Lana Del Rey concede entrevista para BBC Radio 1 e apresenta 3 canções ao vivo

por / terça-feira, 22 setembro 2015 / Publicado emEntrevistas

IMAGEM POST LDRA

Na tarde desta terça-feira (22), Lana Del Rey participou do programa de Huw Stephens, na BBC Radio 1, gravado no Maida Vale Studios, em Londres.

A cantora e sua banda apresentaram três canções de seu novo álbum, ‘Honeymoon’; participando também de uma breve entrevista, falando sobre críticas, processo de criação, novo álbum e sobre onde Lana iria em uma viagem de lua de mel.

Confira áudio e tradução abaixo: 

Huw Stephens: E agora nós vamos ao Maida Vale Studios dar boas vindas a Lana Del Rey em nosso programa. Oi, Lana!
Lana Del Rey: Oi, Huw!

É bom ouvir você no legendário Maida Vale Studios. Já faz um tempo desde que você esteve no Maida Vale (risos) Nós achamos que a última vez foi em 2012.
Eu sei. Eu estava tentando lembrar quando estivemos aqui, mas você está correto. Acho que foi há três anos.

Três anos… Muitas coisas aconteceram em três anos (risos) Você se sente em casa ao estar de volta ao Maida Vale?
Sim. Na verdade eu não sabia o quanto me sentiria em casa, mas é simplesmente ótimo, porque eu estou com os garotos e… nós estávamos nos lembrando o quanto foi divertido três anos atrás. E é bom.

Maravilha. E vamos começar as apresentações e, já que vocês estão todos conectados [em seus instrumentos], todos ligados (risos) vamos fazer uma coisa de músicos também.
Tudo bem.

Quem está na banda hoje, Lana?
Certo. Eu acho que vou começar com a minha direita — nós temos o Blake na guitarra.
Blake: Ei.

Oi, Blake. Como vai você?
B: Bem, e você?

Eu estou bem, você pode nos dar uma palinha? (risos) Só para abrir o apetite?
L: Você está com amplificador ligado?
B: Não.

Oh! (risos) Vamos ligar o amplificador.
L: Certo. Quase lá.

Ei, Blake, de onde você é?
B: Eu sou de Nova York.

E você conhece a Lana desde… tipo, há alguns anos?
B: Desde 2011.
L: Sim

Oh, desde o começo então.
B: É, já faz um tempo.

Desde o comecinho.
L: Sim.
B: É, a jornada inteira.
L: Nós costumávamos gravar nesse pequeno estúdio bem legal de Nova York, chamado Euphoria. Nós lembramos disso o tempo todo.
B: Oh, sim.

Você já voltou ao Euphoria?
L: Não, eu creio que não (risos)

Então vocês precisam voltar ao Euphoria! (risos)
B: Esses dias acabaram.
L: Eu acho que deveríamos.

Onde você gravou esse álbum novo, Lana? Onde você gravou o “Honeymoon”?
Hmm… Na verdade eu fiz o álbum inteiro só na Califórnia, eu não viajei muito. Eu trabalhei com o mesmo cara com quem eu praticamente fiz os dois últimos álbuns, Rick Nowels. Nós simplesmente ficamos num estúdio em Santa Monica.

E eu andei lendo um pouco sobre o Rick Nowels…
Sim.

Porque eu vi o nome dele nos créditos e tal e, como você disse, ele trabalhou em seus álbuns anteriores. Ele trabalhou com tantos músicos incríveis, como você.
Ele já trabalhou, sim…

Ele trabalhou em uma das melhores canções dos últimos tempos (risos) que eu diria que é a You Get What You Give, do New Radicals.
Isso é tão engraçado, porque essa é a música da qual nós falamos o tempo todo.

(Risos) Sério?
Sério, porque, quando eu era um pouco mais nova, eu estava no colégio e aquela música tocava o tempo todo! E… ele era muito próximo desse cantor — eu acho que eles andaram juntos por um bom tempo.

Ooh, okay.
É.

É uma ótima canção.
Sim, é muito boa.

Se você tiver a leve sensação de nunca ter ouvido a You Get What You Give do New Radicals, ela é… assim! (áudio da música) Ei, Blake, você ligou o amplificador?
B: Oh, sim.

Vamos ter uma palinha. (Blake toca um riff de guitarra). Oh! Isso é de derreter o coração, não é? (risos) Oh, meu Deus. Isso foi lindo, Blake!
B: Obrigado, senhor.
L: Ele é o cara! Ele é incrível.

