Neil Krug fala sobre Lana Del Rey em entrevista à ‘Emmazed’ e divulga novas fotos da cantora

por / quarta-feira, 01 julho 2015 / Publicado emEntrevistas

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O fotógrafo Mahmoud Mfinanga, dono do site Emmazed, entrevistou o fotógrafo Neil Krug e falou com ele sobre narrativas, Lana Del Rey, segurança criativa, e suas influências. Confira a seguir o trecho em que eles falaram de Lana Del Rey e as novas fotos que Neil disponibilizou para o site.


NEIL KRUG

FOTÓGRAFO / CINEASTA / DIRETOR
COM BASE EM LOS ANGELES, CA

Nascido em Lawrence, Kansas, Neil Krug é um fotografo, cineasta e diretor de Los Angeles. Com 31 anos de idade, o imaginário de Neil é harmonicamente temperado e com vibrações, surrealismo e beleza. Esses ingredientes tem dado o sabor para a fundação prolífica de Neil, Pulp Art, livro de fotos que reúne seus trabalhos pessoais e de clientes.

 

Mahmoud Mfinanga: Mas como você se defende de um assunto como Lana Del Rey ser vulnerável com seu trabalho por causa de sua imagem notável?
Neil Krug: 
Eu sei o que você quer dizer. Ela é fã dos livros Pulp Art e ela não sabia que eu estava vivo – é uma longa história. Seja qual for a energia que ela viu nos Pulp Books, ela queria isso, ou pelo menos foi a impressão que eu tive durante ‘Ultraviolence’. Tentei deixá-la à vontade. Na verdade, eu nem tentei, porque quando nos conhecemos, nós realmente mergulhamos de cabeça em nossas idéias e não olhamos para trás.
Seja qual for a razão, eu realmente não sei dizer o que traz isso [vulnerabilidade] mas acho que tem a ver com a sua energia, a energia que você traz naquele dia. É bom para não ser falso. Com ela, sempre tentamos fazer nosso melhor para a narrativa da história, para obter a atmosfera imaginária certa, isso é o que nós somos sobretudo.
Eu sou interessado em histórias ou em algum fio narrativo que se move [pausa] se não, fico bem aborrecido. Eu quero colocar algo dentro do trabalho subliminarmente para desvendar uma narrativa completamente solta, e eu não sei quando estou fazendo isso .
Eu acho que há algumas pessoas com quem você se encaixa e algumas que não, você sabe. Às vezes você tem sorte e às vezes você pensa “Isso é uma vergonha, eu gostaria que tivesse funcionado melhor”. Com ela [Lana] é apenas como sair com a minha irmã, é super tranquilo e não há pressão.

Quanto à sua participação na narrativa, quais são alguns dos elementos essenciais que você tenta injetar em uma história?
Para mim, é tudo sobre o clima e sequência. Dito isto, às vezes, as coisas podem ser apenas uma experiência visceral. No contexto do que estamos falando com Lana, uma campanha para um álbum deve ter uma narrativa porque suas músicas são uma narrativa de tudo o que está acontecendo em sua vida.
Para mim, a menos que eu esteja fazendo algo com computação gráfica e pinturas foscas – algo alegórico e em sua cara – deixo o público nos dizer, também. Vamos dar a eles algo, mas não dizendo tudo. Deixo-os ter sua própria interpretação e isso os deixa querendo mais, em vez de dizer: “Aqui está. O que vocês acham?” [risos] Eu sou um pouco mais exigente do que isso. Vamos dar a eles alguma energia – deixar algumas pistas – mas não dar tudo de bandeja. Se você está assistindo a um bom filme, há sementes que um bom diretor planta que vão te guiar, porque quando ele voltar de novo nelas você vai perceber [a intenção dele].

 

Por Mahmoud Mfinanga
Tradução por Dandara Marangon e Mateus Santana

 

Clicando nas imagens, vocês acessa as novas fotos divulgadas no site em alta qualidade:

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A entrevista completa (em inglês) pode ser acessada aqui.

Redação LDRA
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