Confira a entrevista concedida ao ‘POPline’ por Lana Del Rey

por / sábado, 22 julho 2017 / Publicado emEntrevistas

Lust for life

Na última terça-feira (18) tivemos uma surpresa, pois o site POPline entrevistou Lana Del Rey, para saber mais sobre o novo álbum Lust For Life, parcerias e claro a possibilidade de um retorno ao Brasil, confira.

Oi Lana, obrigada por falar com a gente!
Oiiiiii, tudo bem? Não tem problema, estou animada!

É claro que queremos saber mais detalhes do “Lust For Life”. Primeiro de tudo, a capa! Você está linda e sorrindo, então você poderia afirmar que está mais feliz e confiante com seu trabalho?
Hmmm, sim. Eu acho que posso dizer que estou mais confiante. Sabe, sempre fui muito feliz com minha música, mas também sempre tive que trabalhar duro até me sentir confortável para apresentá-la. Mas certamente agora tenho dois álbuns que amo muito, “Honeymoon” e “Ultraviolence”, então estou mais centrada. Bem, a capa foi fotografada pela minha irmã no dia da gravação do clipe de “Love”. Fotografamos no fundo daquele caminhão e o mais engraçado é que esse é o mesmo caminhão da capa de “Born To Die”!

Uma das coisas mais legais da sua carreira, além da música, é o seu visual. Tudo relacionado a você, seja capa de álbuns, fotos promocionais ou vídeos, são pensadas cuidadosamente e fáceis de reconhecer como sendo algo seu. Você está por trás desse conceito? Qual a importância disso em sua carreira?
Ahh, obrigada! Sim, definitivamente. Sabe, pensamos em tudo de uma maneira um pouco futurística, como por exemplo no vídeo de “Love” e ele levou muito tempo para ser finalizado e fazer parecer que eu estava na lua… Tudo isso é muito importante, porque acredito que por muito tempo eu não tive uma “mensagem”, sabe? Eu apenas escrevia e cantava sobre as coisas pelas quais eu passava e ter músicas com uma perspectiva mais ampla e poder incorporar um panorama mais social dentro da minha música é legal. Ainda que o clipe de “Lust For Life”, por exemplo, não tenha sido necessariamente político,  ele também não era apolítico… Havia muito mais ali do que apenas eu e minha arte e isso é importante.

Tivemos a oportunidade de ouvir 5 faixas do seu novo álbum e senti que, como muitos outros artistas, você também foi influenciada pelo atual cenário político e social dos Estados Unidos. Esse tema é de fato algo que você levou em consideração nas suas novas composições?
Sim… Eu cortei três músicas desse álbum, que eram decididamente políticas, mas também deixei algumas que dizem exatamente o que quero dizer, como “God Bless America” e “When the World Was at War We Kept Dancing”. Então, sinto que foi mesmo mais reflexivo, com toda essa confusão… Certamente expressa o que eu e as pessoas que conheço sentem e obviamente outras pessoas ao redor do mundo.

Como você diferencia “Lust For Life” de “Ultraviolence”, “Honeymoon” e “Born To Die”?
Acho que minha principal influência para “Lust For Life” começou com o conceito da palavra lust, mas de uma maneira mais completa. Não apenas o conceito de desejo como por exemplo com um namorado, mas algo mais maleável e romântico, como vibrações. Isso seria  muito mais confortável do que tudo que fiz até agora. Quando comecei a produzir “Lust For Life”, queria que o álbum tivesse uma natureza mais tranquila… Estou em uma fase mais diferente agora, mas ainda tenho algumas coisas mais duras em algumas músicas. Como por exemplo nas faixas com o A$AP Rocky, sinto que ainda há um pouco de agressividade e isso me pegou de surpresa. Eu estou bem, sabe, mas ainda reflete muito do que sinto e como estou.

