Confira a tradução da entrevista concedida por Chuck Grant à sua irmã Lana Del Rey para a ‘Nylon Magazine’

por / quinta-feira, 02 outubro 2014 / Publicado emEntrevistas

Chuck

Para a sua edição de outubro, a Nylon Magazine colocou Lana Del Rey para trabalhar! A cantora foi convidada a tirar fotos e entrevistar sua irmã, Chuck Grant. Leia a tradução a seguir:

 

Ninguém sabe tanto de uma garota como a sua própria irmã. Então, para conhecer a fotógrafa Chuck Grant, deixamos a Nylon com, ninguém menos que a sua irmã mais velha, Lana Del Rey, para entrevistar a artista em ascensão – e tirar fotos dela.

“Eu me sinto confortável somente com alguns profissionais me fotografando; Lana está no topo dessa lista,” diz Grant. “Eu sou abençoada por poder colaborar com alguém que me inspira e me desafia a explorar o meu potencial diariamente.” Del Rey tem uma admiração mútua por sua irmã: “Chuck captura o visual equivalente do que eu faço musicalmente,” ela diz. “Eu conheci muitos fotógrafos famosos e a estética dela se destaca como uma das mais interessantes e bem desenvolvidas.

Claramente, o talento corre nos genes elegantes. Continue lendo para saber o que as duas tinham para dizer sobre fotografia, moda, e yoga.

Lana Del Rey: Descreva a sua estética quando se trata de fotografia.
Chuck Grant: Meu trabalho é muito gráfico e eu gosto do flash. A imagem tem que ser bonita e atrativa, mas também incorporar humor nas minhas fotos. Eu diria que o meu estilo é documentário de Artes Plásticas, que inclui fotógrafos como Philip-Lorca diCorcia e Tina Barney, documentando as vidas de pessoas realmente interessantes – diCorcia fez um projeto chamado Hustlers, onde ele conseguiu ajuda do governo para filmar homens que se prostituíam. É um conceito forte para mim.

Lana: Que ensaio você mais gostou?
Chuck: Eu realmente gostei de fotografar famílias Mórmons no Utah, para a New York magazine. Eles foram emoldurando a classe criativa dentro da subcultura Mórmon.

Lana: Isso é bem você; quando eu penso em você, penso em subculturas.
Chuck: É algo que eu passei tempo o suficiente falando sobre, então é natural que esses tipos de atribuições venham a mim.

Lana: Agora que você passou um tempo me fotografando na estrada, e também passou o último ano filmando em um estilo de documentário, quais são os seus planos para o futuro?
Chuck: Estou interessada em “mergulhar” no mundo da moda.

Lana: É meio estranho você ter tocado nisso, considerando que ano passado você ganhou o certificado de professora de yoga e esteve envolvida em vários treinamentos básicos de práticas orientais. Eu acho que você deve se sentir atraída por algo mais sereno.
Chuck: Eu sei! Mas agora eu quero trabalhar com pessoas que são inteligentes e sérias sobre fotografia, e exibem fotos que são sinceras e inspiradas em coisas pelas quais eu me interesso. Eu também me sinto compelida atualmente a incorporar fé no meu trabalho, seja pela fotografia, ou ensinando yoga. Eu acredito que você precisa ser um canal para o divino, e eu acho que ensinar yoga ou inspirar conversas que preencham uma foto minha com um novo senso de propósito, faz com que as fotos sejam ainda mais pessoais para mim.

Lana: Então quem você estaria interessada em fotografar no mundo da moda?
Chuck: Alguém como Lupita Nyong’o para a Cistanthe, uma marca bonita e culturamente relevante.

Lana: Existem campanhas de moda que você adorou?
Chuck: Eu amo Juergen Teller para Marc Jacobs. Juergen gosta de fotografar celebridades de maneiras chocantes. Então quando ele fotografou (modelos) não convencionalmente para Marc Jacobs, eu achei que foi um marco, para ele e para a marca

Lana: Isso me faz lembrar de um de seus projetos sobre uma ex-executiva e ex-debutante que usava listras rosas em seu cabelo e saia com homens muito mais novos.
Chuck: Sim, eu me lembro de andar no apartamento da Tina e perceber que todo o seu mundo tinha sido bem projetado – era impossível tirar uma foto ruim. O mesmo aconteceu quando eu estava filmando Leandra Medine para o blog dela, Man Repeller. Ela sabia exatamente quem era, e eu gostei disso…

Lana: Você me disse antes que gosta de simbolismo e simetria na fotografia. Por quê?
Chuck: Eu acho que qualquer um pode tirar uma foto, mas acredito que não existe uma composição prefeita. Eu gosto quando os objetos em um quadro contam a sua própria história e contém uma narrativa. Cartier-Bresson, ou qualquer um desses fotógrafos de rua tipo Friedlander ainda são relevantes hoje em dia porque o conteúdo deles foi muito marcante e importante. Mas quase o mais importante, foi a forma e beleza encontradas na sua composição. Eu me esforço para isso.

 

Por Lana Del Rey
Traduzido por Ana Luiza Guimarães 

 

Veja as fotos feitas por Lana Del Rey para a revista em nossa galeria:


Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
TOPO