Lana Del Rey é entrevistada após o festival da rádio KROQ, confira a tradução

por / quarta-feira, 24 maio 2017 / Publicado emEntrevistas

KROW entrevista

Após se apresentar no KROQ Weenie Roast Y Fiesta no último sábado (20), Lana Del Rey concedeu uma entrevista à Ted Stryker, falando sobre o festival, tensões entre EUA e Coreia do Norte, seu novo álbum e The Weeknd, além de revelar o nome de sua parceria com Stevie Nicks. Ao que tudo indica, ela disse a data de lançamento do álbum para ele, mas por algum motivo não foi permitido que ela fosse divulgada na entrevista. Confira o áudio e a tradução a seguir:

 

 

KROQ: Olá, Lana Del Rey!
Lana Del Rey: Olá!

Como você está?
Estou bem, obrigada!

Seu show já aconteceu, você se sente exausta, aliviada, animada, como você se sente?
Eu estava bem animada para subir ao palco, eu me sinto muito bem! Foi bem animado, mas acho que todo mundo estava feliz, então estou me sentindo bem!

É uma bela forma de sentir uma energia não artificial!
Sério? Obrigada!

Sim, por nada! Quando você está trabalhando em um álbum, existe uma luta dentro de você sobre fazer uma determinada coisa? Talvez você esteja tentando chegar em outro ponto, mas você se sente melhor nessa posição, isso faz sentido para você?
Um álbum é meio que uma parte de todo um projeto, um pedaço de uma tora inteira. Eu não tenho que me forçar a nada. Quer dizer, eu posso demorar um longo tempo para finalizar um álbum, mas é algo bem confortável. Eu realmente fico animada para ver como fica a lista de músicas em termos de ordem e diferentes produções.

E quando você vai fazer um álbum, uma coletânea de músicas, obviamente agora, você consegue pegar uma música e fazê-la ficar pronta em dois dias?
Sim, é verdade!

Mas não depende só de você quando se trata disso!
Sim, no passado eu passava um bom tempo em uma produção, mas eu lancei uma música chamada Coachella – Woodstock In My Mind que eu escrevi depois do Coachella e foi realmente legal para mim fazê-la meio que em tempo real, eu acho que eu não faço isso há uns seis anos. Obviamente, antes de assinar com uma gravadora, eu fazia músicas só com voz e violão. Eu sinto que é bem legal poder fazer isso de novo, só ver como sai.

Sim. O primeiro minuto da música que você está falando se refere a uma história muito boa. Todas as suas músicas são histórias, você pode sentir isso imediatamente. Todo mundo pode saber do que se trata, mas sobre toda a experiência do Coachella, especificamente isso, foi positivo para você?
Sim, eu amo festivais, eu amo, como hoje mesmo, ver as pessoas se reunirem e cantarem músicas todas juntas, é incrível! É algo diferente de tudo. Eu me diverti muito no Coachella, foi uma experiência bem interessante porque eu amo Father John Misty e eu amo a mulher dele, Elizabeth Tillman, e nós fizemos muitas coisas juntos, assistimos ao show ser tão maravilhoso, e no dia seguinte, tomando café da manhã e ouvindo sobre todas as tensões entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos, isso simplesmente me chocou. Sim, tipo, as pessoas com quem eu estava falando e vendo shows… Eu realmente não sei, mas muitas pessoas não estavam falando sobre isso [a tensão entre os EUA e a Coreia do Norte], era como um problema novo que estávamos experimentando como país.

Stevie Nicks.
Stevie Nicks!

Parte do novo CD.
Sim.

Você diz a ela o que fazer? Tipo, “faça assim!”? Como você a conheceu? Como ela se envolveu? Qual o nome da música? Nos diga, se quiser.
O nome da música é ‘Beautiful People, Beautiful Problems’. Por várias vezes eu pensei que tivesse terminado a música, em uma dessas vezes eu quis muito [mais] uma mulher na gravação; e eu estava conversando com meu produtor Rick Nowels sobre quem seria legal colocar na música e nós dois meio que só conseguimos pensar na Stevie. O engraçado é que ele fez o ginásio com ela e ele escreveu seu primeiro trabalho com ela. Triste eu não me lembrar agora qual música era… Mas ele a conhece muito bem. Ele ligou pra ela e eles começaram a gravar em NY na gravadora Eletric Lady e na semana seguinte ela voltou e terminou a gravação no nosso estúdio e ela foi maravilhosa. Ela é tudo que você espera que ela seja. Tão contemporânea, conhece todo o cenário musical atual e ela amou a música e acrescentou tanto a isso.

