Em entrevista à Billboard, Lana Del Rey revela que ‘Honeymoon’ é o nome de seu novo álbum

por / terça-feira, 06 janeiro 2015 / Publicado emEntrevistas

Metacritic

Em uma entrevista publicada há pouco no site da Billboard, Lana Del Rey falou sobre Big Eyes, filme de Tim Burton para o qual ela escreveu a música-título, The Great Gatsby, filme para o qual ela também compôs uma música e sobre Honeymoon, seu próximo álbum de estúdio. Confira a tradução a seguir:

 

Lana Del Rey é perguntada e responde: “Big Eyes” e seu próximo álbum “Honeymoon”

Lana Del Rey tem nove músicas e um cover pronto para o sucessor de ‘Ultraviolence’.

Lana Del Rey tem nove músicas escritas para seu próximo álbum, intitulado Honeymoon [Lua de Mel] — quatro dos quais “têm uma produção perfeita; eu estou procurando mais algumas canções para aproximar tudo” — e graças a sua música feita para o cinema, ela também está dentro da temporada de premiações.

Depois de seu sucesso “Young And Beautiful” em o Grande Gatsby, Harvey Weinstein chamou Lana Del Rey a fim de envolvê-la num filme da Companhia Weinstein, Grandes Olhos, de Tim Burton, a história da pintora Keane conhecida no final da década de 50 e início de 60, foi sua primeira escolha.

Como ele sabia que eu amava Tim Burton, Harvey disse, ‘por que você não compõe uma faixa-título, algo com o refrão tendo “grandes olhos?’” Del Rey se lembra. “Tim foi legal o bastante para ouvir a música, e ele gostou dela.

Big Eyes“, música que Del Rey escreveu com Daniel Heath, recebeu uma indicação ao Globo de Ouro ao lado de faixas escritas ou cantadas por John Legend e Common, Coldplay, Lorde, Patti Smith e Sia. Também uma forte competidora ao Oscar, indicações que serão anunciadas 15 de janeiro. A Billboard conversou com a cantora e compositora:

A música é tocada nos créditos finais, narrando a história que os telespectadores terminaram de ver. Houve uma frase que te deu o pontapé inicial, uma ideia particular que você queria transmitir?
Eu acho que eu tive um par de frases que surgiram e eu acho que foi o verso: “I saw you creeping around the garden/ Where are you hiding?” [Eu vi você rastejando pelo jardim/ O que você está escondendo?] Melodicamente, foi algo que surgiu rapidamente pra mim e eu gostei da ideia das trombetas chegando no refrão, compondo uma batidinha estranha e parecida com jazz. Eu sempre gosto de misturar algo que eu gosto — o jardim e as árvores apesar de ela nem sempre pintar do lado de fora. “Big Eyes” foi feita para somar o conto dela com um pouco da minha própria imagem pessoal.

Você tem uma música no meio do filme também, “I Can Fly”, que se encaixa mais na textura da trilha sonora do Danny Elfman. Qual música você fez primeiro?
Eu acho que eles sentiram que “Big Eyes” era um pouco mais melancólica e eles estavam animado
s sobre quererem [uma música] para compartilhar essa história sobre como Margaret [Keane] saiu dessa escuridão, como um tema de redenção. Eu disse, “Eu tenho uma música chamada ‘I Can Fly’, mas eu gostaria de trabalhar novamente na letra e falar mais sobre o que ela estava fazendo [no filme].” Dan [Heath] descobriu que era fácil de adaptá-la instrumentalmente ao som do Danny.

O que mais chamou sua atenção sobre Margaret?
Seu talento. Eu sou fã da arte dela e eu acho que a interpretação que ela tem do mundo e a forma como ela o via, o jeito que ela pintava era realmente interessante e lindo. Eu amo a parte do filme em que ela convence seu marido a deixá-la tentar pintar sob seu próprio nome, trabalhando nos retratos de mulheres que tinham olhos pequenos. O revendedor da arte diz [sarcasticamente] “Bem, isso é original”. É sempre interessante se lembrar do quanto as mulheres chegaram longe em termos de direitos femininos. Eu amava a forma que ela via as coisas.

Você pode comparar isso com a sua experiência em O Grande Gatsby?
O filme Grandes Olhos mudou só um pouco nesses seis meses em que estou no projeto, editado de sete para 11 minutos. Para mim, Gatsby estava sempre mudando. [O diretor] Baz Luhrman ficava no Skype por alguns dias numa tela gigante na minha frente e meu produtor e Rick Nowels em nosso estúdio. Ele não queria só uma interpretação da música — ele queria uma versão alegre estilo anos 20 e estava conduzindo via Skype. Ele gostava de ajudar em todas as diferentes interpretações e palpites instrumentais. Houve tantas versões diferentes que ela acabou se tornando a música tema.

A música Big Eyes nos dá alguma indicação de como será o som do seu novo álbum?
Ele é bem diferente do último e parecido com os dois primeiros, Born to Die e Paradise. Eu terminei meu último álbum [Ultraviolence] em março e o lancei em junho e eu tinha uma ideia pra vir logo depois. Ela está crescendo rumo a algo que eu gosto muito. Eu meio que estou me divertindo ao mergulhar dentro desse sentimento estilo noir pra esse álbum. Tem sido muito bom.

Você ainda está compondo tudo?
Eu estou fazendo um cover de “Don’t Let Me Be Misunderstood”. Depois de fazer um cover de “The Other Woman” [da Jessie Mae Robinson], eu gosto de resumir o álbum com uma música de jazz. Eu estou me divertindo com a minha versão dessa música.

Eu imagino que você esteja se baseando nas versões das músicas da Nina Simone?
“Don’t Let Me Be Misunderstood” e “The Other Woman” são minhas favoritas. Eu sou uma grande, grande fã.

 

Por Phil Gallo
Tradução por Raphaella Paiva

 

Ansiosos? Pra quem já quer ter um gostinho do próximo álbum:

Redação LDRA
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