12 das grandes influências de Lana Del Rey, confira o artigo da Rolling Stone

por / domingo, 08 novembro 2015 / Publicado emNotícias

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No ano de 2014, Lana Del Rey foi capa e recheio da Rolling Stone durante o lançamento do álbum “Ultraviolence“. Para celebrar, a revista elaborou na época um artigo sobre as maiores influências de Lana Del Rey.

Confira a tradução.


Desde os cantores românticos dos anos 60 aos contemporâneos ultraviolentos do hip hop, aqui estão algumas das vanguardas que inspiraram a estrela capa da Rolling Stone, Lana Del Rey.

Lana Del Rey praticamente te provoca com sua abrangente gama de inspirações. A incendiante cantora de 29 anos, nascida Elizabeth Grant, é um salão de espelhos que reflete nostalgia, escrevendo sobre artistas atormentados, se vestindo como uma estrela perdida, e alimentando uma antiga estética hollywoodiana com suas escolhas de covers.

As instrumentações vintage ficam lentas à lá James Bond com a batida do hip-hop e revestem tudo com um brilho de devaneios dos anos cinquenta-via-noventa, e seu contralto tem a tristeza vaga de uma Coney Island em uma imagem desbotada de cartão postal.

Marcando o recente lançamento da sua história de capa para a RS e seu segundo álbum, “Ultraviolence“, aqui estão alguns de seus droogs [nota da tradutora: “amigos”, referência a Laranja Mecânica] que mais a influenciaram.

1. Julee Cruise

As sussurantes e desorientadas entregas de Lana Del Rey não estão muito longe do que David Lynch almejou em Julee Cruise com a música “Falling”, música-tema de sua série cult dos anos 90, Twin Peaks. A murmurada e etérea voz de Cruise (combinada ao frágil som de teclado, instrumentalizado por Angelo Badalamenti e com letras de Lynch) é uma matéria-prima dream pop. Assim como a trágica história de Laura Palmer, a energia de Lana Del Rey é uma penetrante obsessão pela morte. Del Rey já foi vista usando uma camiseta com uma estampa da capa da Rolling Stone dedicada às mulheres de Twin Peaks, e até mesmo canta os Peaks referenciando “He’s got the fire, and walks with it” em Sad Girl [nota da revisora: em Twin Peaks há uma mensagem que circula pelos episódios, no qual se diz “Fire walk with me” — Fogo, caminhe comigo].

2. Amy Winehouse

Com a sua própria imagem de elegante bad girl, uma influência retrô da música soul e certa tendência a colaborar com rappers, Amy Winehouse se assemelha profundamente com Del Rey. Ambas abraçam a escuridão e o comportamento criminoso, e tentam transformar o insípido em algo bonito em seu trabalho. “Eu acredito em Amy Winehouse”, Del Rey disse em uma entrevista para a Fashion. “Eu sei que ela não está mais conosco, mas eu acredito que ela era quem era e, dessa forma, ela deu certo”.

3. The Crystals

Uma das mais controversas letras na faixa-título do “Ultraviolence” (assim como na unreleased de LDR chamada “Beautiful Player”, de alguns anos atrás) reverencia um hit inquietante de um grupo de garotas dos anos sessenta, chamado The Crystals. A composição arrepiante de Goffin/King, ‘He Hit Me (And It Felt Like a Kiss),’ foi produzida por Phil Spector, um precursor para os arranjos cinematográficos de Del Rey e narrativas que rompem tabus. Quando pressionada se tais letras eram antifeministas, ela disse ao NPR, “Quando estou gravando ou compondo, eu não fico pensando no que as pessoas vão achar. Nem sempre é confortável para mim, mas eu não digo o que eu não quero”.

4. Lou Reed

Lana Del Rey disse ao The Guardian que ela tinha Lou Reed em mente quando compôs ‘Brooklyn Baby’. Ela publicamente o menciona (e também menciona ‘My Generation’ do The Who) na jovial discussão sobre o estilo de vida hipster americano, ao som de baterias. Aparentemente havia uma apreciação mútua. Ela viajou para Nova Iorque para encontrá-lo. “Eu peguei um voo noturno, pousei às 7 da manhã…”, ela diz. “E dois minutos depois, ele morreu”.

5. Bobby Vinton

Além de fazer cover do marcante hit Blue Velvet do galã dos anos sessenta, Bob Vinton, para uma campanha publicitária da H&M, Lana Del Rey astutamente reverbera com a tristeza mainstrem do próprio Sr. Solitário. Assim como Vinton, Roy Orbison e outros cantores da época, Del Rey parece mais feliz ao ficar deprimida.

