Confira o que os principais sites e revistas especializadas estão falando sobre ‘Honeymoon’

por / terça-feira, 14 julho 2015 / Publicado emNotícias

Mídia honeymoon

Após o lançamento repentino da faixa-título de seu próximo álbum, Honeymoon, Lana Del Rey chegou aos trending topics mundiais no Twitter e várias revistas e sites especializados em música comentaram (e elogiaram) o lançamento. Ouça a música e confira a seguir o que algumas delas disseram:

 

 

Billboard: Lana Del Rey revela “Honeymoon”: ouça o épico single

Lana Del Rey está dando o pontapé inicial na era Honeymoon com um estouro: a artista pop lançou a faixa-título de seu terceiro álbum de estúdio nesta terça-feria (14) após semanas divulgando pequenos trechos e, com quase seis minutos de duração, “Honeymoon” não desaponta.

Como usual, Del Rey está cantando sobre um complicado amor na Costa Oeste, porém “Honeymoon” é provavelmente mais grandiosa e ambiciosa do que tudo o que a compositora já lançou até o presente momento. “We both know the history of violence that surounds you / But I’m not scared, there’s nothing to lose now / That I’ve found you” (“Ambos sabemos a história de violência que lhe envolve / Mas eu não tenho medo, não há nada a perder agora / Que eu lhe encontrei”), ela canta enquanto as cordas impulsionam a canção.

“Honeymoon”, o álbum, pode ou não chegar às lojas em setembro. Em junho passado, Del Rey alcançou seu primeiro álbum em primeiro lugar com “Ultraviolence”, seu segundo album de estúdio produzido por Dan Auerbach da banda “The Black Keys” e contendo a canção “West Coast”.

Por Jason Lipshutz
Tradução por Wesley Lima

 

Rolling Stone: Escute a nova música nostálgica da Lana Del Rey ‘Honeymoon’

Faixa é o primeiro single do próximo álbum de mesmo nome

Um pouco mais de um ano depois do seu álbum mais recente, Ultraviolence, Lana Del Rey lançou um novo single, “Honeymoon”, a primeira música do seu próximo álbum de mesmo nome.

O vídeo com a letra começa com a abertura sonora granulada, estilo vídeo caseiro dos anos 70, com Del Rey relaxando na grama perto de uma rodovia. Então a letra é exibida sobre um fundo rosa acentuado por flores.

A música cinematográfica segue os temas nostálgicos do Ultraviolence de romance torturado. “Nós dois sabemos da história de violência que o cerca,” ela canta. “Mas eu não estou com medo, não há nada a perder agora que eu encontrei você.” Para o refrão, Del Rey canta docemente “nossa lua de mel” repetidamente.

A cantora confirmou seu terceiro álbum em janeiro, revelando o título e progresso para a Billboard. “É muito diferente do último e semelhante aos dois primeiros, Born to Die e Paradise“, ela detalhou. “Está resultando em algo que realmente gosto. Eu estou meio que apreciando me afundar nessa sensação Noir para esse álbum. Tem sido bom.” Del Rey também revelou que iria incluir um cover de “Don’t Let Me Be Misunderstood” de Nina Simone no Honeymoon.

Del Rey fez uma turnê com Courtney Love em maio e Grimes em junho para o Ultraviolence. Ela também fez festivais, como Sasquatch e Governors Ball. No ano passado, ela contribuiu com duas novas músicas para o filme de Tim Burton, Grandes Olhos, e havia contribuído anteriormente com músicas para O Grande Gatsby e Malévola.

