Rolling Stone | ‘Honeymoon’ de Lana Del Rey: Tudo o que sabemos

por / sexta-feira, 18 setembro 2015 / Publicado emNotícias

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Na semana passada  (9), o site Rolling Stone postou um artigo sobre tudo que sabemos e uma breve análise sobre o novo álbum de Lana Del Rey, ‘Honeymoon’. Confira a tradução abaixo:


 

‘Honeymoon’ de Lana Del Rey: Tudo o que sabemos

A ícone pop em crescimento tem deixado uma trilha de migalhas de pão rumo ao sucessor do ‘Ultraviolence’

Lana Del Rey é uma das vozes do pop mais poderosa, se não a mais elusiva. Nesse último ano, Del Rey gravou músicas com The Weeknd, Brian Wilson e com o produtor e frequentador do Chateau Marmont, Emile Haynie. Ela foi recrutada por Harvey Weinstein para compor uma faixa para o filme Grandes Olhos, do aclamado Tim Burton — a música ganhou uma indicação no Globo de Ouro 2015. E se você assistiu ao VMA no mês passado, ficou claro que até mesmo Taylor Swift está prestando atenção ao que Del Rey vem fazendo. Mas ainda assim, algo sobre a etérea e retrô cantora-compositora parece inalcançável.

Por todo esse tempo, de acordo com a entrevista a Zane Lowe na Beats 1, Del Rey deu a entender que vem trabalhado firmemente em seu terceiro LP, “Honeymoon”, desde o lançamento de seu último álbum, “Ultraviolence”. Faltando pouquíssimo para seu lançamento oficial em 18 de setembro, nós coletamos toda informação por aí, desde entrevistas raras e videoclipes até legendas ocultas no Instagram. Isso é tudo o que podemos dizer sobre o álbum até agora.

Honeymoon é a primeira canção e faixa-título

“Nós dois sabemos que não é de bom gosto me amar/Mas você não vai porque, sinceramente, não há ninguém para você a não ser eu,” canta Lana Del Rey, sem adornos, como se estivesse configurando as regras antes de ser tirada da realidade em suaves acordes.

Del Rey recentemente disse a Beats 1 que seu terceiro LP é inspirado pela praia. Se essa canção indicar alguma coisa, ela andou lento bastante Daphne Du Maurier entre um mergulho e outro. Honeymoon se desenvolve como um thriller psicológico, onde os sinais da ruína são tão verdadeiros e impalpáveis quando um ar perfumado. “Azul escuro, azul escuro” finaliza um verso e inicia outro. “Nós dois conhecemos o histórico de violência que rodeia você,” canta Del Rey.

Del Rey postou uma imagem da letra junto de um clipe entoando as palavras “Nossa lua de mel” em uma filmagem em close obviamente estremecida. No clipe, um tigre aparece vagarosamente, como se tivesse saído do clipe de Born to Die direto para esse. O fatalismo de Born to Die está implícito no novo sonho da lua de mel de Del Rey; ela chega a chamar seu homem de “Sr. Perigo”. “Eu amo essa música porque ela encapsula todas as coisas que vêm naturalmente para mim,” Del Rey disse no website, em julho. “De certa forma eu sinto que ela é onde o álbum começa e termina.”

A ‘Nancy Sinatra gângster’ pode estar de volta

Adeus, coroa de flores do Brooklyn. Olá, botas. Lana Del Rey já se descreveu como uma “Nancy Sinatra gângster”, uma confirmação às ousadas influências hip-hop que dominaram seu primeiro álbum de 2012, “Born to Die”, e sua sequência, “Paradise”. O álbum seguinte de Del Rey, “Ultraviolence”, foi um rompimento daquele som. Mas para “Honeymoon”, ela listou produtores como Rick Nowels e Kieron Menzies, que trabalharam em suas antigas músicas, como Young And Beautiful. Del Rey também disse para esperarmos músicas com uma “energia trap diferente”.

… Especialmente em seu primeiro single e clipe High By The Beach.

Como Del Rey disse a Beats 1, High By The Beach — lançado em 10 de agosto — encanta com uma melodia meio Andrews Sisters abastecidas em vocais trap com sintetizadores. “A verdade é que/Eu nunca caí nas suas besteiras/Enquanto você fazia um tributo para mim,” ela canta com com um já conhecido aborrecimento. No clipe filmado por Jake Nava, Del Rey é a visão de uma Priscilla Presley de cabelos soltos na praia, suas vestes fluindo e revistas queimando. Um helicóptero de origem desconhecida (Russos? Paparazzi? Mark Ronson?) paira do lado de fora de sua janela. Depois de vagar ao redor de sua casa vazia, ela tira uma arma de fogo de dentro da case de um violão (grande demais para ser case de um violino) e explode o helicóptero. Gângster, de fato.

