.” Ele é uma concentrada sinopse da estética retrô de filmes noir que a cantora passaria a explorar mais plenamente em projetos subsequentes. O vídeo reúne uma variedade de clipes — jovens em skates, desenhos animados antigos e filmagens de paparazzi mostrando atriz e modelo Paz de la Huerta caindo bêbada — com cenas hipnóticas de webcam de Del Rey cantando sozinha em algum lugar desconhecido. “Eu estava tentando parecer inteligente e mudada ao invés de ‘sexy’,” a cantora falou sobre o jeito que produziu seu visual. “É claro que eu queria parecer bonita, mas ‘inteligente’ era o foco principal.”

“High By The Beach” (Honeymoon)

Diretor: Jake Nava

Jake Nava queria que Del Rey encarnasse a versão chique de um Chateau Marmont em “High By The Beach,” uma estética que ele diz que ambos criaram quando trabalharam juntos em “Shades Of Cool”. “Lana tem um peso enorme, e ela tem um ótimo senso de sua própria identidade,” Nava diz a Billboard. “Isso não é sempre uma coisa boa, mas é uma coisa boa com ela, porque ela também tem um gosto legal.” A natureza ambígua da maioria das imagens de “High By The Beach” são para refletir a respeito da “bagunça que às vezes pode acontecer dentro de um sonho, ou quando você está chapado,” Nava explica. Ele especialmente queria que a cena em que Lana atira em um paparazzo dentro de um helicóptero assumisse uma natureza lúdica: “É para [essa cena] ter uma ironia e um humor, junto com sentimentos muito sinceros e apaixonados sobre ser um intruso,” Nava diz. “Lana não quer atirar em tablóides. Mas, às vezes, ela pode sentir essa vontade um pouquinho.”

Por Sharon Steel
Tradução por Marcos Cz
Revisão por Raphaella Paiva

Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
  • João Vianini

    Ride e National Anthem são meus favoritos – créditos ao Mandler por isso.
    Fico feliz de não ver Ultraviolence nessa lista 😉

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