Por Brittany Spanos
Tradução por Ana Luiza Guimarães

 

TIME: Ouça a nova e cinematográfica música de Lana Del Rey, Honeymoon

É O PRIMEIRO “GOSTINHO” DO ALBÚM DA CANTORA QUE ESTÁ POR VIR

No começo do ano, Lana Del Rey avisou que seu novo álbum, “Honeymoon”, seria um retorno ao estilo original depois de explorar seu lado mais ‘blues’ em “Ultraviolence” no ano passado (que a TIME aclamou como um dos melhores álbuns de 2014).Talvez sua contribuição no ano passado em “Big Eyes” a colocou num humor mais cinematográfico pois, a recém-lançada faixa-título é sonoramente mais inclinada ao seu revolucionário LP “Born To Die” do que ao material que ela havia produzido junto ao Black Keys do Dan Auderbach. O característico “Honeymoon” parece até fazer referências aos seus trabalhos anteriores, com Del Rey chamando o amado sobre qual canta de “Mr. Born To Lose.”

Mais uma vez, ela faz alusões à “história de violência” e “todas as armas que ardem a seu redor” – claramente, você pode tirar a Lana do “Ultraviolence” mas não pode tirar o “Ultraviolence” de Lana. Ouça a versão de estúdio da canção, a qual Lana vem fazendo teasers desde o último mês,.

Por Nolan Feeney
Tradução por André Dantas

 

Cosmopolitan: Ouça a nova bela música de Lana Del Rey, ‘Honeymoon’

É o primeiro single de seu próximo álbum

Acionem os alarmes! Nessa terça, Lana Del Rey divulgou sua nova música ‘Honeymoon’ (previamente divulgada em seu Instagram), o primeiro single de seu próximo álbum de mesmo nome. Como a maioria das canções de Lana, ela é triste e cinematográfica e linda, e soa como o tipo de coisa que faria você chorar sobre uma taça de rosé. De acordo com o usuário Reddit, Lana disse a plateia de seu show em maio que Honeymoon será lançado em setembro. Ela também disse anteriormente a Billboard que o álbum incluirá um cover de Nina Simone, “Don’t Let Me Be Misunderstood.”

Por Eliza Thompson
Tradução por Raphaella Paiva

 

The Guardian: Lana Del Rey dá prévia de seu novo álbum, com faixa título Honeymoon

Um ano após lançar Ultraviolence, seu terceiro álbum de estúdio, Lana está de volta com um single exuberante e orquestral, que será carro-chefe de seu próximo álbum.

Um mês após publicar a letra de Honeymoon em sua conta no Instagram, Lana Del Rey finalmente lançou a música. A balada é faixa título de seu próximo álbum, que aparentemente será lançado em setembro.

O primeiro gostinho do sucessor de Ultraviolence, seu terceiro álbum aclamado pela crítica, tem duração de seis minutos e é exuberante e orquestral, relembrando a sonoridade de seus dois primeiros álbuns, Born to Die e Paradise.

Del Rey havia confirmado o retorno à sua antiga sonoridade em uma entrevista para a Billboard, em Janeiro. “Ele é bem diferente do último, e bem similar aos dois primeiros. Está se tornando em algo que eu realmente gosto. Eu estou me divertindo entrando em uma vibe mais noir para Honeymoon.

Há rumores que o álbum contará com um cover de Nina Simone, “Don’t Let Me Be Misunderstood”.

Por Nigel M Smith
Tradução por Guilherme Lewer

 

NME: Lana Del Rey acaba de trazer talvez sua canção mais emocionante com o single ‘Honeymoon’

É estranho pensar, que certa vez, o burburinho sobre Lana Del Rey girava em torno de sua reinvenção. A palavra contida em seu pop melancólico e nostálgico se espalhou rapidamente em outubro de 2011 com o sucesso fenomenal do viral ‘Video Games’, assim como o debate sobre o quanto sua personalidade nas telas seria “real”. A transformação da cantora nova-iorquina Lizzie Grant em uma “Nancy Sinatra gângster” se viu acusada por algum tipo de crime terrível e traiçoeiro de inautenticidade. “É tudo atuação!”, algumas pessoas acusaram, conforme seu passado era trazido à tona por detetives da intenet. Uma das coisas mais mágicas sobre a música pop é como ela permite pessoas a fazerem seus próprios começos e escolherem suas próprias histórias, quer seja como o garoto de Brixton, David Jones, se tornando um alienígena do rock perigosamente sensual e andrógeno, ou o obstinado jovem de Manchester, Steven Patrick, apagando seus dois primeiros nomes e se tornando um romântico poeta provincial. Como Bowie, ou Morrissey, ou Madonna ou Prince antes dela, Del Rey estava simplesmente evoluindo para algo maior.