6. Walt Whitman

Dois dos poetas favoritos de Lana Del Rey são o escritor da Geração Beat, Allen Ginsberg, e o transcendentalista pré-Beat, Walt Whitman. Para o último, ela chegou ao ponto de dizer que “Whitman is my daddy” na música ‘Body Electric’, nomeado em homenagem ao sensual poema “I Sing the Body Electric”, da conhecida lenda barbuda do século 19. Quando ela recita o poema de Whitman, “Song of Myself” para uma revista de moda francesa, o verso “I beat and pound for the dead” soou exatamente como se fosse dela mesma.

7. Eminem

Lana Del Rey não é rapper, mas o hip-hop influenciou seu canto, no seu estilo e nas coestrelas de seu vídeo (A$AP Rocky faz o JFK para sua Jackie em seu clipe de “National Anthem”). Mas é a abordagem honesta de Eminem que teve o efeito mais profundo sobre ela. “Ele realmente mudou minha vida porque eu não sabia que música poderia ser inteligente”, ela disse a um site italiano. “Ele estava falando sobre sua própria vida e não estava tentando rimar durante a música apenas em nome da rima… Isso me fez pensar que eu poderia falar sobre a maneira como as coisas eram em vez de só fazer músicas estúpidas”.

8. Nancy Sinatra

Coloque no Google a frase “Nancy Sinatra gangster” e todos os resultados conduzem a Lana. No momento em que a imprensa começou a chamá-la assim, Del Rey ficou um pouco envergonhada com a comparação. (“Isso era pra ser uma piada”, ela disse a GQ britânica). Promover uma voz baixa e enormes cenários musicais fez ecoar uma rápida elegância de Sinatra nos “Swinging Sixties”, então é fácil ver o porquê do nome ter pegado. Por sua vez, a filha de Frank Sinatra, que é mais conhecida pelo seu simples e direto hit ‘These Boots Are Made for Walkin’, é uma gângster original em escolher sua ousada agenda de carreira. (Ela compartilhou um dos primeiros beijos inter-raciais na TV com Sammy Davis Jr. e posou para a Playboy em seus 50 anos). No ano passado, Del Rey e seu ex-namorado, Barrie-James O’Neill, fizeram um cover de ‘Summer Wine’, um dueto feito pela famosa Sinatra e Lee Hazlewood em 1967.

9. Leonard Cohen

Melancolia e nostalgia são as cordas que ligam Lana Del Rey ao poético escritor Leonard Cohen. Isso e uma disposição a descrever atos sexuais realizados em camas desfeitas — como ele fez em seu clássico de 1974, ‘Chelsea Hotel No. 2’. Ganhando um cover de Lana Del Rey, essa canção lenta e incrivelmente triste se refere a detalhes íntimos do romance de Cohen com Janis Joplin no ponto de encontro dos artistas em Nova Iorque. A voz trêmula de Lana envolve e agarra firmemente a letra “You were famous, your heart was a legend” [Você era famoso, seu coração era uma lenda]. O Chelsea nunca mais terá novos inquilinos, mas Del Rey ainda age como se estivesse em casa.

10. The Eagles

Concentre seus ouvidos um pouco enquanto escuta a melancólica ‘Pretty When You Cry’, e antes que você perceba, estará em uma estrada escura com um vento refrescante em seus cabelos. Lana Del Rey disse que ela escuta ‘Hotel California’ dos Eagles enquanto se prepara para sessões de foto.

11. Dan Auerbach

Creditado ao moldar o atual álbum de Lana Del Rey com uma banda de Nashville, Dan Auerbach dividiu créditos da recente produção com músicos retrô — Dr. John, Ray LaMontagne, Reigning Sound e outros mais. O vocalista do The Black Keys, que conheceu Del Rey através de amigos em comum em Nova York, provou ser um mestre corajoso de ambição em sua própria banda, e encheu “Ultraviolence” com suas guitarras, especialmente na mudança de ritmo de ‘West Coast’. “Ela é uma verdadeira excêntrica, você sabe, extremante talentosa”, o vencedor de Produtor do Ano no Grammy de 2013 disse a Rolling Stone. “Ela olha para a coisa toda como se fosse um grande projeto de arte”.

12. Father John Misty

Antes de Lana Del Rey ocupar todo o espectro de talento artístico de Lizzy Grant, ela teve sua fase May Jailer. O lado folk de Grant resultou em um álbum acústico ao estilo Edie Brickell, posteriormente chamado pelos fãs como “Sirens“, que ainda está escondido na internet. Del Rey disse em entrevistas que o cantor e escritor Father John Misty, ex-Fleet Foxes, a faz lembrar de suas origens. Esses típicos Misty-cismos são mais explorações folk de um viciado em drogas do que qualquer coisa que Grant tenha lançado sob seu nome, mas há um desejo comum de liberdade em ambos os trabalhos. Eles eventualmente fizeram uma turnê juntos no início desse ano.

Por Reed Fischer
Tradução por Cristine Sol
Revisão por Raphaella Paiva

Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
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