‘Eu tenho tantas boas memórias desse álbum’, Lana Del Rey fala sobre Honeymoon em entrevista a Urban Outfitters

por / segunda-feira, 14 setembro 2015 / Publicado emEntrevistas

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Após a multinacional Urban Outfitters oferecer uma listening party de “Honeymoon” nesse último final de semana, ela ainda realizou uma entrevista exclusiva com Lana Del Rey — que fala sobre o processo e o conceito de seu mais novo álbum, além de compartilhar suas inspirações musicais e contar como foi entrar em turnê com Grimes e Courtney Love.

Confira a tradução.


About a Band: Lana Del Rey

Cliques de câmeras, celebridades caindo no chão após uma longa noite fora, cenas de filmes clássicos em preto e branco — a imagem da velha Hollywood esteve lá desde o começo, quando o grande cabelo bufante de Lana Del Rey, e sua voz ainda maior, quebraram a internet no momento em que a abertura de sinos em sua música de estreia, Video Games, pediu passagem.

“‘Born to Die‘ é sobre vários conceitos que querem se libertar sem realmente conseguirem, e o caminho que se toma para superar esse obstáculo,” Lana nos conta sobre sua estreia. Sua arte sempre tem sido repleta de contradições, atravessando a linha tênue entre o glamour e a tristeza da fama, entre a intimidade e a solidão do amor.

Seu último álbum, “Honeymoon“, não é diferente.

“Com esse álbum houve um leve comentário visual sobre voyeurismo, ou melhor ainda, o anti-voyeurismo,” ela diz. O primeiro single do álbum, High By The Beach, coloca esse tema em foco. O clipe mostra Lana vestindo uma camisola verde florida e apontando uma arma de fogo da metade do seu tamanho para um barulhento helicóptero de voyeurs zumbindo sobre sua cabeça, a fim de conseguirem uma espiada dela em sua gigante, mas ainda assim deserta, casa de praia.

É claro que a imagem é um olhar exagerado do que realmente é ser a Lana Del Rey. Espionagem aérea pode ou não ser um fator na vida da compositora nova-iorquina, mas uma coisa é certa: Não falta atenção para a mulher que tem conseguido trazer a elegância alternativa de volta para os holofotes; e “Honeymoon” não desaponta.

Na véspera do lançamento de seu terceiro LP, nós falamos com Lana Del Rey sobre a experiência de gravar um novo álbum, entrar em turnê com amigas vocalistas, e o que ela nunca deixa de levar em suas turnês — leia abaixo nossa entrevista exclusiva e faça o pedido antecipado da edição limitada do vinil de “Honeymoon” aqui.

Qual foi o maior ensinamento deixado pelo “Ultraviolence” — em termos de composição, gravação, ou turnê — que você aplicou em “Honeymoon”?
Acho que a maior lição que eu aprendi é que nunca existe um tempo errado para compor. Às vezes fazer um álbum leva anos, e às vezes você compõe algo logo depois de lançar um, mas você é considerado um louco se não tirar vantagem da inspiração quando ela chegar a você. E outra, não pense duas vezes sobre a direção que o álbum naturalmente toma — ou um título para o álbum — se ele surgir pra você.

Qual foi a parte mais memorável de se gravar o “Honeymoon”?
Eu tenho tantas boas memórias desse álbum, principalmente porque eu amo o produtor com quem o gravei, Rick Nowels. Eu acho que simplesmente por ter sido capaz de ir e voltar da praia para o estúdio, e tomar o meu próprio tempo com a produção e mixar pelos últimos 12 meses — sem falar dos cafés de madrugada e as gravações dos vocais.

Qual é o seu segredo em construir uma narrativa conexa para o seu álbum?
Meu segredo é meu amor por cantar. Às vezes eu esqueço o quanto sou sortuda por poder fazer minha coisa favorita todos os dias. Construir um mundo conexo pode se tornar cansativo quando muitas pessoas não enxergam o quanto tudo se encaixa — mas comigo geralmente funciona no final. Eu nunca me importei com vendas; eu me importo com a vibe, e todos com quem trabalho em meus álbuns compreendem isso.

Tudo bem, então alguém pega uma cópia de “Honeymoon” — aonde eles devem ir imediatamente para ouvir o álbum? Há algum lugar ideal?
[Risos] Se eles pegarem o vinil, talvez devam ir para o quarto se eles tiverem um toca-discos. Ou para a sala de estar, ao lado de uma lareira, já que estamos perto do outono [no hemisfério norte]. Se eles tiverem o álbum no celular ou num CD, eles poderiam ouvir no carro enquanto dirigem por uma rodovia.

Seus videoclipes são sempre verdadeiras obras de arte. Qual clipe de qualquer artista causou um maior impacto em você?
Provavelmente Heart-Shaped Box, do Nirvana.

Quais são as três coisas que você sempre leva na mala quando sai em turnê?
Meu jeans favorito, minha jaqueta de couro favorita e meu tocador de música.

Agora que você terminou de gravar o álbum, qual é a música que você mais tem escutado?
Eu basicamente ouço a uma estação de rádio sediada em Long Beach, chamada K Jazz, e Beach Boys e Connie Francis.

Seja fazendo a trilha sonora de um filme ou modelando para uma marca famosa, como você decide os projetos paralelos nos quais vai se envolver?
Eu tento somente fazer coisas que me interessam. Não tem sido complicado nos últimos anos porque eu tive tantas oportunidades grandiosas. Eu fiquei muito empolgada enquanto conversava com a Disney sobre cantar uma música para “Malévola”.

Você fez turnê com algumas mulheres incríveis, de Courtney Love a Grimes. Qual foi a melhor coisa que você aprendeu com elas enquanto estiveram na estrada?
Bem, algo que eu realmente amei sobre a Courtney é que ela topa qualquer coisa. Ela já fez um monte de shows antes e já fez muita música boa, mas ela é uma verdadeira artista de palco. Eu sempre sentia que ela tocava cada show como se fosse o último, e dava tudo de si para a plateia. Nesse aspecto, ela foi uma grande inspiração. A Grimes é fantástica também, porque ela é tão eclética e faz tanta coisa sozinha.

Por Urban Outfitters
Tradução por Raphaella Paiva

Redação LDRA
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