Lana Del Rey concede entrevista ao jornal alemão ‘Neue Westfälische’ – confira a tradução

por / domingo, 16 julho 2017 / Publicado emEntrevistas

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Na última sexta-feira, Lana Del Rey concedeu uma entrevista ao jornal alemão Neue Westfälische. Confira a tradução a seguir


Lana Del Rey: ‘Eu tenho me divertido mais agora’

Entrevista: Há cinco anos, a estrela em ascensão Lana Del Rey surpreendeu e encantou o mundo da música com seu álbum de estreia. Em 21 de julho, seu quarto álbum, Lust For Life, será lançado e seu título já diz tudo.

Senhorita Del Rey, seu CD de estreia há cinco anos se chamava “Born To Die” e o novo é chamado de “Lust For Life”. Esses títulos de álbuns documentam onde você estava em sua vida no momento em que você os lançou?
Sim, eu cresci de uma forma bastante positiva, considerando meu sentimento geral de felicidade. Continuo a buscando-a e crescendo, mas o caos se manterá para sempre como companhia em minha vida. No entanto, posso sentir claramente a mudança. Eu tenho me divertido mais agora do que há anos atrás.

Sua nova música “Change” é sobre essa transformação?
Exatamente. “Change” foi a última música que escrevi para este álbum. As quatro palavras que eu canto durante o coro estão basicamente dizendo tudo: honestidade, competência, beleza e estabilidade. É assim que eu quero ser. Toda a minha vida é definida por essa missão, a busca de pertencer a algum lugar,  fazer parte de algo. Eu progredi muito nesse caminho.

Como você sabe disso?
Por causa do meu comportamento. E da maneira como eu lido com as pessoas. Eu me tornei muito mais relaxada e de mente aberta. Eu também tenho mais certeza de mim mesma. No começo, eu tinha muito medo, não sabia o que as pessoas esperavam de mim. Eu estava sob vigilância pesada, vivi sob uma capa sob a qual todos queriam estar debaixo.

Por quê?
As pessoas estavam muito mais desconfiadas comigo do que com muitos outros artistas. “Video Games”, meu primeiro single, dividiu opiniões. Ainda não sei o motivo. Por isso, tive a sensação de estar presente no mundo da música, mas de não fazer parte dele por muito tempo. Agora não tenho mais medo de abordar as pessoas. Não é por acaso que convidei muitos outros músicos a estar no meu novo CD.

Como a Stevie Nicks, do Fleetwood Mac, que está se juntando a você em “Beautiful People, Beautiful Problems”.
Stevie é uma amiga do meu produtor Rick Nowels. Ela é tão boa, eu já posso chamá-la de amiga agora. Stevie tem feito música há 50 anos, ela esteve na década de 70, ela já viu tudo. Pode haver ciúmes. The Eagles, Crosby, Stills, Nash & Young – todo esse som dessa época, eu adoro isso até a morte. Desde que eu vim pra Los Angeles, tenho procurado outros artistas – outras pessoas – que sentem o mesmo.

Você já conheceu muitos fãs do pop dos anos 60 e 70?
O engraçado é que eu construí um fantástico círculo de amigos em LA, em que todos compartilham essa paixão. Father John Misty e sua esposa, Emma Tillman, pertencem a esses amigos. Ou Miles Kane e Alex Turner, os dois meninos do The Last Shadow Puppets. Somos uma espécie de pequena comunidade folk. Nós irradiamos essa vibe Laurel-Canyon, eu gosto muito.

Sean Lennon está também no CD, participando da música “Tomorrow Never Came”. Como isso aconteceu?
Eu falo sobre o meu relacionamento ideal nessa música. A música é uma das poucas neste álbum que não é sobre mim. Eu uso John Lennon e Yoko Ono como exemplo. Eu imagino os dois, sentados em um banco no Central Park intimamente, e esse casal invoca sentimentos românticos em mim. Então, imediatamente veio a sugestão de chamar Sean,  já que eu também gosto muito de sua música. E ele imediatamente me disse que ele estaria lá.

Quando foi a última vez que você dançou no “H” do sinal de Hollywood em Los Angeles, nua, como você descrevê-lo no dueto “Lust For Life” com Abel Tesfaye alias The Weeknd?
(Risos) Nunca, ele é muito alto! Você não pode simplesmente subir nele com uma escada. Mas há alguns cafés muito legais e o Beachwood Canyon, que tem alguns cantos bonitos e escondidos.

Sua voz e a voz do The Weeknd juntam-se perfeitamente, a propósito.
Obrigado. A química entre nós é real. Abel foi um dos primeiros a divulgar o clipe de “Video Games” em 2011. Entrei em contato com ele e nos tornamos amigos.

Algumas semanas atrás, você revelou um feitiço contra Donald Trump. Funcionou?
(Risos) Não sei. Tudo o que vemos dele agora é o mesmo que vimos durante as campanhas de votação. Ele continua sendo o mesmo. Por isso, receio que o feitiço ainda não tenha funcionado. Eu realmente gostaria de um tempo tranquilo e calmo, é disso que eu falo na musica “Coachella – Woodstock In My Mind”, por exemplo. Para onde foi a era dourada dos hipsters? Em vez disso, há cenários ameaçadores e Trump continua a jogar combustível ao fogo. Ele disse algumas coisas sobre as quais as mulheres deveriam ter medo. Eu apenas espero que nada de ruim aconteça nos próximos três anos e meio.

Por Steffen Rüth
Tradução por Marcos Almeida
Revisão por mateus Santana

Redação LDRA
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