‘Eu amo a palavra lua e tudo o que ela simboliza’, The Weeknd entrevista Lana Del Rey para a Interview Magazine alemã

por / quinta-feira, 17 setembro 2015 / Publicado emEntrevistas

IMAGEM POST LDRA

Lana Del Rey está na capa da edição de setembro da Interview Magazine alemã, e concedeu uma entrevista feita por seu amigo e cantor, Abel Tesfaye (The Weeknd).

Confira a tradução, onde ela fala de sua colaboração no novo álbum de The Weeknd e revela o motivo do título e as inspirações de seu novo álbum, “Honeymoon“.


Abel Tesfaye: Lana!
Lana Del Rey: Abel!

Onde posso encontrar você?
Estou sentada bem aqui em uma pracinha pitoresca de Paris, cujo nome eu nunca lembro [risos]

Já contei a você o quanto eu fiquei feliz em finalmente podermos trabalhar juntos?
O prazer é todo meu. Eu amo a nossa música para o seu novo álbum.

A música foi muito importante para mim, porque eu acho que você é uma das melhores artistas do nosso tempo. Eu a admiro por nunca se esconder e por sua visão de mundo ser tão forte.
Oh, obrigada! Isso é realmente um grande elogio, especialmente quando se trata de alguém como você.

É difícil para você manter sempre o controle do seu ideal?
Não, não realmente. Apenas faço coisas em que me sinto bem. É assim que decido com quem eu trabalho, para quem eu trabalho e qual material lançar. Antes de cada projeto, eu penso como minha estética poderia caber e se segurar a ela.

Mas ainda pode-se notar seu progresso.
Meu gosto está mudando também. No entanto, eu sei exatamente o que eu gosto, e como deve soar e parecer.

É esse o motivo pelo qual você raramente trabalha com outros artistas?
Eu só sou muito tímida. E é por isso que é difícil me aproximar das pessoas. Com você é diferente: eu amo a sua voz e seu talento para encontrar uma mudança melódica repentina para cada uma de suas músicas.

Você sempre trabalha com produtores diferentes.
Sim, mas de uma forma limitada. Quando conheci o meu produtor Rick [Nowels], há quatro anos, eu soube naquele momento que iríamos trabalhar juntos por um bom tempo. Simplesmente parece certo. No meu próximo álbum, eu pretendo me abrir um pouco e trabalhar com mais pessoas.

Você cresceu em Nova York, mesmo assim ainda parece estar magicamente atraída pela Costa Oeste. Sua música é como uma declaração remanescente do amor a Califórnia. De onde vem esse amor pela outra costa?
Eu sou muito apaixonada pela paisagem da Califórnia. Não há muita natureza que se compare no mundo: As pequenas aldeias e vilas e o chamego entre a costa e as montanhas são únicos. E também é tão romântico. Somando a isso, eu simplesmente admiro Hollywood. Quando saí de Nova York, eu vivi em Londres durante quatro anos. Então depois, Los Angeles era o único destino que estava em minha lista.

Você gosta das pessoas lá?
Eu amo as pessoas da Califórnia!

Por quê?
Porque, por um lado, elas são politicamente corretas e mantêm o controle da saúde delas; por outro, elas apreciam o lado selvagem que têm. Eu acho que esse contraste é legal: responsável e selvagem ao mesmo tempo, yeah!

Eu realmente gostei de conhecer sua família. Seu pai é tão legal. Ele é uma pessoa muito especial!
Obrigada!

E sua irmã Chuck… Como foi crescer com ela? Você já imaginou que iriam trabalhar tão juntas algum dia?
Nem um pouco. Nós não tínhamos a menor ideia. Eu nunca teria imaginado que eu seria uma cantora e ela não achava que seria uma fotógrafa. Mas eu me lembro muito bem como eu ficava impressionada com as primeiras fotografias dela. Eu tinha 17 anos na época e tinha acabado de ingressar na faculdade, e ela tinha 15. Em suas primeiras fotos, você já podia ver um grande talento nela. As fotos eram perfeitamente expostas e absolutamente simétricas. Retratos de mulheres é sua especialidade. Ela tem seu próprio estilo, eu amo isso.

Suas músicas também são muito cinematográficas: Eu sempre penso em filmes como “Chinatown”, do Polanski, quando eu as escuto..
Isso é um elogio agradável. Eu amo todos os grandes filmes de L.A., como “Chinatown” e “Crepúsculo dos Deuses” também.

Você gostaria de dirigir algo, algum dia?
Em todos os casos eu gostaria de misturar sempre realidade com o surrealismo e usar câmeras diferentes para diferentes cenas, só para criar um clima especial, eu realmente gostaria disso. Em cenas de sonhos, por exemplo, eu gostaria de trabalhar com uma câmera fantasma e, se for para ser algo vintage, eu prefiro velhas câmeras de VHS.

Você poderia imaginar algum clipe ou curta-metragem para mim?
Eu adoraria!

Seu novo álbum é chamado de “Honeymoon” [lua de mel]. Por que esse título?
Eu só gosto de palavras bonitas, melodiosas. E eu amo a palavra “lua” e tudo o que ela simboliza. A ideia de um encontro romântico que representa o amor infinito é encantador para mim.

Em que tipo de humor você estava quando decidiu o título?
Praticamente o oposto da lua de mel. No ano passado houve um monte de caos dentro de mim. Eu gosto de contrastes e contradições, apesar disso. São coisas que eu quero. Positivas, negativas, dentro e fora. Costumo usar essas combinações para meus textos ou títulos.

Summertime Sadness [tristeza de verão].
Exatamente [risos].

Você poderia me dizer como o “Honeymoon” soaria?
Quando comecei a trabalhar no novo álbum, três meses após o “Ultraviolence”, ele soava primeiramente como um álbum de jazz. Então, no inverno, quando três quartos do álbum estava pronto, nós brincamos com umas batidas trap e tentamos fazer elas se encaixarem nas faixas.

Tudo bem.
É por isso que o álbum parece, de alguma forma, retrô-futurista agora.

Você diria que este álbum, assim como o anterior, soa como Los Angeles?
De certa forma sim. Tudo começou logo depois que eu mudei para a Califórnia. De repente a costa oeste apareceu em meu processo criativo. Aqui é simplesmente o melhor lugar para se viver. Basta olhar para quem está se mudando para cá que você percebe. Os outros também reconhecem esse poder de atração que vem da Califórnia. Até mesmo os reclamões de Nova York, que nunca deram a mínima pra Los Angeles, fazem as malas e se mudam para a outra costa.

Você vai estar aqui quando o álbum sair, ou estará na estrada?
Em Londres, porque eu ainda me sinto enraizada lá de alguma maneira. E no início do próximo ano vou sair em turnê. Nesse meio tempo, eu vou fazer de tudo para passar o maior tempo possível em Los Angeles. Eu não poderia fazer isso qualquer outra forma!

Por Abel Tesfaye
Tradução por Glauberth Viana


Confira em nossa galeria algumas das imagens do ensaio fotográfico já divulgadas em HQ.

Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
  • João Vianini

    “No início do próximo ano vou sair em turnê” <3

  • Raphael Kaiston

    quero que vazem as demos de antes do inverno (antes de colocarem as batidas traps)

  • Sása

    “eu amo a palavra lua e tudo o que ela simboliza” OMG, lua é o nome da minha cadela justamente porque sempre fui apaixonada pela simbologia da lua e nasci no mesmo dia que a Lana ou seja cada dia acredito mais em astrologia

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