O que torna a coisa ainda mais interessante é que, ao longo dos últimos 4 anos, Lana ficou presa ao mesmo esquema. É claro, houve houve uma estranha mudança – uma amarra em notas baixas aqui, mistura de um hip hop desajeitado com um rock descontraído acolá. No final, porém, sua estética tem permanecido intacta, afiando e afiando na direção de uma perfeição musical. ‘Honeymoon’, o primeiro gostinho e faixa-título de seu terceiro álbum por vir, sugere que não haverá qualquer mudança recente. Essa nova música, foi divulgada hoje mais cedo, é uma valsa sensual com cordas aveludadas que vai e vem, com Del Rey soando mais rica do que nunca. Nós já estivemos com a Lana aqui antes: uma balada bela e vasta que é rica em um glamour desvanecente e um perigo fantasioso, soando como se tivesse sido retirada direto da trilha sonora de “Veludo Azul” ou explodindo no rádio entre boletins de notícia sobre o assassinato da Black Dahlia.

Alguns podem demonstrar decepção por Del Rey não estar escrevendo nada além dos velhos mesmos assuntos. E está tudo bem, ela volta mais uma vez com suas letras cheias das figuras de linguagem que já apareceram em muitas de suas canções anteriores – bad boys e mulheres que os seguem com olhos de filhotinhos. “Nós dois conhecemos a história da violência que cerca você“, ela murmura. “Mas eu não estou assustada, não há nada pra perder agora que encontrei você.” Você não consegue conter o desejo de que ela se livre do roteiro e diga a ele pra cair fora, que pare de desperdiçar o tempo dela, que ela estaria muito melhor sem ele porque ela é a porra da Lana Del Rey. Mas então, há algo reconfortante nesses velhos pontos e referências também, do ideal dela e seu belo namorado atravessando a “Wilshire Boulevard” conforme eles escutam blues no rádio até o ponto onde, depois de quatro minutos, uma suave e atraente armadilha se forma no que é praticamente um complemento para fechar a sequência de ‘Video Games’. E há aquela primeira frase matadora, na qual Del Rey parece fazer uma referência à toda a crítica que ela teve de encarar ao longo dos anos: “Nós dois sabemos que não é de bom gosto você me amar, mas você não me deixa porque, sinceramente, não há ninguém pra você, a não ser eu.” Gosto, é claro, muda frequentemente. Em ‘Honeymoon’ Lana realmente não progride muito em seu estilo, mas ou ela precisa, mas ela nem precisa disso quando suas emoções se derramam de forma tão cinematográfica e sublime como estão aqui. Mal podemos esperar pelo terceiro álbum.

Por Ben Hewitt
Tradução por Marcos Almeida e Raphaella Paiva

 

Consequence Of Sound: Lana Del Rey estreia nova canção épica ‘Honeymoon”

A composição de seis minutos é nosso primeiro gostinho do quarto LP da cantora pop

Lana Del Rey prometeu que seu novo álbum, Honeymoon, chegaria em setembro. Com menos de dois meses adiante e depois de muitos teasers, a cantora pop finalmente revelou a primeira canção da faixa-título de seu LP.
Com duração de seis exuberantes minutos, a faixa é uma balada completa com a assinatura calorosa e tom ainda sombrio de Del Rey. “Nós dois sabemos que não é de bom gosto você me amar, mas você não me deixa porque, sinceramente, não há ninguém pra você, a não ser eu,” ela murmura, acompanhada de cordas chorosas e às vezes trovejantes. “Nós poderíamos atravessar a Wilshire Boulevard ao som de blues se nós quisermos. Ou o que você quiser fazer, nós criamos as regras.”
Enquanto pouco se sabe a respeito do sucessor de Ultraviolence, Del Rey mencionou previamente que o álbum contaria com “Don’t Let Me Be Misunderstood, um cover de Nina Simone com produção do queridinho da música pop, Rick Nowels.

