Lana Del Rey é capa da Grazia Magazine francesa

por / quarta-feira, 17 dezembro 2014 / Publicado emNotícias

Grazia frança

Lana Del Rey é capa da edição de Janeiro da Grazia Magazine francesa. No site da revista foi publicada uma prévia bastante reveladora, em que Lana fala sobre seu próximo álbum, relacionamento com Courtney Love e James Franco, invasão de privacidade e muito mais. Confira a tradução abaixo:

 

Nós a descrevemos voluntariamente como distraída e evasiva. Os seus fãs parisienses, com os quais ela furou duas vezes em setembro, podem testemunhar. Foi necessário uma mensagem de texto e alguns telefonemas para que a cantora cujo cd Ultraviolence foi um dos eventos do ano, concordasse em dar entrevista à Grazie.

Uma recente viagem à Londres, na ocasião do British Fashion Awards, fez com que fosse aberto terreno a ela. Relaxada, apesar de uma grande timidez declarada, Lana leva um duro olhar para um ano onde as polêmicas, como de costume, não a pouparam.

 

Eu deveria ter dito não

“Quando eu ouvi novamente o meu álbum, algumas coisas, que eu sentia enquanto escrevia, me disseram agora que eu fui longe demais. Elas me colocaram em situações que eu não controlava, que eu não queria. Particularmente com os jornalistas, os da Rolling Stone, do Guardian e todos os outros que me faziam as mesmas perguntas: “Você quer mesmo se suicidar?”, “Você realmente transou para chegar a fama?”. Evidentemente, escrevendo canções como “Fucked My Way To The Top”, eu deveria saber que esse tipo de questões surgiria e deveria ter respondido um pouco fria, apenas responder ‘não’ e passado para a seguinte.”

Questionada sobre seus desejos artísticos, que ouviremos em breve em Big Eyes, de Tim Burton, disse querer novamente se colocar em questão, como quando deixou o som sintético de Born to Die para o som mais pesado de Ultraviolence. “Musicalmente, eu procuro alguma coisa diferente, refrões majestosos, orquestrações, atmosferas que evoquem os anos 50 com um toque um pouco grunge.

Um novo álbum ano que vem?

Quem irá suceder Dan Auerbach, o líder da banda “The Black Keys”, responsável pela produção de Ultraviolence? O ingles Mark Ronson – que moldou o som de Amy Winehouse – parece uma aposta, e em mais de uma faixa. “Eu o fiz escutar dez músicas que acabei de compor para esse próximo álbum. Não apenas para que ele acrescente sua assinatura habitual, soul e funk. Mas principalmente para que ele explore um som próximo da grande época do jazz…”

O lançamento de um novo álbum então não esta excluído para ocorrer ano que vem. Apenas se o perfeccionismo legendário de Lana o empurre mais para frente. Muito inspirada pelo surrealismo e artistas como Picasso ou Fellini, a cantora se diz por outro lado muito encantada pelos anos 50 ao ponto de às vezes sonhar em ser uma cantora de jazz dessa época. “Eu não estive presente nos anos 50 mas eu sinto que eu estive lá. E então quando eu estava morando em NYC, eu tive esse sonho idealizado, compartilhado com outras meninas, sem dúvida: ter uma residência em um clube, onde eu cantaria quaisquer clássicos, mas também minhas próprias canções.”

Courtney Love e James Franco, seus melhores amigos

Para 2015, ela planeja uma turnê pelos Estados Unidos, de maio a junho, com … Courtney Love. Visivelmente super amiga da viúva de Cobain, elas foram apresentadas uma à outra em uma das premiações inglesas de moda. O critério para ser seu amigo? “Eu não tenho mais que poucos amigos – Somente aqueles que se sentem como eu, conectados com o passado e com o futuro ao mesmo tempo. E não somos muitos.”

E o último eleito é… O impagável James Franco. “Uma das poucas pessoas que eu realmente senti conectado com os atores do passado, à Califórnia dos anos sessenta, à Nova York dos anos setenta.”

De qualquer forma, o que podemos sonhar para o próximo ano? Pode ser encontrar o grande amor. “Em meus relacionamentos, muitas vezes eu me sinto por fora do que está acontecendo (…) Fiel? Eu quero ser e eu ainda sou no meu coração. Se eu encontrar alguém que eu amo, eu provavelmente sempre o amarei.” Indescritivelmente romântica, não é?!

Muito mais íntimo

E tudo recomeça, fazendo a tábula rasa* até mesmo… desaparecer? A lânguida diva parece sentir-se presa “Eu penso muito em desaparecer, mas eu não posso, eu sou famosa.” Ao ponto de se sentir violada. “Tirando minha relação pessoal com a minha família, irmão, irmã, pais, toda a minha vida agora é pública. Até os meus telefonemas .. Eu não tenho certeza de que eles não são ouvidos. Você não tem idéia do que que poderiam roubar de mim… Basicamente, tirando minha complexa imaginação e minha mente, não restou mais nada muito íntimo”.
*Conceito filosófico: a mente humana nasce virgem e se aperfeiçoa a partir de suas experiências.

A confissão poderia soar miseravelmente patética, mas a risada com que conclui sua fala mostra a força mental de Miss Del Rey: ela tem os pés no chão e não parece em perigo de derrapar “Há muita gente estranha lá fora, eu sou cautelosa. Eu nado com cautela em novas águas “.

Outras confissões da sereia sulfurosa esperam por você na Grazia desta sexta-feira! (Assim que estiver disponível, traduziremos a entrevista completa)

 

Por Bertrand Rocher
Tradução por Ana Carolina Rosifini e Mateus Santana

 

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Redação LDRA
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