Lana Del Rey revela estar trabalhando em um novo disco para a Galore Magazine. Confira a tradução da entrevista e as fotos da nova edição da revista

por / quarta-feira, 03 dezembro 2014 / Publicado emEntrevistas

Galore

 

GALORE APRESENTA: LANA DEL REY MANIA

Esta capa marca o segundo aniversário da Galore. Estamos comemorando com alguém muito especial, nossa cantora favorita Lana Del Rey, que sentimos que encarna todo o carisma e apelo sexual que amamos em Galore. Fotografada por seu namorado Francesco Carrozzini na praia em Malibu, e em sua casa, em Los Angeles, Califórnia. O ensaio clássico irradia glamour atemporal de Lana e da beleza poética e misteriosa de sua música, também em parceria com o artista legal Faile como fizeram todos os gráficos incríveis e arte para esta edição especial, esperamos que você goste.

Chuck Grant: Você está trabalhando em algo novo?
Lana Del Rey: Sim, eu escrevi duas canções para o filme de Tim Burton e Harvey Weinstein chamado “Big Eyes” e eu estou trabalhando em um novo disco. Eu também estou sempre escrevendo pequenas peças para filmes independentes etc. Dan Heath e Rick Nowels são dois dos meus amigos mais queridos e produtores, e estamos sempre aprontando alguma coisa.

CG: Onde você mora e quantos carros você tem?
LDR: Eu moro em Koreatown, no leste de Los Angeles e eu tenho dois carros da Jaguar.

CG: Quem você ouve?
LDR: Eu ouço KJazz no meu celular, onde quer que eu esteja. Essa é a única coisa que eu escuto.

CG: Com quem você se dá bem no mundo musical?
LDR: Eu me dou bem com Azealia Banks, porque eu tenho as mesmas inclinações artísticas que ela e o mesmo gosto para homens.

CG: Quem você acha que você está conectado na música em um nível psíquico e psicológico?
LDR: “Cat Power” e “Father John Misty”.

CG: Com quem você mais se relaciona em termos de sua carreira agora?
LDR: Lil Kim.

CG: O que você ama?
LDR: Eu amo a praia. Eu amo quando eu tenho esses momentos raros em que eu simplesmente desligo e não me preocupo com nada – talvez coloco o rádio ligado, dirigindo de carro de Los Angeles para Santa Barbara. Talvez pego um barco ao longo da costa. Também gosto de escrever, tarde da noite, perto de Wilshire Boulevard.

CG: Eu sei que quando você morou em Nova York por 8 anos você disse que nunca iria sair, o que aconteceu?
LDR: Eu amei Nova York. Quando eu estava lá era quase minha única fonte de inspiração, mais do que qualquer outro homem, esc
ritor ou rapper, mas é mais difícil para mim estar lá agora. Eu costumava dar longas caminhadas à noite sobre a ponte de Williamsburg, ir a todos os restaurantes 24 horas com $5 e implorar os garçons para me deixarem ficar a noite toda em troca da compra de uma fatia de bolo de chocolate gigante. Eu ficava horas e lia sobre pessoas interessantes, como Karl Lagerfeld e ouvia audiobooks de Tony Robins me fazendo companhia. Gostaria de pegar o trem para Coney Island, pegar o trem de volta para o Bronx, onde eu morava no Hughes Avenue.

CG: Eu me pergunto quantos cadernos você preencheu nesses passeios de metrô…
LDR: Muitos.

CG: Para registro, eu amei esse tanque de peixes, você me deu em meu aniversário de 19 anos. Eu acredito que o tema foi ‘Chinatown’. Agora, eu sei que você não gosta de falar sobre isso, porque os jornalistas têm uma espécie de dúvida sobre seu passado, mas vamos falar sobre o trailer em que você viveu por alguns anos – eu fotografei você lá quando você tinha 22 anos e continuo a fotografar você lá por alguns anos, enquanto você estava escrevendo, se divertido e se envolvendo com o seu álbum de David Kahne (nota do tradutor: Lana Del Ray a.k.a. Lizzy Grant). Você era tão doce e feliz que você teve o seu próprio lugar para escrever e morar, e dinheiro extra com os 10.000 dólares do contrato com a gravadora independente. Foi também um momento triste para você, porque você se separou de Steven Mertens que tinha originalmente produzido esse disco e que era seu namorado na época. Eu realmente não tenho que te perguntar isto porque, como sua irmã, eu acho que eu já sei, mas você diria que este foi o seu momento mais enriquecedor como artista e mais feliz em Nova York (apesar da separação de Steven.)
LDR: [Sorriso] Sim.

CG: Você se lembra da decoração do estúdio de David Kahne? Lembro-me de estar sentada ao lado de uma urna decorativa durante uma de suas sessões de gravação. Mesmo agora, você vai trazer fitas ou laços ou ícones específicos para sessões de gravação. O quão importante é que o seu espaço reflita seu estilo pessoal?
LDR: Eu honestamente não tenho pensado nisso há tanto tempo. Eu costumava ter que ter algum tipo de talismã comigo se eu estava escrevendo. Algo ligado às letras como uma faísca ou um espelho-compacto de ouro no momento em que era realmente importante. Agora eu tenho internalizado tanto do que eu passei a amar que eu não penso nisso como grande coisa.