Por Michelle Geslani
Tradução por Raphaella Paiva

 

Voir: [Em escuta] A ‘Honeymoon’ triste e cinemática de Lana Del Rey

Lana Del Rey ainda é triste e em voga. A cantora e compositora americana está de volta hoje, com um primeiro single homônimo de seu quinto álbum de estúdio, se você contar os publicados sob o nome Lizzy Grant.
A música Honeymoon marca uma mudança de Del Rel, arranjos orquestrais novos e mais cheios de violinos e “reverb” que nos lembram The Last Shadow Puppets. (O antigo projeto paralelo de Alex Turner dos Arctic Monkeys). O clipe curto, feito com uma câmera VHS, também tem um aspecto poeticamente pitoresco.

O próximo álbum de Lana Del Rey deve sair em setembro.

Por Catherine Genest
Tradução por Mateus Santana

 

The Verge: O novo single de Lana Del Rey, ‘Honeymoon’, são seis minutos de um sinuoso êxtase

Lana Del Rey têm divulgado trechos de sua nova faixa há meses, mas seu primeiro single oficial – a faixa-título do álbum – está finalmente aqui. ‘Honeymoon’ é uma torturante batida lenta de alma tristonha que se definha no tipo de dor conformada que Lana Del Rey faz de melhor. E, com 6 minutos de duração, há bastante espaço para ela explorar.

Comparado ao álbum de estreia de LDR, Born To Die, o Ultraviolence, lançado no ano passado, pareceu maduro de uma forma que fez a melancolia ferida doer só um pouquinho mais. As faixas do álbum foram sinuosas, sombrias e confiantes o bastante para escaparem da estrutura melódica de Born To Die. “Hollywood” também faz isso. O refrão soa quase como um suspiro, deitando as palavras dentro de um leve timbre. Vocalmente, LDR continua na maioria das vezes no tom baixo, no qual ela sempre soa mais confortavelmente, e parcialmente ameaçadora.

Cordas grandiosas e sons balbuciantes flutuam pelo cenário da canção, mas, como a maioria do trabalho de Lana Del Rey, o testemunho disso aparece em sua voz, a qual praticamente criou uma personagem — solitária, mal humorada, possivelmente do Meio-Oeste – por conta própria. Durante um show no estado de Washington, em maio desse ano, LDR disse que Honeymoon será lançado em setembro, de acordo com o Stereogum.

Por Lizzie Plaugic
Tradução por Raphaella Paiva

 

The Muse: Aqui está a fantasmagórica nova música de amor de Lana Del Rey, “Honeymoon”

Já se passaram pouco mais de 1 ano desde que Lana Del Rey lançou seu segundo álbum “Ultraviolence” produzido por Dan Auerbach, um álbum escuro e triste em comparação ao seu disco de estréia “Born To Die”.  Ela acabou de lançar hoje a primeira música do seu terceiro álbum, produzido por Mark Ronson, Honeymoon. O título da faixa não é totalmente diferente do que estamos familiarizados com Lana, mas, certamente, não é o que eu esperava de uma colaboração entre Ronson e Del Rey. Isso não é “Uptown Funk”.

Del Rey preenche grande parte da faixa com lamentos reverberados, mas não é uma música triste – é sobre uma lua de mel no final das contas. Eu apenas acho que o casal que estava celebrando suas núpcias morreu em 1966 e têm dirigido seu cadillac preto – complete com “recém-casados” escrito no pára-brisa traseiro – por todo o mundo espiritual de Los Angeles, em uma espécie de purgatório preto e branco, monocromático, desde então.

