James Franco revela em entrevista à V Magazine que Lana Del Rey tem uma ‘ideia para um filme’

por / sábado, 17 janeiro 2015 / Publicado emNotícias

James Franco

Ainda não saíram muitas informações a respeito, mas vazaram alguns scans da próxima edição da V Magazine e alguns quotes de uma entrevista concedida por James Franco postados no site Vulture.com, que traduzimos a seguir:

James Franco está totalmente enfeitiçado por Lana Del Rey

Nós totalmente apoiamos isso: um romance entre o indecifrável James Franco e a igualmente indecifrável Lana Del Rey. Eles são perfeitos um para o outro e ele parece saber disso ao escrever um ensaio (ou seria um poema?) sobre a misteriosa cantora na V Magazine (somente nas lojas). Sabe o que seria perfeito? Se eles fizessem um filme juntos…

Ela tem essa ideia pra um filme. Eu quero fazer isso porque é mais ou menos como um ‘Crepúsculo dos Deuses’ [filme noir de 1950]. Uma mulher está sozinha numa grande casa em em LA. Ela não quer ir pra fora. Ela começa a enlouquecer e fica paranoica porque ela sente como se as pessoas estivessem a observando. Mesmo em sua grande casa. É como um incrível filme pequeno que não sai da cabeça da Lana. É sobre ela, e não é sobre ela. Assim como sua música.

Oh sim, vocês definitivamente deveriam… fazer isso. Franco persiste na ideia de que, assim ele não é nenhum dos personagens que ele interpreta, Lana está ausente das canções que ela escreve. “[Ela] não é feita pra esta terra,” ele escreve. Ela nem ao menos vai conversar com o Franco: “Eu quis entrevistar Lana para um livro e ela disse, ‘Apenas escreva ao meu redor, é melhor se não forem minhas próprias palavras. É quase melhor se você não me entendesse exatamente, mas tentasse.‘” E sem ao menos dizer, Lana vai em frente e diz a coisa mais Lana Del Rey de todos os tempos. Essas duas crianças loucas pertencem uma a outra.

Por Lindsey Weber
Tradução por Raphaella Paiva

 

Também circulam na internet alguns outros trechos da entrevista:

“Lana passa muito tempo sozinha porque todos querem entrar” (em seu mundo)*
“Lana vive em sua própria arte e quando ela volta à Terra para entrevistas, tudo se torna uma bagunça porque ela não é feita pra essa Terra.”
“Lana se tornou minha amiga. Ela é uma musicista que é uma poeta e uma videoartista.”

*Nota do redator

 

Aparentemente, o Lana Del Rey Crew teve acesso à introdução da entrevista, a qual também traduzimos:

Houve uma história no Huffington Post sobre um repercussão no twitter contra uma nova cantora que aparentemente bombou no Saturday Night Live. Eu assisti ao vídeo, ele não era ótimo. Ela não estava transitando entre os registros altos e sobre o amor que havia bem suavemente em “Video Games”, e ela não sabia o que fazer com sua mão livre: ela tremulou desajeitadamente entre seu rosto e a lateral de seu corpo e ela periodicamente tocava o cabelo ou fazia um belo endiabrado movimento enquanto cantava, “They say the world was meant for two” [Eles dizem que o mundo foi feito para dois].

Juliette Lewis twitou, “Uau, assistir a essa ‘cantora’ no SNL é como assistir crianças de 12 anos no quarto enquanto eles fingem cantar e se apresentar #singofourtimes [o canto da atualidade].”

Na semana seguinte, Kristen Wiig, uma das integrantes do SNL, fez uma interpretação dramática de Lana na “Atualização do Final de Semana” como uma resposta – ela pegou o movimento corporal, a voz, e até a curva labial:

“Eu achei [que tinha cantado duas músicas], mas, baseado na resposta do público à [minha performance], eu devo ter parido um bebê foca enquanto cantava o hino nacional talibã.”

“Eu acho que as pessoas pensaram que eu era rígida, distante e estranha, mas há uma explicação perfeitamente explicável pra isso: eu sou rígida, distante e estranha. É o meu lance.”

Esse é o lance da Lana. Ela é estranha. Mas ela nunca quis ser uma cantora ao vivo, de qualquer forma. Se ela quisesse, ela teria feito sua música, e seus clipes, e seu lugar pra sempre.

Esse é um poema sobre Lana Del Rey.

Esse é um ensaio sobre Lana Del Rey.

Lana se tornou minha amiga. Ela é uma musicista que é uma poeta e uma videoartista.

Ela cresceu na Costa Leste, mas é uma artista da Costa Oeste.

Quando eu assisti ao material dela, quando eu ouvi o material dela, eu me lembrei de tudo o que eu amo sobre Los Angeles. Eu sou sugado para dentro de uma longa galeria de figurinos cult de Los Angeles, e de pessoas cult, a noite inteira como vampiros e motociclistas de gangues.

A única diferença entre Lana e eu é sua assombrosa voz. Isso transmite tudo. A voz é o eixo central que é rodeado pelas extensas conversas de tudo.

Meu eixo, assim como a voz dela é o eixo dela, é a minha atuação. Fora disso, eu faço todo o resto.

Eu não gosto de vampiros e motociclistas de gangue na minha vida, mas eu gosto deles na minha arte.

Lana vive em sua arte, e quando ela volta à terra para entrevistas, tudo se torna uma bagunça, porque ela não foi feita pra essa terra. Ela é feita para viver no mundo que ela cria. Ela é alguém que foi tão desapontada pela vida que teve de criar seu próprio mundo. Apenas deixe-a viver nele.

Eu sou um ator e ela é uma artista.

O lance sobre os cantores, especialmente os que escrevem suas próprias letras, é que todo mundo lê a pessoa dentro das suas canções. Um ator às vezes é ligado a seus papéis, mas um cantor é unido a suas letras como se elas fossem declarações diretas de seus pensamentos e sentimentos reais. Às vezes Lana não sabe o que dizer em entrevistas, então ela interpreta a ideia de que suas músicas são ela, e não suas criações.

Lana passa muito tempo sozinha porque todos querem entrar [no seu mundo].

Ela tem essa ideia para um filme. Eu quero fazer isso porque é mais ou menos como um ‘Crepúsculo dos Deuses’ [filme noir de 1950]. Uma mulher está sozinha numa grande casa em em LA. Ela não quer ir pra fora. Ela começa a enlouquecer e fica paranoica porque ela sente como se as pessoas estivessem a observando. Mesmo em sua grande casa. É como um incrível filme pequeno que não sai da cabeça da Lana. É sobre ela, e não é sobre ela. Assim como sua música.

Eu quis entrevistar Lana para um livro e ela disse, “Apenas escreva ao meu redor, é melhor se não forem minhas próprias palavras. É quase melhor se você não me entendesse exatamente, mas tentasse.”

Tradução por Raphaella Paiva

 

Algumas fotos e scans da próxima edição da revista já foram divulgados. Confira aqui.
A entrevista completa será traduzida assim que for divulgada

 

Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
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