Eu amo ela ter feito sua carreira inteira da maneira que queria. Não apenas cantando, mas compondo também.
Sim, ela é uma daquelas poucas pessoas que eu conheço que a inspiração é a coisa mais importante pra ela. Ela sempre disse que acima de tudo sua prioridade era seguir essa inspiração aonde quer que a leve. Seja uma tour de 6 dias ou um CD novo. Ela é inspiradora assim.

É fácil ou difícil pra você permanecer exatamente no mesmo caminho, não por ter um rótulo conhecido, mas por ter vários gerentes e gravadoras no seu ouvido; você tem uma trajetória e é tão óbvio pra mim que você é uma artista, eu sei que você é. Mas é difícil fazer isso?
Não. Eu tenho problemas fazendo algumas coisas, mas todo mundo está bem acostumado à minha trajetória nada comum (risos). Por exemplo, quando eu disse que queria lançar Coachella algumas semanas antes, todos disseram “Ótimo, lance!”, sem pressão, sem esperar que eu mudasse isso, apenas confiando que isso vinha da minha experiência em lançar quando eu quero lançar. A única coisa que acho difícil é quando… Tipo, é uma decisão todos os dias. Acordar e ir ao estúdio todos os dias o dia todo, fazer a mesma coisa na tour; mas eu realmente gosto de ambos.

Você estabelece um determinado tempo para compor suas músicas ou você grava coisas no seu celular como melodias caseiras… Ou você diz “amanhã a noite eu comerei um omelete seguido por uma composição”?
As duas coisas. Eu canto o dia todo no meu celular mas meu produtor é bem disciplinado, então gostamos de começar por volta das 13:30 na maioria das vezes, assim eu sei que eu provavelmente estarei lá com ele quatro ou cinco dias da semana. Por fim, no fim das gravações eu estou no estúdio todos os dias. Mas até o ponto em que eu tenho cerca de nove faixas na minha cabeça, eu normalmente só gravo no meu celular.

E você trabalhou com alguém como The Weekend porque, subitamente, você o encontrou há alguns anos e ele estava na sua mira… Como alguém como ele – eu o amo – mas como ele acabou em uma música com você?
Bem, ele é meio que a razão de eu ter tocado no rádio uns três anos atrás. Ele começou a postar todos os meus vídeos no Tumblr e mídias sociais e então Fearne Cotton da Radio One viu e quis fazer (Videogames) a faixa indie da semana. E ele tem estado em contato comigo desde então. Ele sempre me apoiou muito. Ele tem o próprio jeito dele, a própria grande carreira. Nós temos sido amigos pelos últimos, talvez, seis anos. Eu tenho um pequeno grupo de bons amigos músicos em LA e ele é um deles.

Viver em LA ou na Costa Leste?
Eu gosto dos dois lugares, mas tem muito mais músicos por aqui agora. Emile Haynie, que costumava produzir várias coisas para mim, está aqui e muitas outras pessoas como nossos produtores, acho que todo mundo está aqui. Então, o que eu quero dizer é que tem muito mais ação aqui.

Você fez um ótimo trabalho em construir uma base de fãs sem esforço algum e eles são bastante dedicados. Eu tive que conhecê-los nas últimas duas semanas. Eles são muito legais!
Sim, eles são muito legais!

Então a questão é: como artista, como você mantém esse relacionamento balanceado em não estar muito perto e nem se desligar completamente?
É uma ótima questão. Bem… Eu tenho tido bastante sorte na forma como eu me aproximo, mas sem mergulhar totalmente, como estar por perto mas em público. Quando eu lanço material novo, vejo muitos rostos e nomes familiares. São pessoas que apenas gostam da música. Isso tem se tornado mais nítido conforme eu lanço mais álbuns. Eu não sei como funciona com todo mundo, eu não sei se eu esperava isso, mas é definitivamente uma benção. Noite passada no Twitter, antes de dormir eu vi crianças que estavam com as mãos para cima com números um, dois… sabe? Alinhados para o show de hoje. Eu sempre vou gostar e irei comentar. Eu acho muito fofo a maneira como eles esperam lá por um dia e meio antes do show. Então, é uma boa sensação.

Encerrando aqui, obrigado por tocar no KROQ Weenie Roast!
Obrigada por me receberem!

Parabéns pela carreira que você tem construído. É incrível e você tem feito seu próprio caminho.
Obrigada. Eu tento (risos).

Por nada! Essa é Lana Del Rey e eu sou Striker em um sofá branco no KROQ Weenie Roast.

 

Por Ted Stryker
Tradução por Karla Martins e Leticia Oliveira

Redação LDRA
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