Blake Stranathan fala sobre como foi trabalhar com Lana Del Rey no Ultraviolence ao site Strymon.

por / terça-feira, 26 agosto 2014 / Publicado emEntrevistas

Blake

O guitarrista da Lana, Blake Stranathan, concedeu uma entrevista ao site Strymon.com e falou um pouco sobre como foi trabalhar com a cantora durante as gravações do Ultraviolence. Confiram a tradução abaixo:

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Blake Stranathan é um guitarrista, produtor e compositor que está atualmente trabalhando com Lana Del Rey. Depois de ser um dos finalistas no reality show da MTV Making His Band aos 20 anos, Blake começou a trabalhar com artistas como Mary J. Blige, Keyshia Cole, Nicole Scherzinger e muitos outros. Atualmente ele está em turnê com Lana, e a ajudou a compor e produzir seu novo álbum, Ultraviolence.

Angela: Você pode dividir conosco como foi o processo de co-composição do novo álbum de Lana Del Rey?
Blake: Foi provavelmente a melhor experiência de minha vida. Eu estava em Nova York visitando minha família, e Lana me convidou para o Electric Lady Studio, no qual eu sempre tive o sonho de trabalhar, sendo um grande fã de Jimi Hendrix. Foi surreal estar e trabalhar lá. Ficamos lá por oito ou nove dias com o lugar todo para nós. Eu toquei guitarra em umas duas músicas que estavam praticamente prontas, mas uma manhã eu fui para o estúdio super cedo para testar alguns tons e tocar naquele lugar maravilhoso. Enquanto eu estava trabalhando em algumas progressões, Lana chegou e nós compusemos “Pretty When You Cry” naquele momento. Nada daquilo foi planejado, o que certamente ajudou a criar o clima. O mesmo aconteceu com “Cruel World”. Eu estava assistindo a um vídeo da BigSky [ferramenta usada em estúdios de gravação, atribui um efeito de reverberação às músicas; recurso que Lana usa bastante] em meu computador e mostrei a ela. Ela disse, “Caralho! Que som foda! Precisamos disso.” [risos] Então algum tempo depois, um assistente foi lá e conseguiu um para nós. No último dia, enquanto Paul Joly, o engenheiro, estava mexendo em algumas sessões, e ela me perguntou se não queria tocar em um novo pedal na sala de gravação. Eu toquei alguns acordes e começamos a compor “Cruel World” imediatamente. Gravamos a guitarra e os vocais em um take só, e depois Dan Auerbach produziu a música a partir disso. Tudo no processo de gravação e composição foi super orgânico, além de que a energia naquele estúdio era muito poderosa. Fiz os acordes de guitarra para “Flipside” na minha casa em Los Angeles, também usando o BigSky. Fiz um pequeno aúdio para ela e enviei pelo celular. Nos encontramos novamente para compor a canção dois dias depois, na casa dela, e depois fomos para um estúdio mais tarde naquele dia. Strymon definitivamente teve um grande papel na forma sonora que o álbum tomou.

Angela: Agora que softwares de gravação e equipamentos se tornaram mais acessíveis, quais são seus pensamentos sobre estúdios caseiros vs. estúdios tradicionais?
Blake: Estúdios caseiros e a tecnologia atual é uma grande vantagem. Faço a maioria das minhas criações em casa usando um Apogee Duet e meu MacBook Pro, que está cheio de programas. Isso te dá a chance de produzir demos realmente ótimas e gravar ideias sem ter que gastar tempo e dinheiro em um grande estúdio. Como resultado, através de tentativas e erros, você se torna um melhor mixer e engenheiro também. No entanto, acredito que a junção dos dois seja a melhor alternativa. Ter a oportunidade de trabalhar em suas ideias em casa, e depois levá-las a um bom estúdio. Estar em seu quarto não é mesmo que estar em um grande espaço e colaborar com outras pessoas.

blake-coachella-20141Angela: Depois de trabalhar no álbum de Lana, como você se preparou musicalmente para a turnê do álbum?
Blake: Ainda estamos acrescentando músicas aqui e ali. Há muitas faixas de guitarra nas músicas do álbum, então era importante encontrar uma alternativa que incorporasse todas elas e soasse super preenchido. É importante abordar a música com um “ouvido de produtor”, como o que você acrescentar para fazer a música ganhar vida? Durante o show ao vivo, os sons do teclado e algumas baterias são controladas fora do palco, via MIDI [base pré-gravada]. O BigSky e o TimeLine estão ligados ao MIDI, e eu fiz as programações para cada canção. Quando a próxima música começa, os pedais se sincronizam para suas entradas automaticamente. É uma grande ajuda quando se está no palco, porque eu faço diversas mudanças nas guitarras devido aos tons diferentes. Eu uso Fenders e estou sempre manipulando os tons/controle de volume e a posição das picapes. O Klon fica ligado o tempo todo, e eu tenho os Strymons no FX loop para me dar os climas necessários.

Angela: Qual dica especial você daria para um aspirante a compositor?
Blake: Esteja aprendendo constantemente e seja único. Não filtre tanto suas ideias. Confie em seu potencial.

Angela: Gostaríamos de saber se você dividiria a programação de “Flipside” no BigSky conosco.
Blake: Para a primeira parte eu usei a programação Cloud virada para 3h, com o tom virado para a picape de pescoço. Para os refrões apenas o virei a picape de ponte.

Texto por Angela
Tradução por Lucas Almeida

Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
  • Daniel Felipe

    Todo mundo ama, todo mundo quer, essa é rainha lana, uma grande mulher

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