‘Parece que eu atraio histórias selvagens e experiências extremas’, leia a entrevista concedida à revista alemã Grazia

por / sexta-feira, 06 junho 2014 / Publicado emEntrevistas

Grazia

 

Lana concedeu uma entrevista para a revista alemã Grazia e falou sobre filhos, sua vida próxima ao Pacífico, família, vícios e até sobre uma seita da qual ela fez parte! Confira a tradução abaixo:

 

Ela está de volta, aliás, em todo lugar! Ela até cantou no casamento da Kim (Kim Kardashian). O seu próximo álbum, “Ultraviolence” será lançado com hits como “Shades of Cool”. Mas nós pensamos que o mais incrível foi a maneira de Lana falar abertamente conosco sobre seus altos e baixos, das suas más influências, dos seus desejos e vícios.
Primeiro o Coachella, depois Cannes, e eventualmente Versailles: recentemente Lana del Rey viajou de um concerto para outro mas quando nós a conhecemos num hotel luxuoso em Berverly Hills ela parece completamente relaxada, de fato ela vive mesmo no prédio ao lado*. A bonita cantora que redefeniu o sentido the “Retro- Coolness”, quando em 2011 ela apareceu de repente e ocupou o topo das paradas musicais, recentemente se mudou de Nova York para a praia. Então, ela chega na entrevista, como uma verdadeira garota surfista – ela usa jeans curtos, uma blusa clara e sandálias – e nos surpreende com a sua amabilidade natural que nós honestamente não esperávamos vindo da inacessível pessoa dos grandes telões…
*ela vive como uma pessoa normal

Grazia: A vida em Nova York tornou-se muito agitada para você?
Lana Del Rey: Bem, a minha gravadora fica em L.A. Eu venho de Lake Placid, um lugar nas montanhas. Então o Pacífico parece o paraíso. Agora eu ando descalça pela a areia sempre que possível.

G: E você acha que percorreu um longo caminho?
LDR: Bem, sim, mas não em relação à minha carreira. Mas em termos de estilo de vida. Eu penso que este estilo de vida na praia me assenta melhor do que a vida em Nova York. E eu amo o calor.

G: O seu status de estrela global também?
LDR: Em alguns dias eu consigo fazer isso, mas em outros eu luto com a minha identidade e eu não sei a onde pertenço. Felizmente há cada vez mais dias bons e menos dias maus. E o risco de perder o chão sob meus pés não existe mais.

G: O que lhe dá tanta certeza disso?
LDR: Eu tenho uma grande família, portanto eu não tenho de prestar realmente atenção em me manter em terra firme, acontece automaticamente. Em casa é mais sobre Charlie e Caroline e sobre o que eles querem.”

G: E eles são..?
LDR: O meu irmão e a minha irmã. Eles são mais novos que eu, 20 e 25. Eu meio que tomo conta deles. Nós vivemos todos juntos na mesma casa, somos três mais Barrie, o meu namorado.

G: Isso parece divertido.
LDR: Bem, nós todos estamos vivendo algumas grandes mudanças. Barrie deixou a sua banda, e os meus irmãos estão tornando-se adultos.

G: E por qual mudança você está passando?
LDR: Eu realmente gostaria de ter uma estabilidade emocional constante. Eu tenho tentado ter isso toda a minha vida. Sou uma pessoa observadora naturalmente reservada e calma.

G: Por ser uma estrela, você parece surpreendentemente introvertida.
LDR: Venho de uma família em que falávamos dos nossos problemas num pequeno círculo. Eu cresci fazendo isso, ao contrário das pessoas que parecem viver no Twitter e acreditar que têm sempre de fornecer informações sobre qualquer coisa.

G: Como é que você consegue não ser tão onipresente como, por exemplo, Lady Gaga?
LDR: Você pode controlar isso. Por exemplo, se você vive na periferia de uma cidade como nós vivemos, numa área com vizinhos completamente normais.

G: Quando você se torna famoso de um dia para o outro, as pessoas começam a duvidar da autenticidade da sua música.
LDR: Sim, um grande tópico. Eu sempre me senti confiante em relação à minha música. Quem não tem nada a dizer, não pode fazer música pop. Eu sei que mais tarde irei contar a minha história de vida aos meus filhos com base nas minhas músicas.

G: Como a música “Fucked My Way Up To The Top” do seu novo álbum?
LDR: É sobre uma cantora que primeiro “zombou”do meu suposto estilo não autêntico e mais tarde o roubou e o copiou. E agora ela age como se eu fosse o projeto de arte e ela a verdadeira e super artista. Meu Deus! E as pessoas acreditam nela, ela tem sucesso! Eu não devo continuar a falar disso, não vai levar a lugar algum.

G: Mas agora você tem de nos dizer sobre quem é que estava falando.
LDR: Infelizmente não posso, entende?

G: O que mais vai contar para os seus filhos (e para nós)?
LDR: Eu costumava fazer parte de uma espécie de seita que era dirigida por um guru. Ele cercou-se de moças jovens e tinha um carisma tão grande que eu não conseguia resistir também. Então eu estava nisso, que vou chamar de seita, porque eu precisava de amor e segurança. Mas depois descobri que este guru não era uma boa, mas sim uma má pessoa. Ele pensou que tinha que “destruir” as pessoas para depois poder “construí-las” de novo. No final, eu deixei a seita.

G: Maluco!
LDR: Sim, parece que eu atraio histórias selvagens e experiências extremas (risos).

G: E que mais?
LDR: A nossa família tem um longo histórico relativo a vícios. Até loucura intensa existe em nela. Logo, eu tinha um risco ainda maior do que as outras pessoas de não ser capaz de lidar com o álcool.

G: Teve?
LDR: Sim, durante dez anos não toquei numa bebida – mas de alguma maneira eu realmente gostaria de fazer isso. No fim das contas, agora sou capaz de lidar melhor com o álcool.

G: Porque você acredita nisso?
LDR: Bem, eu tive que me manter firme**. Mas eu tive que arranjar uma maneira de harmonizar o desejo – emocional e literal – por chão sólido sob dos meus pés com a ambição de evoluir como artista. Neste momento não tenho nenhuma ideia de como irei fazer isso.
**do original “I threw anchors”: “Eu joguei âncoras”

G: Então, sem filhos por agora?
LDR: Eu estaria pronta! (risos) Mas Barrie é mais novo que eu e ele ainda não está no clima para ter crianças agora.

G: Você trabalhou como modelo para H&M e Mulberry. Você sabe o que as empresas de marca veem em você?
LDR: Ufa, eu não sei! Como uma cantora indie em Nova York eu não posso me dar ao luxo de comprar e usar roupas caras, de maneira nenhuma. Provavelmente, meu rosto estava simples e coincidentemente no lugar certo à hora certa. E como diz o ditado: Vá lá enquanto estiver quente (Go there where it’s warm).

 

Tradução por Rita Miranda

Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
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