Deus, imagina só isso tocando por uma hora ou algo assim… Isso tornaria o mundo um lugar melhor, não tornaria?
Na verdade, às vezes o Blake simplesmente começa a fazer alguns riffs, e foi assim que nós fizemos duas faixas do último álbum — nós fizemos Cruel World e depois Pretty When You Cry.

Uau.
Porque ele simplesmente tem essas melodias incríveis.

Quem mais está na banda? Agora você tem que compensar pro resto da banda! (risos)
Nós temos o Byron — Byronic — no teclado.

Oi, Byronic.
Byron: Como vai você? (risos)

Estou ótimo. De onde você é?
B: Do grande estado de Michigan. Detroit, Michigan.

Detroit, Michigan. Okay. Maravilha.
B: Quando quiser (Byron dedilhando algo no teclado)
L: (risos) Você consegue ouvir isso?

Sim, é lindo.
L: Sério?

Sim. Toque um pouco mais, Byronic (risos)
(Byron tocando algumas notas)

Oh. Isso soa tão bom na sessão dessa noite (risos) Oh! Isso foi muito bom, Byronic, obrigado. E quem mais está na banda, Lana?
Nós temos o Kevin, eu acho que ele tem um contrabaixo em mãos.
(Kevin dedilha algumas notas)

Yeah…
Kevin: Como vai, cara?

Yeah… Prazer em conhecê-lo.
K: Prazer em conhecê-lo também.
L: E então atrás do Kevin, nós temos o Tom na bateria.

Certo. Que tipo de bateria você gosta de tocar, Tom? Tipo, alguma coisa alta e pesada ou você gosta de tocar algo mais, eu não sei, um estilo mais suave em jazz pra tocar pra gente?
Tom: Fazer um pouco de break ou algo assim?

Sim. Ooh, você não é de Nova York!
T: Não, eu moro Trowbridge, na verdade (risos)

Incrível! (risos) E você toca com a Lana já há algum tempo?
T: Há quase três anos, eu acho…

Três anos! (risos) E agora você está levando Lana Del Rey para Trowbridge… (risos)
T: Ainda não, mas já ouviu falar [na Trowbridge] de Vegas? Também tem em Cleveland…
L: Estamos quase lá (risos)

Maravilha. Vá em frente (Tom toca um pouco de bateria). Temos um baterista da costa inglesa aqui!
T: Valeu, cara.

Eu posso ouvir Bristol e Bath se misturando agora, como um cão uivando — como seria isso? E tudo isso junto… é a sua batida. (risos) Vocês estão prontos pra primeira canção? O que você vai cantar pra gente primeiro, Lana?
Eu acho que nós vamos tocar High By The Beach pra você primeiro.

Maravilha. Todos nós amamos essa canção. Essa é Lana Del Rey na Maida Vale, para a Radio 1.

(Performance de High By The Beach)

High By The Beach. Lana Del Rey está no Maida Vale Studios da BBC.
Sim.

Cantando pela primeira vez nessa noite. Vamos falar um pouco sobre o “Honeymoon”, sobre esse quarto álbum. É verdade que você andou ocupada durante os últimos cinco anos em que esteve, você sabe, no mundo da música e sob olhar do público? Você fez álbuns constantemente.
Sim.

Você gosta de partir logo para o próximo ao invés de ficar descansando?
Sim… Eu sempre acho que vou descansar e, assim que você começa a relaxar, todas as boas ideias lhe vêm, então você meio que começa outra vez.

Certo.
Eu me sinto tão sortuda por continuar construindo uma discografia que eu realmente amo, tem sido bem incrível.

E sobre o título? De onde surgiu o título “honeymoon” [lua de mel]?
Eu amo a palavra “lua de mel”, e eu simplesmente… Eu acho que eu simplesmente amo a ideia de meio que esperar que as coisas mudem para uma forma bem bonita e… é provavelmente a palavra mais romântica que existe, então…

Eu só estou tentando entender se eu não perdi algo… Você não é casada, é?
Não, não.

Você nunca esteve em uma lua de mel?
Não, eu nunca estive.

Como você planeja, quando se casar — se você se casar, eu não quero soar atrevido…
Okay.

Para onde você iria em lua de mel?
Hmm… Bem, meus pais foram pra Bermudas…

Oh, uau.
Eu não sei, eu sempre achei legal ir aonde eles foram.

Sim…
Eu nunca estive lá.

Tudo bem.
O que você acha disso?

Eu acho que isso seria incrível (risos) Eu só vou fazer uma pesquisa pra checar exatamente onde fica…
Oh, meu Deus! (risos)

No mapa, porque minha geografia é terrível. Tudo o que eu conheço é o Triângulo das Bermudas.
Hm… Sim.

Sabe, que é…
A minha vida (risos)

Oh, uau, fica no meio do Oceano Atlântico!
Na verdade fica só há duas horas de avião de Nova York.

