Put Me In… Junkie Songs | As 10 músicas junkies de Lana Del Rey

por / domingo, 18 janeiro 2015 / Publicado emColunas, Put Me In

Destaque 3

Todo fã de Lana Del Rey já parou para analisar e refletir sobre suas canções. Provavelmente tenham notado referências às drogas. Isso não é para menos, pois, por meio de canções e entrevistas, Lana declarou já ter consumido drogas e se envolvido tanto amorosamente quanto amigavelmente com junkies. Por isso, decidimos fazer as 10 músicas de Lana Del Rey e Lizzy Grant referentes a esse assunto. Bora conferir!

 

10. Brooklyn Baby

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Em décimo lugar, nada muito pesado. É sempre bom iniciar com algo leve. Rs! “Brooklyn baby” começa com uma garota falando do namorado. O rapaz diz que ela é muito jovem para amá-lo nem conhece a “Freedomland” dos anos 70. Lana se contrapõe, diz que compõe como os poetas beats com suas anfetaminas (“I’m churning out novels like/ Beat poetry on amphetamines”). O refrão concretiza o que a jovem diz ao mostrar seu conhecimento da vida, cantar Lou Reed, ter penas (aqui com significado de liberdade) nos cabelos e que adora as poesias Beats. Quando alguém vem falar que gosta de poesia Beats, diz estar fazendo história como poetas “Beats”, logo esperamos alguém freaky, pois essa geração maravilhosa escrevia seus poemas à base de substâncias psicoativas. Então, no terceiro refrão, Lana tem “a sacada” ao cantar: “I’ve got feathers in my hair/ I get high on hydroponic weed”. Assim, nos dá aquele sentimento de liberdade com as penas no cabelo junto da sensação de relaxamento da maconha, combinação perfeita para uma fã Beat. Essa garota “wild” não para por aí, porque no final da música Lana “lacra” ao dizer que seu namorado é bacana, mas não tanto quanto ela, porque ela é de BROOKLYN, meus amores, a cidade em que os principais Beatniks viveram. Adoro essa música principalmente pela independência e autoconfiança que Lana nos transmite.

 

9. Gods and Monsters

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Nesta canção envolvente, deparamo-nos com uma Lana que vivia em Hollywood (“Garden of Evil”), na qual era uma anja cansada de ser como todos ao seu redor, por isso quer criar sua própria identidade, sair para enfrentar o mundo (“Me and god/ We don’t get along”) e se joga nada mais nada menos do que em L.A. No refrão, Lana diz que ninguém vai levar a alma dela, porque está vivendo como Jim Morrison – falecido em 1971 por overdose de heroína – (“No one’s gonna take my soul away/ Living like Jim Morrison”). Eis o grande momento em que Laninha se entrega a um homem num motel, às bebidas alcoólicas (“Motel, sprees, sprees”) e declara ser essa a vida que queria, porém, teve sua inocência perdida. Em seguida reforça: “You got that medicine I need/ Dope, shoot it up straight/ To the heart please”, ou seja, ela é nova na cidade de L.A. e precisa de medicações/drogas que ajam direto em seu coração. Aqui podemos retomar a citação de Jim Morrison. Uma droga que age rapidamente no coração pode ser referência à heroína, já que é aplicada na veia, tendo efeito quase imediato. No dia seguinte, depois de usar tanta droga, sempre rola uma deprê, por isso a canção termina de forma pessimista, com a humana Lana perguntando ao boy se ela pode ser a baby dele se for um pouquinho mais bonita. Pobre Lana, a música renderia quase uma história romântica hollywoodiana.

 

8. Is This Happiness

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Por trás da melodia suave de “Is This Happiness”, logo no primeiro verso escutamos: “I’ve been in Hollywood Hills, taking violet pills”. Lana inicia a canção já fazendo referência às pílulas violetas, entendidas como alucinógenos ou morfina, já que essas drogas costumam ser de cor roxa. Em seguida, temos nova referência à geração Beat: “Writing all of my songs about my cheap thrills”. Como já mencionado, os jovens beats usavam drogas para escreverem suas poesias, assim como Lana diz fazer nesses versos. Após essa intensidade de drogas, é contada sua paixão por um homem que possui uma arma, mas ela não tem medo, porque seu pai pode protegê-la. Porém, meio cabisbaixa, Lana questiona várias vezes seu boy se vivem de forma feliz – “Is This Happiness?”. Mais uma vez nos deparamos com as violet pills e menciona que o namorado ama pensar que é Hunter S. Thompson, jornalista de vida tumultuada que se matou com um tiro na cabeça. Daí entendemos os trechos finais da canção – “One gun on the table/ Headshot if you’re able”. Com uma coragem incrível, Lana desafia o namorado a se matar com a arma que possui se realmente acha que é como Thompson. Ai Lana, você nem devia gostar muito desse cara, até sugere sua morte, porém, podemos sentir esse relacionamento que envolve drogas, armas e perigo.

