Somos reis decadentes – A beleza na dor real das melodias de Lana Del Rey

por / sábado, 17 janeiro 2015 / Publicado emColunas, Textos

Reis Jhone

Somos reis decadentes

A beleza na dor real das melodias de Lana Del Rey

 

Em plena era “Ultraviolence”/love com Francesco Carrozzini e com a novidade do próximo álbum “Honeymoon”, venho fazer uma abordagem da relação de identidade que temos com nossa Lolita, retrocedendo e fazendo uma análise da música “Gods and Monsters” e a vida cinza do dia a dia.

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A primeira impressão que a maioria das pessoas acaba tendo ao ouvir uma música de Lana Del Rey é de ser algo lento e triste. Acostumados com os dias corridos e as batidas eletrônicas de festas, não damos importância ou fingimos ser mais fortes e não cuidamos das nossas feridas. Não paramos para mergulhar em nossos sentimentos, às vezes, apenas boiamos por eles.

Poesia reflexiva sobre a dor de amar, sobre o medo de vencer e a alegria em perder uma batalha. Essa poderia ser uma definição para as letras encharcadas de sentimentos misturados e amontoados, da real forma que sentimos e o coração absorve, nas músicas de Lana.

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“Gods and Monsters” é a tradução dessas estrelas decadentes que somos. Todos querem o sucesso, uns fingem não querer, mas no final, na grande maioria das vezes, somos pessoas normais como qualquer um…somos perdedores. Não que isso seja algo de todo ruim, somos guerreiros feridos, mas ainda estamos na guerra que é a vida, ainda estamos lutando e podemos obter conquistas!

Estamos em uma terra suja, vivendo com pessoas boas e ruins. A inocência é perdida no caminho, mas não é algo que devemos lamentar, pois ganhamos força para seguir em frente. Ficamos perdidos, encontramos o caminho, fazemos escolhas e provamos momentos diversos. Nem sempre em paz ou de acordo com Deus, mas mesmo assim, estamos em busca de alguém que nos faça sentir algo. Seja bom ou ruim, queremos apenas sentir, ter a certeza que continuamos no jogo, que estamos vivos!

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Apesar das atitudes de rock star, sabemos que a vida não é fácil. Em vários momentos estaremos perdidos, no entanto, a loucura conforta, entorpece a dor. Desde a solidão até as festas e bebedeiras, seguimos em frente com sonhos borrados e pensamentos tortos. Enfim, de qualquer forma, Lana me transmite que o paraíso é o milagre de se estar vivo e continuar tentando acertar em algo, no meio dessa loucura que nos deixa perdidos e confusos.

Ainda somos reis, mesmo que decadentes!

 

Por Jhone Amaral
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Jhone Amaral
Jhone Amaral, estudante de jornalismo, apaixonado pela escrita! Escritor do livro "Noites - Nascidos para morrer". Amante do som e letras fascinantes e reais de Lana!
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