Muito amor americano

“Vivendo na terra de Luas de Mel e Magnatas do Petróleo/Deus abençoe a América, a terra de champanhe rosa & chuva roxa/Essa é minha visão favorita/Nada a não ser velas brancas adiante e águas azuis rolando a minha frente por milhas e milhas,” escreveu Del Rey na legenda de uma selfie no Instagram, provocando supostas letras novas.

Os fãs de Bowie podem apreciar Terrence Loves You

“Eu ainda fico intoxicada, baby, quando ouço suas músicas,” Del Rey canta a dor na nova faixa Terrence Loves You, a qual foi lançada em 21 de agosto. Nessa música, a heroína de Del Rey está tão perdida que ela sente estar orbitando Marte quando vai ligar a televisão: “Base de controle para Major Tom/Você pode me ouvir durante toda a noite?”

Del Rey suspira por verdadeiras estrelas. A graduada em filosofia disse que se encontrar com o CEO fundador da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, foi “um dos melhores dias da minha vida”, em entrevista a Beats 1. Ela acredita que os EUA está na crista das novas tecnologias assim como as pessoas estavam nos anos 1960. Apropriadamente, no mesmo mesmo dia Terrence Loves You foi lançada, assim como a capa do “Honeymoon”, no qual Del Rey se encontra em cima de um ônibus de turismo com uma linha telefônica — 1-800-268-7886 — escrito ao lado. Esses dígitos conectam, de fato, à Honeymoon Hotline [Linha Telefônica de Honeymoon], na qual há a opção para ouvir Terrence, uma palestra sobre metafísica ou uma conferência do Musk, onde ele explica a importância de americanos fabricarem foguetes reutilizáveis.

Faixas mais recentes: Music to Watch Boys to e Freak

Ontem, Del Rey postou um trailer de Honeymoon contendo duas canções nunca ouvidas. “Venha para a Califórnia e seja uma aberração como eu também,” Del Rey afirma em seu soprano na balada Freak. E certifique-se de estar usando algumas flores em seu cabelo. No breve clipe, Del Rey e quatro outras garotas dançam em círculos num slow-motion, com cabelos de sereia, mangas de franja e fitas, deitando-se ao sol no verão sem fim dos deuses. Em Music To Watch Boys To, soa como se ela estivesse sentindo a ira deles. Os misteriosos versos de perguntas e respostas são ofuscados por distorções enquanto o esfumaçado contralto de Del Rey atinge o fundo do oceano.

Music To Watch Boys To estreou na íntegra hoje, no programa do Zane Lowe na Beats 1. Del Rey disse que a canção é uma de suas favoritas. “Ela apresenta um visual de sombras de homens passando, e há esses olhos das garotas, o rosto delas,” Del Rey contou sobre a música para a LA Weekly em janeiro.

“Honeymoon” é um dos trabalhos visuais mais atraentes de Del Rey, ouvindo de volta os dias em que ela criava seus próprios vídeos ao unir clipes e gravações. Maioria das fotos promocionais de “Honeymoon” foram tiradas por sua irmã mais nova, Chuck Grant. É tudo suave e questionador: Uma estrela no lar das estrelas de Hollywood. A delicada bagagem de Honeymoon torna-se um contraponto às faixas mais vulneráveis de Del Rey, como Music to Watch Boys to.

Nina Simone reinterpretada

Quando Del Rey postou a tracklist de “Honeymoon” no Instagram, a última música parecia familiar. “Eu estou fazendo um cover de Don’t Let Me Be Misunderstood,” Del Rey disse a Billboard, em janeiro passado. “Eu gosto de finalizar o álbum com uma canção de jazz. Eu estou me divertindo com a minha interpretação”.

“Honeymoon” tem dado muito trabalho

Lana Del Rey postou duas imagens que nos abriu uma janela rumo à vida de uma artista da música. A primeira foi uma selfie, com a legenda “Tão cansada no estúdio”. A segunda foi a imagem tirada de seu photoshoot para a V Magazine, e é um pouco mais descritiva. Na legenda, uma Del Rey falante escreveu uma passagem do poema de 1832, do Alfred Lord, “A Dama de Shalott”. O poema é sobre uma linda mulher morando sozinha numa ilha, numa pequena construção cinza, e que será amaldiçoada se tirar um sequer olho da sua roda de tear. Um gentil cavalheiro surge à remo. A Dama de Shallot desvia o olhar de seu trabalho. Não termina bem para ela.

Por Sarah Grant
Tradução por Raphaella Paiva

Redação LDRA
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