“Nós dois sabemos a história de violência que rodeia você, mas não estou assustada, não há nada a perder agora que eu encontrei você.”

História de violência“? “Não há nada a perder“? Esses dois estão mortos. Mortos e enterrados. Eles provavelmente morreram em um acidente de carro na Rodovia da Costa do Pacífico enquanto estavam a 90 km/h e agora eles estão vagando em torno de Los Angeles – suas aparições passando por todos os Prius presos no trânsito enquanto eles mantêm contato direto e uma velocidade constante por toda a eternidade.

Nós poderíamos viajar para o blues, Wilshire Boulevard, se quiséssemos“, o fantasma de Lana canta, porque ela e seu marido fantasma podem ir a qualquer lugar que quiserem. E sabe o que mais? Eles não sentem como se estivessem deixando Los Angeles. Nunca.

“Não é de se admirar que nenhum homem na cidade tenha lutado com você ou te encontrado, tudo que você faz é evasivo demais, até mesmo o seu orvalho de mel.”

A maior prova de que esses dois são fantasmas. Nenhum homem na cidade pode lutar ou encontrar o marido fantasma? Hmm, provavelmente porque é muito difícil ver um feixe de energia espiritual que vive em outro plano de existência humana. “Evasivo, até mesmo o seu orvalho de mel“, você diz? Todo mundo sabe que orvalhos de mel são incapazes de fazer contato com os mortos.

É triste saber que Lana Del Rey partiu, mas é bom saber que ela ainda canta do outro lado.

Por Bobby Finger
Tradução por Isabela Couy

 

Nylon: “Honeymoon” de Lana Del Rey finalmente está entre nós e é a cara da Lana

Lana Del Rey, artista e inventora do termo “Summertime Sadness”, vem provocando o mundo inteiro. Agora, depois de lançar aos poucos clipes de segundos e fotos do mais recente dela, Del Rey está finalmente entregando sua nova música, “Honeymoon”. O primeiro olhar do seu futuro álbum, a canção é exatamente o que nós esperamos da cantora/compositora: a fusão do evocativo, melancólico, orquestral e nostálgico. E é muito, muito sombrio (hm, ela tem mesmo aquela tristeza de verão, afinal). Com letras como “We both know the history of violence that surrounds you / But I’m not scared, there’s nothing to lose now that I’ve found you” (Nós dois conhecemos a história da violência que cerca você / Mas eu não estou assustada, não há nada pra perder agora que encontrei você), parece que Del Rey vai explorar novamente a ideia das relações doentias e obssessivas através da música. 

Em relação ao vídeo, você pode ter sido surpreendido pelos cortes entre clipes Super 8 e a arte com a letra da música. Ou ela simplesmente não terminou o vídeo, ou realmente queria que os espectadores lessem a letra, ou tem algo mais grandioso no trabalho, nós não sabemos ao certo e não importa. Porque enquanto Del Rey é uma artista extremamente visual, foi a música dela que capturou nossa atenção primeiro. Depois, aquela voz. Aquela doce, amuada voz.

Por Yasmeen Gharnit
Tradução por Carol P. Carrasco

 

VH1: Honeymoon, de Lana Del Rey, soa como a temática Bond com Quaaludes, assim como o resto de suas canções

Lana acabou de surpreender seus fãs lançando seu mais recente single, “Honeymoon”, e isso é um deslumbrante salto artístico para a cantora. Nós estamos apenas brincando – soa como a temática de James Bond com Quaaludes, assim como o resto da suas canções.

Nos não queremos dizer que isso é uma coisa ruim. Nós sentimos a vibe gângster de Nancy Sinatra desde o primeiro dia. A voz abafada mezzo-soprano, preguiçosa, entoando uma falsa ternura de um amor condenado, tudo envolvido em luxuosos arranjos cinematográficos. Tudo isso é ótimo. Mas depois de três álbuns, será que não é hora para algo diferente? Não podemos nos esquecer da sua encarnação anterior como a princesa do electropop Lizzy Grant. Claramente ela tem habilidade, então vamos escutar.

