MUSIC TO WATCH FILMS TO | Young And Beautiful: De uma simples trilha sonora à voz de toda uma geração

por / domingo, 10 maio 2015 / Publicado emColunas, Music To Watch Films To

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            É irrefreável ao ser humano carregar dentro de si doses amenas ou incontrolavelmente intensas de romance e nostalgia, mas, melhor do que ninguém, Lana Del Rey possui e domina esse dom da forma mais fascinante e encantadora possível. E como hoje (10/05) é o aniversário do videoclipe de ‘Young And Beautiful’, ela será a nossa música-tema do dia — e vamos poder explorar todas as trilhas e caminhos escondidos que fazem dessa canção uma das melhores e mais marcantes de Lana.

            Registrada oficialmente como ‘Will You Still Love Me’, a música já existia há anos em sua mente, com aquele refrão flutuando constantemente pelos pensamentos da cantora — mas ela nunca havia realmente a colocado no papel, embora pensou muito em inseri-la no álbum “Born to Die: The Paradise Edition”. No entanto, Del Rey se surpreendeu ao ser convidada para a trilha sonora do filme de 2013, O Grande Gatsby. Ela nunca tivera a pretensão de fazer música para a grande Hollywood e seus filmes, mas com certeza era um de seus grandes sonhos que foi realizado quando Jay Z — o produtor da trilha — e o produtor Harvey Weinstein a chamaram para o projeto.

Já que você realizou tanto na indústria da música, há outra indústria de entretenimento que você gostaria de explorar?

É a única coisa que eu realmente vou bem… O cara com quem compus o Paradise Edition na verdade não tem trabalho na música pop, ele é compositor de filmes na Califórnia e é um dos meus mais velhos amigos. Eu poderia nos ver facilmente fazendo trilha sonora de filmes, e isso seria uma transição realmente confortável. É bom estar em Los Angeles, é bom estar em casa, mas sair tarde da noite e trabalhar em pedaços que movem você para os filmes que você ama… isso seria ótimo.

Lana Del Rey para o Just Jared, em 2012.

            Dirigido por Baz Luhrman (diretor de Moulin Rouge, Romeu + Juliet), The Great Gatsby é baseado no clássico romance de F. Scott Fitzgerald — que também escreveu O Curioso Caso de Benjamin Button — e conta a história de Nick Carraway (Tobey Maguire), um homem que tinha um fascínio pelo vizinho, o milionário e misterioso Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio) que enche sua mansão com todas as pessoas da cidade para festas megalomaníacas regadas a música e álcool. Ninguém o conhece, mas todos conhecem as mais variadas histórias sobre quem ele pode ser — e mesmo assim, suas festas eram as maiores, as mais badaladas e mais extravagantes mesmo sem ele convidar uma pessoa sequer. Todos simplesmente apareciam. Qual o motivo de tudo isso? Qual era o motivo de todas essas festas e por que ninguém de fato jamais havia visto o misterioso Gatsby? Vocês que me desculpem, mas jamais daria um spoiler tão delicioso, esplendoroso e grandioso quanto esse. Eu só digo uma palavra: amor.

            Assista logo abaixo os traileres oficiais do longa, sendo o segundo ao som de ‘Young And Beautiful’.

         Sei que ficaram ansiosos! O filme é cheio de cores vibrantes, pulsações, romance e mistério que deixam o telespectador ligado durante as duas horas de duração, mas com certeza o que mais chama atenção é a trilha sonora. O jazz divide espaço com a música eletrônica e o hip hop e então você pensa: e o que diabos um tipo de música do século XXI faz num filme sobre os anos 20? Ah, meus caros, não tem sentido algum, mas deixa tudo melhor, mais interessante, divertido e faz você querer viver nesses anos 20 ao estilo de Baz Luhrman! Também pudera com uma trilha sonora repleta de grandes nomes da indústria da música atual — além de Lana, temos o som de Jay Z, Kanye West, Beyoncé, Sia, Florence + The Machine, Will.Am, Fergie, Emile Sandé, Jack White e por aí vai… Sentiu o poder? Cada um dos músicos trabalharam com um cenário diferente do filme, as festas, o mistério, o ritmo da cidade… E a Lana Del Rey restou o papel mais icônico que protagoniza o filme: o amor entre Daisy Buchanan e Jay Gatsby.

