Dan Auerbach conta sobre as dificuldades em lançar “Ultraviolence” em LP e Lana comenta sobre a reação de sua gravadora, confira a tradução da entrevista para a Rolling Stone

por / sexta-feira, 18 julho 2014 / Publicado emEntrevistas

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Enquanto aguardamos ansiosamente pelo novo álbum “Honeymoon”, vamos saber um pouco mais sobre os “bastidores” do último álbum Ultraviolence. Em julho do ano passado, a revista Rolling Stone publicou uma matéria sobre isso, Lana del Rey e o produtor Dan Auerbach comentaram um pouco sobre as dificuldades enfrentadas até Ultraviolence ser lançado como LP. Confira a seguir a tradução da matéria.

Como Lana del Rey lutou para conseguir lançar “Ultraviolence” em LP

” Teve muita palhaçada, não estou acostumado a lidar isso “, Dan Auerbach fala à Rolling Stone

 

O novo álbum de Lana del Rey, Ultraviolence, qualifica-se como o estabelecimento de uma estrela pop em 2014 – foi produzido principalmente pelo vocalist de Black Keys, Dan Auerbach, que aposta em guitarra elétrica e outros instrumentos tocados ao vivo, e nenhuma das 11 canções soa parecido como um potencial hit tocado nas rádios. E, como Auerbach revela em “Rolling Stone’s new Del Rey cover story”, as principais gravadoras de Lana (Interscope e Polydor no Reino Unido), no começo mostraram-se resistentes em lançá-lo.

“Teve muito problema com os quais eu não estou acostumado”, Auerbach fala para o experiente escritor Brian Hiatt. “ O letreiro diz, ‘Nós não iremos dar a vocês o apoio financeiro para estender essa seção a não ser que nós escutemos alguma coisa’. Então nós enviamos o agitado remix e eles odiaram, odiaram a maneira como foi remixado. E foi como “Obrigado, idiotas”… Eu acho que Lana sentiu que deveria parar de fazer o que estava fazendo. Talvez é normal para ela, mas não é normal para mim. Realmente me deixou extremamente irritado. Eu fiquei na defesa porque pra mim era uma mentira descarada.”

“A história que me contaram, ” ele continua, “é que eles brincaram com o esteriótipo dela e falaram, “Nós não iremos lançar essas gravações que você e Dan fizeram a não ser que você tenha uma reunião com o produtor da Adele. E ela falou, “Tudo bem, que seja”. E ela estava atrasada para a reunião, e enquanto eles estavam esperando, o rapaz tocou o que nós tínhamos gravado para o produtor da Adele, e ele falou, “Isso é incrível, eu não faria nada para mudar isso”. E aqui está o detalhe: Do nada, o cara disse, “É, ok, eu também acho que está bom”.

Del Rey sabe sobre o período de seis semanas na primavera passada quando “Ultraviolence” estava esquecido. “Eu quero dizer, eu acho que existiam pessoas com as quais eles queriam que eu trabalhasse junto”, ela diz. “Eu não sei quem são elas. Quando falei que tinha terminado, eles reagiram como, ‘Você tem certeza?’ ” Ela ri. “Porque eu acho que você pode ir além.”

“Eu ouvi sobre as idas e vindas em relação à música”, responde o responsável da Interscope, John Janick. “Mas do momento que eu conheci Lana , eu tenho em mente que ela tem um instinto que está morto como artista porque ela é uma artista completamente formada. Ela sabe sobre a visão que possui, sobre seu público, e cabe a nós seguí-la e deixá-la conduzir isso.”

“Nesse álbum, na minha opinião, você não quis que ela tentasse fazer alguma coisa”, adiciona o antecessor de Janick, Jimmy Iovine. “Eu senti que ela atingiu o olho de alguém. Todo mundo falando pra mim ‘Nós precisamos de um single’, me ligando da Europa. Eu falei ‘Vocês não precisam de nada’. É um trabalho completo bem coerente, e pensei que qualquer outra conversa fosse uma distração.”

De qualquer maneira, o álbum se estabeleceu na primeira posição em junho, vendendo 182.000 cópias – e Auerbach agora é um grande fã de sua colaboradora. “Toda crítica que eu escutei sobre ela foi derrubada quando eu estava no studio com ela”, ele afirma. “Do quão bom as músicas soaram, ao quão confiante ela é como cantora e como canta ao vivo bem caramba, com um microfone na mão e uma banda composta por sete pessoas. Eu quero dizer, ‘Caiam na real! Quem faz isso? Ninguém faz isso, não existe uma canção pop número um que foi gravada assim nos últimos 40, 50 anos.”

 

Por Rolling Stone
Tradução por Kauanna Hino

Redação LDRA
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