NME: As 10 Melhores Músicas de Lana Del Rey

por / segunda-feira, 03 outubro 2016 / Publicado emNotícias

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A revista NME escolheu dos álbuns “Born To Die” e “Ultraviolence” as melhores 10 músicas da Lana Del Rey. Veja:


10 – Ultraviolence

Elizabeth Grant nos levou em uma confusa jornada com seu pseudônimo Lana Del Rey, uma personagem complexa que combina a sua pseudo-biografia com a grandiosidade de um rosto triste para incrementar seu enigma estilo Twin Peaks. A faixa título de seu segundo álbum, “Ultraviolence”, começa como uma música que não te impressiona a primeira instância, mas torna-se mais agradável cada vez que é ouvida, assim como “Video Games”. Até que ela dá uma volta brusca, referenciando Crystals – com descrições de violência doméstica.

9 – Young and Beautiful

Lana era a candidata perfeita para liderar a trilha sonora de “O Grande Gatsby” (2013), com suas meditações melancólicas, romanticismo irreal e um anseio dos clássicos americanos, a música caiu como uma luva para a adaptação de F. Scott Fitzgerald. “Young and Beautiful” combina uma inegável melodia com violinos e ecos, só melhor a parte do melodrama.

8 – Brooklyn Baby

Esse single não teve a aclamação dos seus semelhantes em “Ultraviolence”, mas sua assustadora melodia delicada transita para dentro e fora de grandes reverberações, com objetivo de criar uma beleza atmosférica sombria. Possuindo letras semi-irônicas perfeitamente equilibradas entre o que é odiado e o que é amado pelos hipsters. Amar Lana pode ser um hobby impopular para um fã de música dedicado, mas se Arctic Monkeys tivesse escrito essa música, os seus amigos estariam em cima dela.

7 – Cruel World

Um destaque do “Ultraviolence”, a música de abertura de sete minutos, “Cruel World”, vê Lana adentrando uma decepção como um nômade procurando o Saara, a cabeça inclinada para o vento deserto. A tempestade de areia que paira como uma ameaça nunca vem realmente, deixando essa música altamente viciante no limbo da rejeição, em algum lugar entre provocações e tormentos com sua insistência de que “Todo mundo sabe…eu sou louca”.

6 – Sad Girl

Um fato intrigante sobre a ascensão de Lana Del Rey é que ela muitas vezes soa como uma versão menos agradável de Lykke Li em seus hinos de isolamento. “Sad Girl” é puro coração partido, puro pop e pura criação de personagem (ela canta sobre ser a “amante”), totalmente resplandecente com um coro leve que soa como um sussurro desaparecendo em um túnel.

5 – “West Coast”

O que os críticos da Lana tendem a ignorar é o quanto suas canções são estranhas. Pegue “Ultraviolence” seu single “West Coast”, um hit internacional que mistura trip-hop, postpunk, dark soul e psicodelia woozy para entregar uma melodia cativante sem esforço, que fode com os charts pops assim como Picasso fode com as características faciais.

4 – “Summertime Sadness”

Em nenhum outro lugar a identificação de Lana como “sadcore de Hollywood” é tão aparente como nesse hino de “Born To Die”. Ela tem um ritmo dançante que é mudado no refrão, mas o atrativo é a letra doce e melancólica misturada com euforia, “sizzling like a snare” (verso da canção – Chiando como uma armadilha”).

3 – “Shades Of Cool”

Com versos silenciosamente assombrosos e um refrão interestelar que serviria para um futuro álbum do Muse, “Shades of Cool” é o tipo impressionante de single que não funcionaria em “Born To Die”, que era mais próximo do pop real. Não é tão atraente como suas canções mais agradáveis, mas a mudança de ritmo marcou uma evolução vital da cantora.

2 – Blue Jeans


Depois que “Video Games” tornou a internet uma grande sessão de comentários sobre Lana Del Rey, “Blue Jeans” teve uma pontada anticlímax. À luz de seu trabalho posterior, ele fez todo sentido, elegantemente envolvendo declarações passivo-agressivas de devoção (“te amo mais do que as vadias anteriores”) em cordas suntuosas e twangs de guitarra rondando.

1 – Video Games


É um testamento do mito duradouro de Lana de que seu desempenho instável de “Video Games” no Saturday Night Live momentaneamente apresentou uma ameaça para o seu status; o erro, desde então, tornou-se uma nota de rodapé em seu caminho para o topo. É verdade que a música funciona melhor em sua versão de estúdio, uma balada tão lúcida e íntima que ouvir é como olhar um diário de fotos de um estranho. É desbotada e mergulha em desilusão romântica conforme a música toca.

 

Por NME
Tradução: Ana Luiza Guimarães

Revisão: Yeda Salomão e Marcela Oliveira

Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
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