CG: Por que algumas pessoas te dão tanto com o que se preocupar?
LDR: Eu escolhi escrever sobre o que eu sei. Eu optei por não discutir essas histórias distantes da minha música. Isso não faz as coisas mais fáceis para mim publicamente ou em entrevistas, e eu faço entrevistas porque eu acredito que a música é boa o suficiente para me para apoiar da melhor forma possível. Às vezes quando as coisas que você diz e a forma que você aparenta não se encaixam – as pessoas são rápidas em rotular você como impessoal ou sentem que você não representa as experiências de vida que teve. Eles não são profundos o bastante pra sentir intuição

CG: Eu sei, você me disse pessoalmente, que você estava grata por seu tempo gasto com Jon Parales do New York Times, o que fez que a experiência melhor do que o resto?
LDR: Por um lado, ele tinha boas maneiras. Ele era articulado e perspicaz e ciente de que eu não tinha feito entrevistas por um ano. Ele fez o que muita gente não pode fazer, que é aferir o que uma pessoa é através da intuição e sentimento. Também conhecido como ler nas entrelinhas. Ele tem sua própria bússola moral interna e não tinha nada a ganhar dizendo mentiras

CG: Apesar das dificuldades que você teve e a relação tumultuada com a mídia, parece que as pessoas que realmente ouviram o seu álbum concordam unanimemente que Ultraviolence é rico em belas melodias e intransigentemente fiel à sua inata estética, descreva seu processo de escrita deste último álbum… foi significativamente diferente de escrever o seu primeiro?
LDR: Não realmente. Quando você tem uma verdadeira estética natural, tudo vem do mesmo lugar e continuo sentindo da mesma forma quando “explode”. Para mim, é o momento em que eu vou estar inspirada que é imprevisível. A “musa”, eu acho que você poderia chamar assim. Eu poderia ter uma jogada de sorte com uma seqüência perfeita de melodias melancólicas que vêm a mim. Ou eu poderia esperar por anos e não ouvir nada. É claro que eu sempre escrevo independente disso – mas isso é diferente de estar no fluxo e sem esforço canalizando rimas e ritmos etc.

CG: O que você faz quando a inspiração vem dificilmente?
LDR: Falar sobre inspiração só faz sentido quando você está falando com alguém que verdadeiramente já esteve inspirado e criou algo a partir disso. É difícil quando eu não me sinto inspirada e isso normalmente é um sinal de que eu não esteja vivendo direito

CG: Nós conversamos muito este ano sobre as nossas ligações pessoais a um poder superior, que tipo de papel a oração ou meditação tem em seu processo artístico?
LDR: Eu acho que eu diria que a coisa bonita sobre o sentimento ligado a algo maior é que mesmo no meu ponto mais baixo eu sempre tenho a sensação de que estou sendo cuidada.

CG: Eu vim com você para Nashville este ano, juntamente com o nosso amigo de longa data e proprietário do Electric Lady, Lee Foster. Será que você aproveitou o seu tempo lá? Eu sei que para mim foi um sonho, nós três, vivendo naquelas pequenas cabines em Mount Juliette, banheira de hidromassagem no quarto, tentando fazer com que o caminhão saia para fora da lama, os lotes de flanela, dirigindo em Nashville todo dia… Você sentiu que recebeu o que precisava do ambiente?
LDR: Sim, antes de tudo, estava longe de casa, de modo que isso foi influente em sua própria maneira. Ter você e Lee lá e, claro, a emoção de trabalhar com Dan criou um bom ambiente. Ele me deu aquele fuzz e buzz. Eu também conheci algumas meninas que eu amava, ou seja, Nikki Lane, que fotografou você para a Rolling Stone, eu acho? Ela era uma garota incrível. Eu amei o seu espírito e sua voz e todos nós indo para boates juntos durante o meu tempo lá. Isso me deu uma boa sensação acolhedora.

CG: Louco… Então, para finalizar, algum plano para o futuro?
LDR: Não propriamente.

CG: [Risos] Ok, bem, nós provavelmente devemos nos concentrar na estrada agora, as nossas 250 milhas em um I-97 estão quase terminando. Qual episódio de Snapped você quer assistir? Eu estou vendo agora, é entre uma ex-stripper de com três namorados e uma apólice de seguro de vida, OU uma dupla de mãe e filha, cujo caso de assassinato é, provavelmente, uma obra para um filme da vida.
LDR: Temos tempo para ambos.

(Som de carro) ** Tudo começou como um romance incomum entre uma jovem mulher e três homens mais velhos … **

Por Chuck Grant
Tradução por Bruno Rebelo, Giulia Coelho e Rita Miranda

Em nossa galeria já estão disponíveis os scans da revista. Confira:


 

 

Redação LDRA
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