Admito que nos não ouvimos a coisa toda, porque são seis minutos de duração e nossa receita de Zoloft está chegando ao fim. Mas esses são os nossos pensamentos. Dê uma escutada e veja você mesmo!

Por Jordan Runtagh
Tradução por Marcos Almeida

 

Stereogum: Lana Del Rey – Honeymoon

Ela vem soltando prévias por um longo tempo, e agora finalmente está aqui: “Honeymoon”, o primeiro single e faixa título do novo álbum de Lana Del Rey. A música é lenta, encantadora, uma coisa alongada com LDR murmurando e até indo mais a fundo, com luxuosos arranjos – uma música melancólica que soa como se tivesse sido feita nas nuvens. LDR tinha vendido folhas com a letra nos seus shows ao vivo, e a imagem dessa folha de letra e o que mais vemos no vídeo, e além disso nós podemos perceber uns poucos segundos de uma sequência granulada e fatídica de Super 8 no começo e no final dos seis minutos de música. Dê uma olhada.

Lana também compartilhou em seu Instagram o lançamento da música com algumas sequências do vídeo.

Honeymoon chega, pelo melhor do que temos conhecimento, em setembro desse ano.

Por Tom Breihan
Tradução por Marcos Almeida

 

Huffington Post: Lana Del Rey, rainha de Los Angeles, vai fundo no lado escuro de L.A.

O coro de violinos lacrimejando e chorando na primeira parte do novo single de Lana Del Rey, Honeymoon, me lembram da partitura inesquecível de “Chinatown” de Roman Polanski e eu fiquei sufocado de nostalgia. Eu amo Los Angeles e amo Lana Del Rey. Com Honeymoon, suas sensibilidades estéticas distintas se juntaram em um bonito conceito. Lana del rey e o Noir de Los Angeles.

Uma nativa do norte, Lana Del Rey foi finalmente de volta para casa. Ela pertence a L.A. Lana tem tocado sobre a cidade no passado. Ela conseguiu isso. Honeymoon aumenta a aposta. Há uma estátua de 1935 na beira do lago do Echo Park que se chama “Nuestra Reina de Los Angeles”. A grande, Deco, coroada rainha se parece com Lana. A estátua piscou para mim mais de uma vez.

Felizmente, eu estava fumando e bebendo quando eu escutei Honeymoon. Me pareceu como uma bola veloz de um sentimento devastador que me deixou em dúvida entre o amor e paixão. Duas das mais apaixonantes divindades vieram juntas e floresceram em algo novo.Eu amo Los Angeles e eu Amo Lana Del Rey. Tudo sobre eles.

Honeymoon é o Noir de LA , em todos os aspectos acadêmicos e estéticos. Portanto, então é Lana.

Os primeiros versos de Honeymoon:

“Ambos sabemos que não e elegante me amar
Mas você não irá ,porque sinceramente não a ninguém para você a não ser eu”

Amor verdadeiro é difícil e machuca em Los Angeles. Angelanos amam muito profundamente. Lana necessita disso. Ele geme “diga que você me quer também“. Em um conceito noir, amor é uma trágica conexão.

No noir, sexo são muitas coisas. Sexo é fome, vingativo,um turbilhão e uma prisão. Lana canta: “Há rosas entre minhas coxas e fogo ao seu redor.”

Uma mistura de enredo e mudança de lealdade são característicos: “Não é de se admirar que nenhum homem na cidade tenha lutado com você ou te encontrado, tudo que você faz e evasivo demais”. A complicada mente humana tem muitas faces no torturante escuro. Nós somos um mistério. “Tudo que você faz e evasivo demais até seu orvalho de mel“.

Amor é perigoso, um barril de pólvora para se dançar em volta.