Bem, eu ouvi que Trowbridge é um ótimo lugar pra passar a lua de mel (risos)
(risos) É o lugar certo.

Sim! “Honeymoon” está disponível agora, e eu passei o dia todo o ouvindo. Eu acho que duas palavras me vieram em mente enquanto eu estava ouvindo esse álbum, Lana…
Sim?

Uma delas é “viagem.”
(risos) Ele é meio viajado.

É um álbum abrangente, não é?
Sim.

E a outra palavra é “pelúcia”. Sua música sempre teve esse ar de pelúcia…
Sim.

Sempre esteve num limite do mundo, sabe, de certa forma. Mas esse álbum te leva para o extremo desse mundo.
Sério?

Sim!
Eu não consigo decidir se ele é muito quadradinho ou se tem um rumo diferente, eu não sei. Eu acho que… Sabe, no começo eu sabia exatamente o que estava fazendo e depois, quando eu estava meio que o deixando maior, ao invés de ficar maior, as canções ainda eram muito “alternativas”, então a produção se sobressaiu.

Hmm.
Então acho que por isso ele tem essa sensação de ser “viajado”, quase como um toque de psicodelia ao invés de se tornar pop.

Absolutamente. Ou talvez essa seja simplesmente a Califórnia…
(risos) Sim!

Eu lembro da Califórnia e eu penso em um assunto leve, e palmeiras e luz do sol… E isso afeta você.
Sim, sim.

E ele soa lindo, e agora nós vamos ouvir outra canção dele no Maida Vale. Eu acho que agora vai ser Terrence Loves You, não é?
Isso.

Conte um pouco sobre essa música, caso não se importe, antes de cantar…
Essa [música] me toca muito. Eu amo cantá-la e eu acho que a vibe dela meio que compõe o som que eu pensei que todo o álbum teria — um estilo meio jazzy e noir, mas, ainda assim, muito profundo…

Okay, aqui está então. Essa é Lana Del Rey na BBC Radio 1.

(Performance de Terrence Loves You)

A incomparável Lana Del Rey é nossa convidada no Maida Vale da BBC Radio 1, essa foi Terrence Loves You que está em seu novo álbum, “Honeymoon”, disponível agora. E tem sido um grande prazer receber você, e obrigado à banda maravilhosa que você tem (risos)
Então, quais são os planos para o lançamento do álbum? Primeiramente, você lê as críticas, Lana? Você se importa?
Hmm… Sim, eu me importo. Quero dizer, você não tem que ler nada pra saber qual é o consenso geral, tipo, é tudo tão transparente que você meio que já sabe. Eu fiquei feliz pelo fato de alguns críticos, cujas críticas eu lia antigamente, terem gostado do “Ultraviolence”, quando ele saiu.

Sim.
Eu não sei realmente… Eu nunca sei realmente o que pensar. Mas, pra mim, é simplesmente incrível poder continuar fazendo álbuns, então nesse sentido eu fico feliz. Eu não sei, talvez eu leia algumas críticas.

O que achou da entrevista? Essa é pior pergunta de todos os tempos (risos) Agora que o álbum acabou de ser lançado, eu vou te perguntar: você já pensou em algumas músicas novas? Você está sempre compondo, sempre tendo novas ideias?
Sim. Eu acho que é sempre assim. Porque as mixagens levam tanto tempo, sabe, é meio que um processo de cinco meses pra ter aquele som avelulado e tudo certo. Esse é o único momento em que eu não penso em nada além do lado mecânico das coisas. Então eu comecei a compor já faz alguns meses, mas eu não sei… O lado bom de ter diferentes gravadoras que me permitem ter tanta liberdade criativa pra fazer o que eu quero, é que eu posso lançar um álbum a cada 15 meses, se eu quisesse — o que talvez vários artistas não possam fazer, porque eles podem estar ocupados fazendo outras coisas que não necessariamente estejam ligadas à música. Então… é bem legal.

Oh, bem… Muito obrigado por cantar pra nós essa noite.
Obrigada, Huw.

Qual é a última canção que você vai cantar pra nós?
Hm, nós vamos tocar a faixa-título do álbum, vamos tocar Honeymoon.

Então é isso. Lana Del Rey, pode assumir.

(Performance de Honeymoon)

Por Huw Stephens
Tradução por Raphaella Paiva

Confira as fotos da cantora e sua banda nos estúdios da BBC Radio 1, em nossa galeria:


Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
  • João Vianini

    Esse último live (Honeymoon) foi tão lindo! Queria muito Music To Watch Boys To, mas por esse de Honeymoon valeu a pena 😉

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