Você escreveu ‘Young and Beautiful’ especificamente para a trilha sonora de O Grande Gatbsy, ou era uma música que você já tinha escrito, mas não lançado?

Eu escrevi uma música diferente, mas quando Baz Luhrmann ouviu, ele me perguntou se eu poderia escrever uma deixa para a Daisy. Então cantei pra ele um coro de ‘Young and Beautiful’ que eu já tinha — apenas um coro — e ele pensou que seria bom para ela. Eu escrevi a coisa toda depois que assisti às cenas dela no jardim.

Lana Del Rey para a Radio.com, em 2013.

            E não é que a música realmente envolveu todo o romance e nostalgia ao redor do filme? Essa conexão foi tanta que o diretor simplesmente ficou apaixonado pela canção e encomendou inúmeras outras versões melódicas diferentes para ela para poder tocá-las em outros momentos do filme que envolviam o casal principal. Lana e Rick Nowels (que já trabalhou com ela em ‘Dark Paradise’, ‘Summertime Sadness’, ‘Body Eletric’ etc.) foram para um estúdio em Los Angeles enquanto o Luhrman, que estava na Austrália, os auxiliava pelo Skype na composição e produção das versões da música.

Para mim, Gatsby estava sempre mudando. [O diretor] Baz Luhrman às vezes ficava no Skype numa tela gigante pra mim e meu produtor, Rick Nowels, em nosso estúdio. Ele não queria só uma interpretação da música — ele também queria uma versão alegre estilo anos 20, e conduzia tudo via Skype. Ele gostava de ajudar em todas as diferentes interpretações com palpites instrumentais. Houve tantas versões diferentes que ela acabou se tornando a música-tema.

Lana Del Rey para a Billboard, em 2015.

            Oficialmente foram lançadas apenas duas versões da música, uma com instrumentais mais melódicos e outra com a melodia de uma orquestra — mas no filme podemos ouvir versões mais lentas, versões mais etéreas e, inclusive, uma versão em jazz simplesmente deliciosa! Graças a Deus um fã no YouTube compilou a música do filme e retirou os diálogos que aparecem ao fundo, então você pode desfrutar aqui embaixo dessa versão feita em jazz foxtrot, além das duas versões lançadas.

Young And Beautiful

Young And Beautiful (DH Orchestral Version)

Young And Beautiful (Jazz Foxtrot Version)

          Maravilhosa essa versão em jazz, não é? E embora a primeira versão seja a mais famosa entre os fãs, é a orquestral que ganhou lugar no videoclipe feito para o single. Lançado no dia 10 de maio de 2013, o vídeo já é platina e ganhou o Vevo Certified, sendo — como a maioria dos clipes de Lana — totalmente em contramão às grandes produções da indústria mainstream. Misturado em formatos de VHS e Super 8, ele leva um tom escuro e quase lúdico, diferente do filme e suas cores pulsantes, e apresenta a orquestra pouco iluminada junto de uma Lana Del Rey misteriosa com um longo vestido preto e um estilo retrô que todos nós adoramos.

A composição da música é trabalhada ao clipe com um tom extremamente celestial, com a voz de Del Rey em um timbre profundo que se assemelha a um sonho — à incerteza e insegurança da afeição guardadas nas entrelinhas de cada verso que relembra um passado e sente a nostalgia de um amor verdadeiro.

A primeira estrofe com certeza é uma narração da personagem Daisy Buchanan, com I’ve seen the world / Done it all, had my cake now / Diamonds, brilliant, and Bel Air now” (Eu vi o mundo / Fiz de tudo, tive minha parte agora / Diamantes, brilhante, e Bel Air agora), principalmente quando você se lembra de sua frase no filme: “Eu queria ter feito tudo na Terra com você” e agora é cercada de riquezas e diamantes que não a iludem mais. E ela se lembra de um julho passado, do amor passado, de um tempo que ela sente falta.