Nós dois sabemos a história da violência que rodeia você
Mas não estou com medo, não há nada a perder, agora que finalmente achei você

A alusão cresce cada vez mais escura, negra e azul.

“Há armas que queimam a sua volta.”

No Noir, o fim é sempre ardente, brutal e trágico. Lana canta, “Mr Born to Lose“, sem qualquer piedade ou vergonha. Assim como o amor do perdedor, do nobre idiota que arrisca tudo por um centavo, uma dama e talvez uma causa perdida. Lana gosta do desafio rebelde, de ir na contramão. Ela cita “Nós fazemos as regras“.

Lana canta Honeymoon como uma lamentação,um triste e sofisticado afago,uma despedida. Ela arrasta-se, ela saboreia,ela suspira. Quando ela repete o refrão “Nossa lua de mel“, Lana faz disso algo muito pessoal.

Los Angeles é o ápice do continente. Não há nada mais para o oeste. A cidade pioneira da franqueza. O instrumental de Honeymoon pode ser carregado de mensagens, mas Lana coloca Los Angeles diretamente nas letras.

Poderíamos viajar para os blues
Wilshire Boulevard, se quiséssemos.

Eu escolho Wilshire. Em meus sonhos, Lana e eu muitas vezes temos atravessado Wilshire no meu conversível, geralmente numa tarde preguiçosa de domingo.

Pela essência dela, Lana é eterna. Ela é, no fim das contas, nossa garota Gatsby… Nos meus sonhos, ela está em forma, aconchegada, com meu braço ao redor dos seus ombros no banco aberto do meu conversível 26 Duesenberg. Atrevesando Wilshire,além de Beverly Hills, nos dirigimos entre laranjeiras. As flores de laranjeiras estão em seu cabelo.

Mais tarde, nos anos cinquenta, Lana e eu estamos em fuga. O dia está quente, o vento está soprando selvagem e estamos com sede. Eu ligo o motor do Chevy e ela ri. Os riscos são maiores agora e Lana quer ir mais rápido. Droga, não temos para onde ir tão rápido.

“Nós poderíamos atravessar em busca de notícias
A Pico Boulevard em seu pequeno e usado carro veloz se nós quisermos”

Eterna Lana. Nós gastamos a maior parte do meu tempo de sonho em fuga. As montanhas de Hollywood estão vivas com o som da música. Quando ficamos muitos elétricos, nós paramos no Chateau Marmont.Ela gosta da piscina. Lana é Los Angeles para sempre.

Sonhando longe com nossa vida
Sonhando longe com nossa vida
Sonhando longe com nossa vida

Lana adiciona uma nova estrofe ao final, um assombrado desânimo. E também o histórico ditado de Los Angeles. “Tendo fantasias com a sua vida“. É o que os Angelanos fazem de melhor .As pessoas vem sempre a Los Angeles para sonhar, para se perder, para se dissiparem e serem assopradas pelo vento.

A literatura de LA se moldou a Lana muito bem. Del Rey é Faye Greener de “The Day Of the Locust” de Nathanael West. John Fante olhou para ela dura e longamente em “Ask the dust”. Ela é James Ellroy de Black Dahlia.

Lana Del Rey realmente pertence a Raymond Chandler. Ela é toda garota que o detetive Phillip Marlowe usou para escovar os ombros, de Velma Valento a Vivian Sternwood, Del Rey pertence aos botecos de cerveja na Broadway e às luxuoasas mansões nas montanhas.

Há um brilho dourado pálido que sempre rodeia Lana, sempre que vejo seu rosto. Sua aura e da mesma cor que o por do sol do sul da Califórnia.

Lana voltou para casa casa em Los Angeles, sua casa espiritual, sua verdadeira casa de alma e sensibilidade. Honeymoon declara que ela e Nuestra Reina de Los Angeles, nossa rainha de Los Angeles.

Por Gordy Grundy
Tradução por Marcos Almeida

Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
  • Mercy

    A interpretação do The Muse é perfeita!

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