Galore Magazine | Como Lana Del Rey se tornou uma lenda

por / sábado, 04 abril 2015 / Publicado emNotícias

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Ontem, 03 de Abril, o editorial da revista Galore postou em sua página eletrônica, um artigo de opinião intitulado: “Como Lana Del Rey se tornou uma lenda”. A autora Gabriella M. Ramirez aponta e descreve os motivos pelos quais,  na sua opinião, fazem de Lana del Rey uma artista que tem tudo para ficar na história como um “clássico” de seu tempo.  Confira abaixo a tradução do texto.

“ Como Lana Del Rey se tornou uma lenda”

Lana Del Rey nunca brincou com ninguém, esqueça o que os outros pensam que sabem sobre ela. Ela nunca trocou de máscaras, apenas de roupas. Ela não nasceu nesse mundo, ela nasceu fora desse mundo que até agora, ela domina de alguma maneira. Del Rey sempre foi uma compositora, onde sua mente é a casa da caça pelas melodias que seu corpo exala como sons poéticos. E é nesse aspecto que Lana nasceu uma artista, vivendo a sua própria obra de arte. Até agora, prudente e sem remorso como Del Rey pode ser, existe uma dúvida inevitável a respeito de sua essência. Mas Del Rey não criou apenas um mundo para ela mesma, que é explicitamente dela, ela também deixou um vitral para que possa ser visto. A reputação de Del Rey é quase sempre associada às velhas estrelas de Hollywood, Nancy Sinatra e Priscilla Presley, mas ela não é a imitação de ninguém. Enquanto que, para quem está de fora, ela pode ser suspeita de uma mística criação, Del Rey é criativa, usa seu dom artístico para viver e exibir versões diferentes, mas verdadeiras sobre ela mesma.

Por mais difícil que possa ser capturar a essência de Del Rey e registrar em palavras, as histórias e experiências de vida que ela descreve em suas músicas meio que fazem isso por nós, parece que sua música busca aprovação em um lugar além do que podemos ver. Para ser franca, mesmo não sabendo da sua história cigarro por cigarro, ainda existe uma coisa que todos nós fãs somos fatalmente atraídos: a essa garota que não tem nada a perder com um sorriso pomposo e cílios encorpados que conseguem tirar o fôlego de qualquer um mesmo há alguns quilômetros de distância. E depois, tudo se torna um pouco mais pessoal, a música dela nos revela verdades que são esquecidas e/ou escondidas de nós: “be wild, be free”. Até agora, de alguma maneira, no ápice de sua carreira, ela sacrificou a adoração pelo tormento, tudo pela música e arte. Mas, não vamos esquecer que a ingenuidade de Del Rey já começou uma relação com a notoriedade e infâmia. A recompensa pela amada/odiada música é que ela fala por gerações esquecidas e por gerações que estão se formando. Isso faz dela uma lenda.

Quando ela está em seu mundo, torna-se evidente que existe essa invencibilidade para ela, sua voz e sua melodia tornam-se seus batimentos cardíacos. Ela é uma pessoa que ficará conhecida na história como um “clássico” de seu tempo. No mundo de Del Rey, embora possa parecer esquisito e agradável, seu dom artístico permite que as mulheres se sintam completamente confortáveis com elas mesmas, nos encoraja verdadeiramente a fazer o que queremos e como queremos, mesmo que seja uma coisa sexy. Afinal, quem deseja viver a vida sem pecar e sem pecados, uma vida feita apenas de santos e dias de julgamento?

Del Rey não conduzirá essa vida com outra coisa a não ser a sua proeza e coragem, cada pedaço de seu talento será guardado e reverenciado por décadas. Fundamentalmente, porque é fruto de sua criação, é sua eternidade. Ela tem criado o seu próprio mundo, porque simplesmente é a única pessoa que vive nele, tendo o jazz como tema de suas canções. Existe apenas um reino para Lana, e apenas uma Lana para nós, coberta de pérolas e diamantes.

Por Gabriella M. Ramirez
Tradução por Kauanna Hino

Redação LDRA
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