Pitchfork compara músicas de Halsey e Lana Del Rey, em crítica ao álbum ‘Badlands’

por / quarta-feira, 02 setembro 2015 / Publicado emNotícias

IMAGEM POST LDRA1

Halsey, cantora de indie pop, apenas lançou seu álbum de lançamento na última sexta-feira (28/08), mas suas comparações com Lana Del Rey já começaram faz tempo. A cantora alternativa surgiu na cena musical de 2014 para cá e já revelou ter como inspirações Del Rey e Arctic Monkeys, e — assim como as críticas maldosas atingiram o “Born to Die” em 2012, Halsey parece começar a enfrentar o mesmo problema com o álbum “Badlands“. Pelo menos é o que se pode perceber com a crítica da Pitchfork.

Confira nossa tradução.


Halsey é o nome artístico de Ashley Nicolette Frangipane, nascida em Nova Jersey, de 20 anos. […] Com um choque de cabelo azul e um controle vocal que adquiriu conforme os anos, Halsey chegou com apenas cinco músicas e criou burburinho. Desde então, ela se tornou a artista mais tuitada no SXSW, fez turnê com o Imagine Dragons, e foi assunto de uma fascinante matéria no New York Times que explorou sua identidade como uma artista “birracial, bissexual e bipolar”. O single mais recente de Halsey, ‘New Americana’, retirado do álbum “Badlands“, teve recentemente sua estreia através do programa Beats 1 da Apple Music, com um aval entusiasmado de Zane Lowe: “Há um novo ícone aqui,” ele disse, possivelmente tornando isso um decreto.
‘New Americana’ reconstitui o estilo meio ‘Hollywood Babylon’ de Lana Del Rey [livro dos anos 50 que detalha escândalos sórdidos de celebridades] e a língua afiada e sarcástica de Lorde: “A bagunça viral transformou os sonhos num império/ Sucesso autossuficiente, agora ela ascendeu com os Rockafellas,” Halsey canta, descrevendo a Geração Y. Ela cita uma lista de “grandes problemas”, desde a fama vinda das redes sociais (bom? mal? talvez os dois!) até desigualdade econômica (um problema, sem dúvidas!), e sua preocupação soa plastificada e superficial.
‘New Americana’ não é a única vez em que Halsey evoca Del Rey. ‘Drive’ passa raspando na lista de opções de Lizzy Grant, com cordas açucaradas e a apatia de West Coast que é o eixo do “Ultraviolence“. As faixas que tendem a se transformar em sucessos são aquelas mais pessoais e específicas. ‘Ghost’, que também aparece no EP de Halsey, lhe dá um gosto do que ela realmente é capaz de fazer. A faixa é uma sinuosa canção de amor com um sintetizador ao som pop […] ‘Hurricane’, uma faixa-bônus que foi single no EP anterior, também tem uma especificidade impressionante com suas incomuns letras vagas: “Ele fica de olho nas garotas de 18 anos/ E as transforma como truques,” Halsey canta, traçando um desenho sobre os problemas da juventude traumática.
Lendo entrevistas da Halsey ou olhando seu twitter, você tem a sensação de ser uma sagaz e talentosa artista, que realmente quer se conectar com seus fãs. Mas a persona pública somente aparece em “Badlands“.

Por Nathan Reese
Tradução por Raphaella Paiva e Guilherme Hagler


O crítico parece não gostar muito de nenhuma das duas… Mas e vocês, o que acham da comparação?

Ouçam abaixo ‘New Americana’ e ‘Drive’.

 

Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
  • Leonardo Colato

    Badlands é maravilhoso! Eu realmente gostei muito de todas as músicas <3 Mas não acho que ela tenha muito a ver com a Lana…

  • joão

    Eu gosto de algumas músicas da Halsey, mas ela não tem muito a ver com a Lana, principalmente nas letras das músicas, que de acordo com essa matéria diz que elas escrevem problemas da sociedade e bla bla

  • Clara Gurgel

    Não curto muito essa nova geração de jovens artistas indie, por isso não vou sair em defesa da Halsey aqui. Com todo o respeito pra quem é fã ou gosta, ela e outros artistas do pop indie soam todos iguais para mim.

  • Guilherme Damasceno

    Eu amo as duas e realmente percebi uma “conexão” entre as duas, nas letras, é claro. Mas é algo bem superficial. É só ouvir o Badlands com atenção pra ver que a Halsey não está tentando ser uma segunda Lana, ela compõe maravilhosa e originalmente. Enfim, a crítica parece não gostar de artistas com propostas alternativas, em geral, e eu realmente não me importo com isso. Até porque, né, sendo fã da Lana, me importar seria hipocrisia. Enfim, amo fortemente a Halsey e espero que ela prossiga e acabe calando essa crítica antiquada e mofada com mania de superioridade, exatamente como a Lana vem fazendo.

TOPO