A Evolução da Admiração de um Fã

por / sexta-feira, 15 julho 2016 / Publicado emNotícias

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Assim como a Lana Del Rey, nós, os fãs, evoluímos junto com a cantora. Vivemos suas diferentes fases com a música e acompanhamos seu crescimento e reconhecimento na indústria da música. A escritora americana Judy Carley decidiu compartilhar a evolução da sua admiração pela Lana Del Rey.


Eu tenho essa paixão feminina pela superstar Lana Del Rey e eu tenho certeza que não sou a única. O sucesso da Lana não é tão simples quanto você pensa, ela não é só uma garota bonita que teve sorte. Claro, ela tem um corpo bonito, um cabelo bonito e um grande estilo, mas ela tem outra coisa muito importante que geralmente é mal valorizada: um cérebro.

Algo tão forte que fica evidente em todas as suas músicas, seja elas sobre sexo, amor ou até a morte. No começo, foi o cérebro da Lana Del Rey me fez ficar atraída por ela e aparentemente ele fez o mesmo com o cara que a assinou pela primeira vez, David Nichtern. Em uma entrevista para a MTV ele a descreveu como “um pouco obscura, mas bastante inteligente”.

“No clipe de ‘Video Games‘ eu estava tentando parecer inteligente e elegante, invés de ‘sexy’. Claro que eu queria estar bonita, mas ‘inteligente’ era o meu foco principal.” — Lana Del Rey para o The Quietus.

Se você já é um fã dessa (mais linda) brava escritora, você pode achar irônico que o cara que assinou ela também é um professor de Budismo de Shambhala.

Atenção: esse não é um artigo mostrando a evolução da Lana Del Rey. Isso seria trabalhoso, claro. Como com todos os outros músicos talentosos. Isso é apenas um artigo que aponta algumas de suas músicas nas quais a letra fala com o meu lado furioso. Um tipo de traço de personalidade que eu provavelmente compartilho com vocês.

Lana Del Rey Young & Beautiful

A primeira música que eu escutei da Lana Del Rey pode ser a única que alguns de vocês vão reconhecer, do filme de 2013, “O Grande Gatsby”. “Young and Beautiful” toca durante a cena icônica onde Leonardo DiCaprio (Gatsby) e Carey Mulligan (Daisy) passam o dia juntos depois de anos de separação. Eu naturalmente quis mais dela.

Era um momento sério na minha vida, em termos de graves casos de violência e abuso. E para mim, as letras dela eram perfeitas. Perfeitamente raivosas. Controversas. Tristes. Mentalmente provocativas. Parecia que a sua música poderia atingir qualquer acorde de triste e raiva dentro de mim e eu tenho certeza que aconteceu o mesmo para vários outras pessoas.

Seu primeiro álbum foi intitulado “Lana Del Ray” e eles o tiraram de circulação. Ele possui algumas letras pesadas e pervertidas que se relacionam com certas atitudes minhas, então eu espero que ela relance esse álbum.

Seu próximo álbum foi “Born To Die”, lançado em janeiro de 2012. “Born to Die” é a primeira faixa do álbum e ela já mostra porque a internet está tão chateada com fascinação que a Lana tem por suicídio e morte. Muitas pessoas lutam contra a tentação do suicídio que vem com a depressão, mas a Lana abraça a dela e canta sobre ela. Muito terapêutico.

O clipe contém uma fotografia espetacular, assim como um par de tigres sentadas próximas do trono da Lana. Linda igreja, linda mulher e lindas flores em forma de coroa. Terminando com uma linda Lana sangrenta carregada por Bradley Soileau, o amante tatuado que está presente em vário outros clipes da Lana.

Lana relançou o álbum em novembro de 2012 como “Born To Die: Paradise Edition”. Nessa edição, “Gods and Monsters”, a música que muitos devem reconhecer da performance de Jessica Lange em “American Horror Story”, externa um conflito entre certo e errado.

O clipe possui Shaun Ross, o homem único e albino que também estrela na curta-metragem da Lana, Tropico. A sedução, sexo e violência nesse clipe exemplifica o assunto “sexo” estudado envolvendo homens e mulheres na violência em gangs.

Ultraviolence

Entretanto, meu álbum favorito é “Ultraviolence”, de 2014. “Cruel World” é completo de toda a negatividade da autodepreciação que vai lado a lado daqueles que possuem uma vida de vícios e depressão.

Pretty When You Cry” dá uma indicação de submissão. Eles falam que o clipe indie era uma colaboração entre Lana e Marilyn Manson, com uma cena de estupro que foi chamada de “gráfica demais” e é a especulada razão do porquê foi descartada. Imagina uma voz chorando a noite toda e é isso que você vai escutar nessa música: algo tão bonito quanto triste e cru.

Em 2015, ela lançou seu último álbum, “Honeymoon”. Nos dando o que é hoje meu favorito e mais relaxante clipe, o qual eu escuto várias vezes. “Freak” termina com uma versão estendida de um solo de piano e uma gravação da Lana nadando debaixo d’água com as garotas do clipe de “Music To Watch Boys To”.

A primeira metade do clipe possui um líder de um culto sendo adorado por linda seguidoras, sendo Lana uma delas. O compositor e cantor Father John Misty atua como o homem barbado que olha dentro da sua alma em algum momento. Eu vou te deixar com isso, esse pedaço dela que é tão relaxante e fantástico. Eu desejo a todos uma semana feliz e segura.

freak

 

Por Canyon News
Tradução por Marcela Oliveira

Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
  • Gui Menezes

    eu amei esta matéria! vocês estão de parabéns. ❤

  • Julia Vitória Vinhas

    Amei essa matéria!! 😍

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