De repente ela se indaga, insegura e assustada se ele a amará mesmo quando ela já não for mais jovem e bela e, embora ela diga repetidamente “eu sei que você irá, eu sei que você irá”, é apenas uma afirmação vazia gritada no desespero por ela justamente não saber a resposta. E nós sabemos muito bem que, assim como Daisy, Lana Del Rey esconde um passado repleto de segredos e um amor perdido, uma história deixada para trás e que constantemente resgata em cada uma de suas canções.

O curioso na letra da música é que, enquanto a primeira parte da música remete a esse momento que, quando se tem a memória de algo, apenas os bons momentos e apenas os bons sentimentos daquela época são lembrados — a segunda parte da música é o oposto. Nos versos I’ve seen the world, lit it up as my stage now / Channeling angels in, the new age now / Hot summer days, rock and roll / The way you’d play for me at your show” (Eu vi o mundo, eu o acendi como meu palco agora / Canalizando anjos para dentro, a nova era agora / Dias quentes de verão, rock ‘n roll / O jeito que você interpretaria pra mim em seu show) pode ser interpretado como aquele sentimento de raiva que se tem quando você se vê desperdiçando seu tempo com alguém ou algo que já acabou, e decide se vingar com palavras e pensamentos contrários. Aqui ela viu sim o mundo, mas por outros olhos, o mundo é dela agora. Ela, ao invés de remoer, canaliza novas vibrações, canaliza novos anjos e pensamentos para a nova era de sua vida, a era sem ele. E se lembra daquele passado não mais como algo belo que ela sente falta, mas sim como uma mentira, como um papel que ele interpretou apenas para tê-la, como se o palco fosse dele.

E então o medo e a saudade tomam conta outra vez, surgindo com o segundo refrão e a dúvida, nostalgia e amor mantidos presos e bem escondidos lá dentro. O rosto bonito, a alma elétrica, a juventude desperdiçada, o desejo de retornar ao passado e poder mudá-lo — ou simplesmente aproveitá-la um pouco mais enquanto ainda havia tempo. É como a própria Daisy diz no filme quando se refere a sua pequena filha: “Eu espero que ela seja uma tola… Essa é a melhor coisa que uma garota pode ser neste mundo, uma bela tolinha”. Porque não importa a raiva que aquele tempo deixou, não importam as dúvidas, os problemas ou qualquer dor, ela só quer se sentir amada novamente, porque é ele quem a ilumina como diamantes e a faz brilhar.

E os versos Dear Lord, when I get to heaven / Please let me bring my man / When he comes, tell me that you’ll let him in / Father, tell me if you can” (Querido Senhor, quando eu for pro Céu / Por favor, deixe-me trazer meu homem / Quando ele vier, diga-me que você o deixará entrar / Pai, diga-me se você pode) apenas reforçam a ideia de segurar aquele amor eternamente, do medo de perdê-lo, o desespero e a melancolia de ter que viver sem aquele sentimento e aquela pessoa que simplesmente faz o seu mundo virar do avesso e ser melhor. Daisy e Lana compartilham de uma história parecida e, consequentemente, de uma história de amor aterrorizantemente forte, postas em risco com a possibilidade de, repentinamente, perdê-lo. E, no clipe, as “lágrimas” maquiadas no rosto de Del Rey são como a personificação da dor escondida por trás dos olhos entristecidos.

Mesmo com um rosto não tão mais belo e uma alma dolorida, ambas esperam ser amadas. E foi exatamente isso o que respondeu Elvis Presley à indagação de Del Rey, muitíssimo provavelmente a inspiração da cantora para essa canção.

O famoso rockabilly boy também tem uma música intitulada ‘Young And Beautiful’, a qual ele tão belamente canta em um de seus mais famosos filmes, Prisioneiro do Rock (Jailhouse Rock), de 1957.

