‘Eu não sou exibicionista’, confira a entrevista de Lana Del Rey para o jornal italiano La Repubblica

por / domingo, 25 janeiro 2015 / Publicado emEntrevistas

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Lana Del Rey concedeu uma entrevista para o jornal La Repubblica falando um pouco sobre seu sentimento ao ser entrevistada, reação às críticas, e também comenta sobre os irmãos Caroline e Charlie, e a relação entre sua música e o Brooklyn.

 

Como esse gato parece para você? Parece como um gato selvagem?” – diz Lana Del Rey fazendo piada sobre o braço de apoio da sua cadeira “às vezes parece mais com um rato, mas eu gosto de pensar que é um gato banhado a ouro”. A cantora é surpreendentemente acessível, feliz e especialmente querida “Eu não sou muito boa em conversar, então me pergunte qualquer coisa que desejar. Eu estou aqui para isso”.

Para mim, conversar com as pessoas, como eu estou fazendo agora, é muito importante: para mim, uma pergunta é tão importante e interessante quanto as respostas.

A conversa entre nós dois durou mais ou menos duas horas, mesmo eles tendo me dito que só tinha uma hora meia.

Ela continua agradecendo pelo tempo que eu estava passando a fim de conhecê-la melhor, e diz: “Eu sou muita tímida e quase sempre fico envergonhada quando as pessoas mostram interesse nas coisas que eu faço. Eu não sou exibicionista”.

Às vezes eu leio coisas sobre mim que eu penso nunca ter dito, mas isso não muda o modo como eu reajo e falo. Eu sempre tento ser eu mesma e tudo o que eu faço é ser honesta, mas eu não consigo controlar quem escreve. Bem no começo, eu ficava muito magoada por todas as mentiras e coisas ruins que as pessoas falavam sobre mim, mas eu aprendi que ninguém deve se sentir ofendido por críticas”.

Eu sempre quis ser uma pessoa normal, porque é dessa maneira que consigo me sertir criativa. Se você não tem raízes profundas, você vai acabar ficando confuso, mas os meus pais sempre me deram muito apoio. Eles me ensinaram a ser boa comigo mesma e com os outros, eles sempre me lembravam que preciso ter paciência com as pessoas que eu amo e tenho carinho.

Eu ainda me sinto insegura musicalmente pois ainda estou à procura da minha tribo, quando eu vim aqui no Brooklyn, 9 anos atrás, eu tive esse desejo romântico de encontrar uma comunidade artística que eu pudesse me encaixar. É essa relação que eu possuo com outros artistas que me faz uma verdadeira musicista, não a quantidade de álbuns que eu vendo.

Eu estou feliz de ter ajudado Caroline a encontrar o caminho dela, e eu também amo o meu irmão Charlie, fico cheia de alegria ao saber que eu posso tê-lo ajudado a encontrar a sua direção e entrar na universidade sobre cinematografia. Quando eu estou com eles, eu nunca quero o papel de estrela, eles são sempre o centro da minha atenção.

 

Por La Repubblica
Tradução por Kauanna Hino

Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
  • Expedito Idalino

    Duas horas de entrevista e só saiu isso?

    • Ian Holland

      Acho que porque só estão as “respostas” dela de uma forma sucinta. Mas foi bem breve mesmo :/

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