Lana Del Rey fala sobre perder a timidez no palco e a razão para não dar mais entrevistas

por / domingo, 17 julho 2016 / Publicado emEntrevistas

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Durante a sua turnê pela Europa, Lana Del Rey cedeu uma entrevista para a revista alemã Blick. De forma bem casual, Lana conta como passa seus dias de folga e as cidades que ela mais gosta de visitar. Confira a entrevista:


Blick: Você raramente cede entrevistas, por quê?
Lana Del Rey: No passado, eu fui mal interpretada várias vezes, então eu prefiro deixar minha música falar por si mesma. E eu espero que ela se espalhe o melhor possível sem a intervenção da minha opinião pessoal.

Isso aconteceu na época que você ficava nervosa antes de uma apresentação. Ainda é assim hoje?
Não mais, minha vida gira entorno da música, apresentação agora são naturais para mim.

Lana Del Rey durante apresentação em Montreux, (13)

Lana Del Rey durante a sua apresentação em Montreux, (13).

Você faz shows por todo mundo. Qual é o lugar mais bonito?
Eu amo cidades costeiras, seja em Mônaco ou em Portofino, na Itália. Eu também gosto de Montreux, onde eu estive apresentando quarta-feira. O Lago Léman é maravilhoso. Eu fico feliz de poder visitar os lugares mais lindos do mundo nessa turnê: Atenas, Saint-Tropez e – agora, claro, Locarno.

O que você faz quando não está em turnê?
Eu escrevo músicas. Eu trabalho em casa, geralmente com o produtor Rick Nowels. Ele mora perto da praia. Ocasionalmente eu vou nadar. Ou eu visito as diferentes cidades pequenas da costa da Carolina do Sul. Eu também gosto de ir a alguns shows. Pelo menos uma vez por semana eu vou para Los Angeles e vejo uma banda que eu gosto.

O que lhe inspira?
Felicidade, de qualquer tipo. Entretanto, o autorreconhecimento também me inspira, poder ser livre e fazer aquilo que quiser com sua vida. Eu passo bastante tempo na natureza, como por exemplo, caminhando nas montanhas, visitando o teatro ou indo em encontros de leitura de poesia. Eu gosto de pessoas criativas. Se caso eu tiver uma ideia para uma música, eu pego meu celular imediatamente. Então depois me encontro com os produtores e canto para eles uma melodia em acapella.

Como seria a sua vida hoje se o clipe de “Video Games” não tivesse viralizado?
Eu lembro exatamente o momento que eu decidi ser uma cantora. Eu ainda estava na faculdade e tínhamos acabado de fazer uma visita a uma reserva indígena. Naquela época eu percebi que eu só tinha duas opções: ou música ou me voluntariar para um trabalho humanitário. Eu escolhi o primeiro, se não tivesse funcionado eu provavelmente estaria fazendo serviços sociais em alguma cidade pequena.

O que mudou quando você se tornou famosa?
Eu não posso sair sozinha com tanta frequência como antes. O que alguma vezes é irritante. Mas por causa disso eu posso fazer o que amo, cantar se tornou meu sustento.

Quando você está mais feliz?
Quando eu acabo uma boa turnê e posso trabalhar em um novo álbum. Eu adoro ver como algo se constrói a partir de um conceito, como uma música vai se formando a partir de palavras. Mas eu também tenho uma vida além da música que ocupa o meu tempo: gosto de ver meus amigos e sair para jantar nas noites de verão.

Onde você se vê em 30 anos?
Seu eu apenas soubesse! Mas eu definitivamente voltarei para a Suíça em algum momento, para ver de novo Montreux e Locarno. Elas me encantam maravilhosamente.

 

Por Blick
Tradução por Marcela Oliveira

 

Redação LDRA
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