 

7. Because of You

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Peguem os fones de ouvido, vamos curtir a fala baixa de Lana em nossos ouvidos dizendo que em L.A. se vive como quer, alerta quanto às possíveis consequências de nos tornarmos malucos, por isso acredita que o amor verdadeiro pode deixá-la fora de problemas. Então, somos levados à sua juventude, quando era só uma criança, ou como ela se intitula, uma rainha da beleza bêbada (Like a drunk beauty queen). Como procurava um true love, acabou por se apaixonar por um milionário e pede para ele torná-la sã, pois o mundo em que tem vivido é louco. Louco, porque consegue várias coisas de graça. Nesse momento, temos Lana explicando o ato de conseguir drogas de forma fácil, pois é uma wild dancer. Ao finalizar a canção, Lana quase implora para o boy dizer que a ama, porque ela tem flores na cabeça, ou seja, está em euforia feat. apaixonada. O milionário nem liga para pobrezinha, assim, acaba descobrindo que aquele amor não era verdadeiro. Ok, já podemos limpar as lágrimas!

 

6.Jump

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Em Jump há uma clara referência ao suicídio, pois Lizzy Grant enxerga tudo preto e branco, como se criasse uma atmosfera “pré-morte”, para isso, basta ter a carreira de cocaína, o dealer certo, misturar cocaína e heroína to jump (pular, suicidar-se) – “Right line, right man/ Right mixture of cocaine an heroin”. Momento de choro feat. drama: Lizzy dá um tiro na cabeça às 2 da madrugada, o homem que ama parece indiferente quanto à sua morte, pois o que realmente importa para ele são as drogas. Grant, esse homem não te merece, mulher. Nós estamos aqui para te amar. Siga seus próprios conselhos que será sucesso. Seus conselhos são: “Just do what you love/ Just do what you can/ Just do what you love/ […] Do it better than. Pessoal, quer conselho melhor do que: “seja você mesmo da melhor forma que puder”? Não dá para se apaixonar por Lana Del Rey e se esquecer de Lizzy Grant.

 

5. Heavy Hitter

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Heavy Hitter tem uma letra pesada no que se refere às drogas. A canção se passa no Hotel Chateau Marmont, local conhecido pela passagem do ator James Dean e o cantor Jim Morrison. Laninha estava linda e reluzente na piscina do hotel quando entrou um homem em slow motion. Cumprimentou-o. Ele respondeu: “Lights, camera, action” (Luz, câmera, ação), mas a cantora nem se lembra, porque estava em overdose. Então, esse homem pega Lana, joga-a em seus ombros, grita para abrirem a porta da Lamborghine. Vocês acham que Lana se importou em ter uma overdose? Magina! Estava no carro de um Heavy Hitter (magnata). De forma peculiar e engraçada pede um beijo para o homem: “Let’s change our DNA” (vamos trocar nosso DNA). Como se não bastasse pega mais pesado. Chama o homem de medroso e diz ser a rainha da alquimia, pois sabe fazer misturas que os tirariam da realidade, além de possuir uma poção mágica de transe – “I got that magical trance potion”– possível menção ao ecstasy líquido. Lana é inconsequente nessa canção que envolve tanto o consumo de drogas a ponto de ter overdose. A música é deliciosa, principalmente por sua voz a la Marilyn Monroe, o clima de sedução, a indução da melodia e a sensação de liberdade que nos proporciona.

 

4. Carmen

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Carmen é mais que uma canção, refere-se à vida sexual de jovens. Inicialmente, Lana conforta Carmen, 17 anos, pois não há problema em mentir sobre a vida de luxúria que leva. Porém, Carmen tem sentimento interno de vazio, mas todos acham que vive bem, porque vai a festas cheias de drogas e bebidas e por consumi-las acha que está morrendo – “I’m dyin’, I’m dyin’”. Lana ainda mostra que “the boys, the girls”, todos são apaixonados por Carmen, mas não sabem que poderiam pagar para tê-la em suas camas. Eis o clímax da música, aquele momento de reflexão: “Looking for fun, getting high for free’/ I’m dying, I’m dying […] Street walking at night, and a star by day’/ It’s tiring, tiring”. Neste ponto Carmen sabe que está morrendo, porque seus clientes pagam-na com drogas, assim, fica high com frequência, então, fica acordada até de manhã, mas isso é exaustivo. Lana segue contando a breve história de Carmen, que – “Tying cherry knots” – dá nós em cabos de cereja, ou seja, tem fixação por sexo oral, e frequenta festas hollywoodianas – party favours – em que anfitriões dão ecstasy e cocaína aos convidados. A canção pré-finaliza com a declaração de um cliente francês que morreria se não tivesse o amor de Carmen, porque sabe que ela o ama. O desfecho final é a retomada de Lana confortando Carmen de que não há problema em levar a vida “mundana”. Essa música é linda, porque, de forma implícita, Lana nos mostra uma garota triste, que leva uma vida de mentira e sente que está morrendo por usar drogas.

