Novo Livro de James Franco Cita Lana Del Rey

por / domingo, 06 março 2016 / Publicado emNotícias

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Nesse domingo (6), James Franco compareceu ao lançamento do seu novo livro, junto com uma sessão de autógrafos na livraria Book Soup em Los Angeles. Titulado Straight James/Gay James [James Hetero/James Gay], o livro tem como capa a famosa montagem de James Franco tatuado com o rosto e nome da Lana Del Rey.

Sem Título-2

Mas não é apena a capa que homenageia a cantora, dois poemas chamados “Lana Poem Essay” [Poema Ensaio da Lana] e “Born To Die” são dedicados a sua amiga. O livro também contem duas citações sobre a ele nas primeiras páginas: “The music of Lana Del Rey” [ A música de Lana Del Rey] e “I’ve got a war in my mind” [Eu tenho uma guerra em minha mente]. Veja abaixou a tradução dos poemas:

 

POEMA ENSAIO DA LANA

Este é um poema sobre Lana Del Rey

Este é um ensaio sobre Lana Del Rey

Lana se tornou minha amiga. Ela é uma musicista que é uma poeta e uma artista de vídeos.

Ela cresceu na Costa Leste, mas ela é uma artista da Costa Oeste.

Quando eu assisto suas coisas, quando eu escuto suas coisas, lembro-me de tudo o que eu amo sobre Los Angeles. Eu sou sugado para dentro de uma longa galeria de estátuas cult de Los Angeles, e de pessoas cult, acordadas a noite toda como vampiros, indo para o nascer do sol como motociclistas.

A única diferença entre eu a Lana é a sua voz assombrosa. Que carrega tudo embora. A voz é o eixo central no qual as partes de tudo se estendem.

Meu eixo, como a voz dela é para ela, é a minha atuação. Fora disso, eu faço qualquer outra coisa.

Lana vive na sua arte e quando ela desce de volta para a Terra em entrevistas, fica uma bagunça. Porque ela não é feita para essa terra. Ela é feita para viver no mundo que ela cria. Ela é alguém que foi tão desapontada pela vida, ela tem que criar seu próprio mundo. Só deixe ela viver nele.

Eu sou um performer e ela é uma performer.

A coisa sobre cantores, principalmente aqueles que escrevem suas próprias músicas, é que todo mundo lê a pessoa através de suas músicas. Um ator, algumas vezes, está alinhado ao seu personagem, mas um cantor é questionado sobre suas letras como se fossem declarações diretas de seus verdadeiros pensamentos e sentimentos.

Às vezes, Lana não sabe o que dizer nas entrevistas, então ela brinca com a ideia de que suas músicas são ela e não uma criação.

Lana passa muito tempo sozinha porque todo mundo quer estar com ela.

Ela tem essa ideia para um filme. Eu quero fazer isso porque a ideia é meio parecida com Sunset Boulevard. Uma mulher está sozinha em uma casa grande em LA. Ela não quer sair. Ela começa a enlouquecer e se torna paranoica, porque ela acha que as pessoas estão a observando. Mesmo na sua própria casa. É como um fantástico filme alternativo que vive na cabeça de Lana. E sobre ela e não e sobre ela. Assim como sua música.

 

BORN TO DIE

Meu pequeno apartamento em Los Feliz,
Dito ter sido de Charlie
Chaplin no passado, mas você sabe, eles falam isso
Para todos os apartamentos em LA.

Eu sonho sobre Lana Del Rey,
E ela sonha sobre Lana Del Rey,
E será Lana Del Rey, um sonho
Ela criou e depois entrou.

(Ela entrará no sonho para sempre?)

No meu pequeno apartamento eu tenho a minha maconha
E minhas perucas e minha maquiagem,
Que eu aplico lentamente, em câmera lenta,
No meu espelho de Marilyn com as luzes estrelas.

E “Born To Die” repetindo,
E um fogo cor de laranja-tigre no plano de fundo
Na minha pequena mente, dentro da minha desprotegida
Cabeça, raspada e nua, por enquanto.

(Eu entrei no sonho e matei a realidade)

 

Tradução por Marcela Oliveira, Cristine Sol e Marcos Cz.
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Redação LDRA
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