Billboard publica artigo sobre as 5 músicas mais trágicas do Ultraviolence

por / quarta-feira, 18 junho 2014 / Publicado emNotícias

Billboard

A Billboard publicou uma matéria hoje (dia 18) sobre as músicas mais trágicas do Ultraviolence e a gente traduziu pra vocês. Esperamos que gostem.

 

“Ultraviolence” da Lana Del Rey: as 5 letras mais trágicas do álbum. 

Até quando ela está cantando sobre Coca-cola, rainhas do baile, Hollywood e vídeo games – coisas que americanos supostamente gostam – Lana tem um jeito de impressionar a todos. 

O seu avanço em 2012 com o “Born to die”, fez mais do que jus ao seu título fatalista e no ano seguinte, Lana teve o seu maior sucesso até agora com o remix de “Summertime Sadness” feito pelo Cedric Gervais, uma música dançante sobre jovens amantes caminhando em direção a morte certa. O seu recente álbum “Ultraviolence” pode ser o seu álbum mais depressivo até agora, enquanto ela troca a iconografia pop-cultural de seu trabalho anterior por close-ups de uma dama em perigo.

O foco mais apertado aumenta o drama, e graças à produção gritante de Dan Auerbach, Del Rey faz uma mudança bacana para longe dos sonics exagerados de “Born to die”. Ela efetivamente puxa um Springsteen reverso, mudando de ironia da bandeira balançando para o sombrio patriotismo da America, como se o Chefe tivesse cortado “Nebraska” após “Born in the U.S.A.” ao invés do contrário. Leia para ver nossas escolhas para as letras mais trágicas do Ultraviolence. Tínhamos muitas para escolher.

“Put my little red party dress on / everyone knows that I’m a mess; I’m crazy.”
“Coloco meu pequeno vestido vermelho/ todos sabem que sou uma bagunça; Eu sou louca.”
Cruel World

Lana adora a imagem de uma rainha da beleza acabada – talvez porque essa cantora/compositora antes chamada Lizzy Grant seja uma – e no passado, ela se construiu como Marilyn Monroe e Jackie O. Em “Cruel World”, a faixa de largada do Ultraviolence, Del Rey está falando sobre delinquentes e não sobre a alta sociedade. Seu homem é um viciado em drogas e em armas, e mesmo que ela o deixe, essa frase fala com o estado mental duvidoso que é capaz de pô-la em situações similares.

 

“He used to call me poison / like I was poison ivy / I could have died right there / ‘cause he was right beside me.”
“Ele costumava me chamar de veneno / como se eu fosse uma erva venenenosa / Eu poderia ter morrido lá / porque ele estava ao meu lado.”
Ultraviolence

Na faixa título do álbum, Lana Del Rey interpreta a garota má de novo, só que dessa vez, sua postura de mulher fatal não pode mascarar sua vulnerabilidade. Seu homem a bate e diz que ela não é boa, como a letra sugere, ela aguenta – talvez até goste – para que ele não a deixe. São coisas complexas, especialmente vindas de uma mulher que gosta de ser enforcada em seus vídeos, mas uma coisa é certa: “Ultraviolence” não é a ideia de um relacionamento saudável de ninguém.

 

“Being a bad bitch on the side / might not appeal to fools like you / creeping around while he gets high / it might not be something you would do.”
“Ser uma vadia ruim às vezes / não poderia apelar para os tolos como você / rastejando ao redor enquanto ele se droga / pode ser algo que você não faria.”
Sad Girl

Com a Lana, separar a realidade da ficção é um negócio arriscado, mas “Sad Girl” pode ser uma das faixas mais autobiográficas do disco. Ela recentemente contou ao The Fader sobre um relacionamento de 7 anos com um executivo de gravadora, e enquanto ela nunca diz se ele era casado, ela se recusa a dizer o seu nome, então é possível que ela tenha experiência em ser a outra. De qualquer forma, ela parece saber como é, e aqui, ela tenta justificar um tal relacionamento romântico, dizendo para fofoqueiros cuidarem das suas próprias vidas – ela está feliz. Só que ela não está. Tudo o que ela faz é esperar enquanto esse cara faz promessas e se droga. Ela tenta ser uma “vadia má” por questão de honra, mas é óbvio que está partindo o seu coração.

 

“All those special times / I spent with you, my love / they don’t mean shit / compared to all your drugs.”
“Todos os momentos especiais / que passei com você, meu amor / não significam merda nenhuma / comparados a todas as suas drogas.”
Pretty When You Cry

Pela faixa sete, “Pretty When You Cry” um padrão de comportamento está começando a surgir. “Ultraviolence” é um disco sobre mulheres jovens apaixonadas por homens abusivos, alguns deles com problemas com drogas, alguns que dirigem Chevy Malibus. Nessa música devastante, a heroína de LDR cai na única coisa que a resta: sua beleza. Essa letra sugere um nível de auto-consciência – ela sabe que esse cara é problema – mas Lana canta com a voz trêmula de alguém que ainda não é forte o suficiente para ir embora.

 

“And as the years go by, the other woman will always spend her life alone.”
“E enquanto os anos passam, a outra sempre passará a sua vida sozinha.”
The Other Woman

Ser a segunda opção de um cara não é um bom jeito de viver, Lana termina o “Ultraviolence” com um cover de “The Other Woman” que se tornou famosa em 1959 pela Nina Simone. Como várias músicas antigas, essa tem uma melodia adorável, mas a voz da Lana surge com uma dor fantasma, como se ela estivesse vindo até nós via uma sessão espírita ou um empoeirado rádio antigo. Enquanto ela desmitifca a vida de uma amante, você pode quase sentir o perfume que ela usava para seduzir o seu amor. O que um dia foi doce agora só fede.”

 

Por Kenneth Patridge
Traduzido por Ana Luíza Guimarães

Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
  • Diego Yayo Grant

    nossa perfeito, muito bom ,estao de parabens , disse em Other Woman tudo oq me vem a cabeça , uma mulher xorosa dos anos 60 , perto do seu radio velho e lamentando ser a outra !

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