 

3. Boarding School

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A terceira posição é junkie rs! Lana rompe o estereótipo de que em Boarding School (internato) vive-se uma vida regrada. Aos 14 anos a cantora foi para um internato, porém, nem parece, pois nessa canção satírica é mostrada uma escola onde se usa drogas para ficar chapado e emagrecer, faz-se amor com professores, e ainda menciona que quem quiser ficar high com ela basta ir procurá-la nos fundos, local em que consome crack e bebe Pepsi (“Baby, let’s do drugs, / Make love with our teachers/ […] I’m a vain, a pro-ana nation,/ Had to do drugs to stop the,/ F-food cravings/ If you wanna get high with me,/ I’m in the back doing crack,/ Drinkin’ p-p-pepsi”). Com o desenvolver da canção, Lana vai mais uma vez nos encorajando a fazer o que bem entendermos, mesmo que para isso seja necessário usar da sedução. Essa letra musical é forte e nos faz pensar no consumo de drogas exagerado por adolescentes. Se Lana viveu ou não em um internato com essas características não sabemos, mas que a letra é intensa, isso não tem como negar!

 

2. Florida Kilos

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Em segundo lugar, está a canção ultraviolenta Florida Kilos, na qual kilos é uma gíria para cocaína, e por conta desse nome tão junkie, não poderia deixar de estar em segundo lugar. Além do mais, qualquer semelhança entre a canção e o filme Spring Breakers não é pura coincidência, já que foi coescrita por Harmony Korine, diretor do longa metragem. Lana começa cantando sobre White lines (carreiras de cocaína) e a produção de snow (cocaína). No pré-refrão somos chamados para Flórida, pois lá Lana pode procurar cocaína e maconha. No refrão envolvente cantamos yayo (cocaína) e há o convite para que todos os viciados cantem conosco yayo – “And all the dope fiends”. Com essa loucura de cocaína pra todo lado, descobrimos onde se passa a canção, em Miami, local em que se pode ficar chapado o tempo todo e dançar durante toda a noite. Então, cantamos novamente yayo, mas dessa vez Lana chama para cantar junto todos da Florida, Colômbia (maiores produtores de maconha) e suas namoradas. Então, termina-se a música com “white lines, pretty baby/ Gold teeth, pretty baby/ Dance the night away, ou seja, com carreiras de cocaína, gold teeth (dentes de ouro) e dançando noite a fora. Agora o comentário mais GOSTOSO de TODOS: alguém se lembra de James Franco em Spring Breakers? SIIIIM! Ele tinha dentes de ouro, era dealer (traficante), e Hamorny, adoramos a cena em que ele faz um “boquete” numa pistola carregada <3. Apenas meu amor para Lana e James.

 

1. Yayo

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Em primeiríssimo lugar, claro que estaria Yayo de Lizzy Grant. Aqui temos uma garota louca para namorar um traficante que sustente seu vício por yayo. Mas vamos destrinchar essa música tão dark night <3. Logo de cara Lizzy já está apaixonada por um motoqueiro bad boy que vive num trailer obscuro vendendo yayo. O casal ruma a L.A. para um casamento rápido que pode ser que não dure tanto tempo, pois é repentino. Então, Lizzy pede para dançar com seu novo marido, já que era dançarina – “Let me put on a show for you tiger”. Completamente apaixonada, expõe de forma clara que apenas iniciou o relacionamento pelo fornecimento de droga – “I need you like/ A baby when I hold you/ Like a druggie, like I told you/ Yayo, yeah you,Yayo”. No final, como se todo os problemas tivessem sido resolvidos, como se houvesse uma luz no final do túnel, porque se casou com o dealer que queria e terá a partir daquele momento droga à vontade, e ela finaliza a música em êxtase, como se estivesse no céu – “Hello Heaven, you are a tunnel lined with yellow lights/ On a dark night/ Yayo, yeah you, Yayo”. Essa canção nos deixa desesperados quando a ouvimos, pois é extremamente depressiva, sentimos a tristeza da garota apaixonada em cada verso e não sabemos se está in love pelo novo marido ou pelo fato de conseguir ter casado com alguém que lhe fornece drogas quando quiser.

Por fim galera, eu, muito menos a equipe do LDRA, não fazemos apologia às drogas e ao sexo, apenas analisamos canções junkies de Lana. Vale lembrar também que não há intuito de expô-la ou denegrir sua imagem, estamos aqui apenas para trazer informação sobre Lana Del Rey e analisar canções que falam sobre sexo, drogas e bebida. Beijos. Espero que tenham gostado.

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Por Pedro Bossonario

Revisão: Raphaella Paiva

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pedro Bossonario
Estudante de enfermagem pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - USP, porém, Apaixonado por pinturas, livros, filmes, músicas, cantores, artistas, fotografia, tudo que envolva cultura. Gosta de criação e publicações de imagens e textos, então decidiu iniciar por uma de suas cantoras preferidas.
  • Ian Holland

    Gostei <3 e essa interpretação de Carmen que eu nunca tive antes? Fantástica!

  • João Vianini

    Boarding School me assusta.

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