            Fã incondicional e referência de inúmeras de suas canções, Elvis Presley é uma das maiores inspirações da cantora e ela parece simplesmente ter proporcionado a composição para um dueto perfeito entre ela e o rei do rock, onde ele repeteYou’re so young and beautiful / And I love you so” (Você é tão jovem e bela / E eu te amo tanto) e então retoma com a certeza de que ela será eternamente bela e jovem pra ele. Ela é tudo o que ele ama, o sorriso angelical, o toque gentil, os olhos cujo brilho envergonham as estrelas… Não tem como negar tanta beleza, sutileza e homenagem em uma letra tão magnífica.

            Sendo uma resposta para o eu-lírico da Lana ou a frase que a fez indagar se ele realmente iria amá-la mesmo quando não fosse mais jovem e bela, a relação entre as duas ‘Young And Beautiful’ é de tirar o fôlego e arranca um sorriso dos fãs de ambos os cantores.

Nesta última canção, uma composição assombrosamente orquestrada, Lana Del Rey se dirige a sua posição como mulher, independentemente de ser um ícone pop: “Will you still love me when I’m no longer young and beautiful?”. Às vezes suas músicas se arrastam e às vezes sua seriedade pode soar desinteressante, mas em momentos belos como esse, com sua voz doce em uma canção apaixonante, a segurança de Lana Del Rey acerca de sua própria vulnerabilidade transcende o melodrama, alcançando a realeza da grande arte. Desde que sua autenticidade foi reconhecida, um aspecto se tornou claro: acusações de farsa e ausência de originalidade não irão destruí-la.

The Fader, em 2014.

            E a canção de Del Rey foi um sucesso inegável, desde as rádios alternativas até as premiações! Sendo indicada ao 56º Grammy Awards por “Melhor Canção Para Mídia Visual”, o single atingiu níveis estratosféricos ao ser uma das grandes possibilidades para competir como “Melhor Canção Original” para o Oscar 2014! É claro que disputar com Adele e sua ‘Skyfall’ não seria fácil, mas os críticos de cinema e inclusive os cinéfilos tinham suas apostas ao ver Lana ser indicada e se apresentar na premiação.

Young And Beautiful é não somente a melhor canção desse ano feita para um filme, como é também uma das melhores canções da nossa época. Quando você se deixa levar, a música encapsula perfeitamente o romance trágico que é o coração da história, o desejo ardente, a vagarosa perda da juventude, é como algo que pode ser facilmente entendido. E então, considerando que cada movimento de Del Rey é arrancado das imagens da grande e velha Hollywood dos tempos de ouro, um cumprimento do Oscar provavelmente deixaria Lana muito feliz.

Dazzed Digital, em 2013.

            E assim como a internet estourou ao fazer suas apostas, ela explodiu quando a cantora ficou de fora, e pior — notícias de que a Academia estavam boicotando Del Rey passaram a circular rapidamente. Nunca tendo sido confirmado esse “boicote”, é fácil dizer que alguma coisa aconteceu entre a bancada já que uma das canções indicadas foi retirada do páreo por uma espécie de “nepotismo”, se é que me entendem. E, ao invés de repor o lugar com ‘Young And Beautiful’, a categoria de “Melhor Canção Original” do Oscar competiu com apenas quatro músicas naquele ano.

Quando o prospecto de cantar no Oscar de 2014 é apresentado a Lana, ela posa pela última vez naquele dia, e responde com o que só pode ser descrito como gratidão ferida. “Sentir que você é respeitada entre as pessoas que fazem o mesmo que você é incrível e necessário”, ela diz, “Eu não acredito que você possa aprender com as dificuldades, embora elas tenham me ensinado. Toda aquela conversa de ‘o que não te mata, te fortalece’ é mentira. Sabe o que te fortalece? Quando as pessoas tratam a você e sua arte com dignidade”.

Lana Del Rey para a Fashion Magazine, em 2013.