Você acabou de lançar “Summer Bummer” e “Groupie Love”, ambas as músicas com A$AP Rocky. Como foi trabalhar com ele?
Sim, ele é uma pessoa como o The Weeknd, que eu conhecia… Eu sabia que se tivesse colaborações nesse álbum, esses dois caras estariam nele com certeza. Eu acho que eu e ele (A$AP) aparecemos no mesmo ano, 2011… Ele é ótimo e é um rapper muito bom! Ele tem uma sensibilidade muito legal e nunca faz nada pela metade. Ele é o oposto de entediante. Suas letras são excelentes e uma de suas músicas que mais amo se chama “LSD”. Na verdade, ele também aprecia muito os anos 60 e suas novas músicas também têm um tom um pouco mais retrô. Acho que estamos no mesmo momento. Foi maravilhoso gravar algumas faixas com ele.

Como você normalmente escolhe suas parcerias? Escolhe pessoas mais próximas ou faz planos e convites?
Weeknd e Rocky, eu os vejo o tempo todo. Sean Lennon (que está em “Tomorrow Never Came”) e Stevie Nicks (que está em“Beautiful People Beautiful Problems”), eu não os conhecia, mas consegui o telefone deles, fiz o convite para que participassem do meu disco e por sorte eles disseram sim.

Ainda no tema das colaborações, você é amiga da Marina and The Diamonds e há poucos meses vocês se encontraram em Los Angeles. Podemos dizer que há uma possibilidade para uma parceria entre vocês no futuro?
Totalmente! Absolutamente! Eu a amo! Ela é uma compositora incrível!

E com a Katy Perry? Vocês estavam juntas no Coachella…
Eu não sei! É verdade, encontrei a Katy no Coachella. Não me lembro qual show assistimos juntas, mas ela estava no mesmo lugar que eu… Mas nunca se sabe, não é? Seria legal.

Das novas músicas que pudemos ouvir, amamos “Change”. Você já consegue escolher a sua faixa favorita do “Lust For Life”?
Eu também gosto muito de “Change”. Eu acho que essa é uma música muito legal, pois pude trabalhar com a sensação de que as coisas vão mesmo mudar… No nosso cenário político. Começo a música dizendo, There’s something in the wind, I can feel it blowing in. It’s coming in softly, on the wings of a bond. Também amo a referência de blowing in the wind, que me lembra uma das minhas músicas favoritas do Bob Dylan. Há tantas camadas nessa música, como pequenas coisas que foram incorporadas a ela e são muito importantes para mim. O refrão também fala sobre pessoas que conheço pessoalmente e que conseguem ser fortes o suficiente no meio de tudo isso. Todas as músicas são como pequenos journals de mim mesma… Também amo muito a música com Rocky, “Summer Bummer”. Ela é muito legal, bem verão. Adoro dirigir ouvindo essa!

Você sabe que muitas cantoras mais jovens, como Miley Cyrus e Selena Gomez, frequentemente mencionam você como uma grande inspiração. Como você lida com isso e o que você achou do cover da Miley para “Summertime Sadness”?
Eu gostei do cover da Miley e acho que isso é muito legal. É muito bom ouvir a música pop quando os artistas incorporam coisas próprias em sua música e acho que sou uma pessoa que sempre fez isso. Então, se posso contribuir com a música de alguma maneira, seria dizendo que é “ok” injetar sua própria personalidade em sua música. Sinto que se contribuí dessa maneira, isso é ótimo. Teve uma época em que a música pop era tão interessante e havia camadas dentro dela, como quando o The Beach Boys foi um dos mais famosos grupos pop de todos os tempos. Eles não tinham apenas uma boa batida e rima, mas culturalmente tiveram um impacto. Acho que estamos voltando a ter um pouco disso, especialmente com o hip hop entrando em cena e modificando a música pop, pois o hip hop sempre teve uma narrativa muito forte. Sinto que esse é um bom momento para a música como um todo, vejo o pop mudando.

Bem, tenho uma pergunta importante:  Você tem planos para voltar ao Brasil?
Haha, com certeza! Tenho planos para o próximo ano!

E antes de finalizar, você sabia que aqui no Brasil existe um grupo no Facebook com mais de meio milhão de pessoas que se chama LDRV (Lana Del Rey Vevo)? Você poderia deixar uma mensagem para eles?
Claro, vou ter que fazer isso! Eu já sabia da existência desse grupo, mas você acabou de me relembrar! Então, com certeza deixarei uma mensagem!

Por Mari Pacheco

Redação LDRA
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