            Mas se Academia esnobou Lana, seus fãs apenas continuaram a amando — principalmente dois fãs em especial que ninguém mais, ninguém menos Kanye West e Kim Kardashian. O rapper e a socialite norte-americanos já haviam demonstrado interesse na cantora quando Kim comentou que ‘Young And Beautiful’ era uma de suas canções preferidas e que foi exatamente ao som dessa música que West a pediu em casamento. E é claro que os fãs das Kardashians foram ao delírio quando, em 2014, Lana Del Rey foi convidada pelo casal para fazer uma apresentação particular no Palácio de Versalhes, em Paris, na noite do jantar de ensaio do casamento dos dois.

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Kanye West, que leva a sério seus gostos musicais, convidou Lana para tocar em seu casamento com Kim Kardashian. “Foi lindo apenas estar lá”, Del Rey diz. “Eles pareceram muito felizes”. Mais cedo, durante o almoço, West havia dito a ela que “realmente gostava do caminho que ela estava tomando, visualmente e musicalmente.”

Lana Del Rey para a Rolling Stone, em 2014.

            E embora o jantar de ensaio não tenha sido gravado, já dá pra imaginar o luxo que foi, não é? E por falar em luxo… Para finalizar, recentemente todos foram surpreendidos com sua música no trailer de uma nova minissérie sobre Marilyn Monroe — sim, a “mãe” da Lana, uma de suas maiores referências, inspirações e tema de tantas de suas músicas. The Secret Life of Marilyn Monroe será uma minissérie dividida em quatro episódios contando uma parte que poucos conhecem sobre a bombshell que todos aprendemos a amar!

A minissérie que será televisionada pelo canal norte-americano Lifetime nos dias 30 e 31 de maio e leva nos papéis principais Kelli Garner e Susan Sarandon, é baseada no livro de mesmo nome de J. Randy Taraborrelli que conta os momentos de Monroe com sua problemática mãe biológica, algo que afetava fortemente o psicológico da atriz, além de seu envolvimento com o presidente Kennedy, a ascensão à fama e seu esposo Joe DiMaggio — homem que, em cartas deixadas pela atriz, é narrado como o único homem que ela realmente amou a agradeceu até o fim dos dias. Extremamente ‘Young And Beautiful’, não acham?

Essa canção, portanto, não é a trilha sonora de um único filme ou de uma única artista, porque é inevitável não se sentir de alguma forma identificado ou simplesmente conectado pela letra ou pela melodia — é como um hino universal que, querendo ou não, enfrentamos com alguma pessoa, de alguma forma, em algum momento de nossas vidas. Lana Del Rey pode ter escrito a canção apenas para Daisy Buchanan ou Daisy Buchanan foi somente uma mera referência para os sentimentos reais em seu corpo, mas a canção não é sentida apenas por elas, a canção se torna uma só no momento em que a ouvimos e a deixamos permear por nossos sentidos. Sejam Lanas, Daisys, Marilyns, amantes de Elvis Presley, homens ou mulheres — todos nós nem sempre nos sentimos belos e jovens para sempre. E então ficamos cara a cara com o destino e perguntamos a ele com o medo do que ele irá responder: Você ainda me irá me amar quando eu tiver nada além da minha alma dolorida?

Nós podemos até nos enganar, mas lá no fundo sabemos que ele sempre irá.

Por Raphaella Paiva

Raphaella Paiva
Escorpiana, 20 anos. Estudante de Letras - Português pela Universidade Federal de Goiás, escritora em pré-contrato e uma beatnik nascida na época errada. Descobriu Lana Del Rey em 2011 quando Video Games roubou seu coração, tornando-se uma tradutora, redatora e colunista que adora um teste do sofá no Addiction. Cinéfila que também ama jazz e blues, Pink Floyd, Arctic Monkeys, Kristen Stewart, Marilyn Monroe e qualquer coisa escrita ou filmada por Woody Allen.
  • Wilker Oliveira

    Muito lindo esse post!

  • João Vianini

    Adorei! Mesmo! A beleza de Young and Beautiful ainda me surpreende. Não entendi porque Lana não está tocando ela na Endless Summer, mas tudo bem. Amo essa música. 🙂

  • júlio Ary

    Emocionante! Parabéns, muito bom o texto!

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