ANÁLISE | Damn You e a inocência de Lana Del Rey

por / segunda-feira, 24 fevereiro 2014 / Publicado emAnálises, Colunas

 

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Damn You é dona de uma inocência rara das músicas de Del Rey. A canção é banhada com uma certa candura, tanto na melodia como na letra, que não é uma composição muito detalhista, mas deixa clara a presença de um amor que a deixou e/ou a traiu. Porém, ao invés de descrever uma tristeza poética resultada de um amor selvagem, Del Rey prefere manter apenas a parte do amor feroz mas descrever a tristeza de um modo mais jovem e inocente, o que é notável principalmente no refrão.

A melodia vem junto confirmando toda a inocência dessa personagem que sofre de maneira tão banal. O piano e a voz aguda com finalizações “doces” de Lana ajudam a impregnar essa personalidade branda na música.

A canção no geral segue um ritmo corriqueiro, toda a divisão de ritmo e as técnicas usadas são triviais. Damn You não é uma canção com extravagâncias e novidades, a produção apenas segue o ritmo ordinário e juvenil de canções com essa compostura. O que tira um pouco essa aparência da produção é a letra que, apesar de ser muito marcada pelo refrão, que quebra um pouco a essência sempar da composição e é a linha que liga a letra à melodia designada, é bem diferenciada do estilo musical que a batida acompanha e é o que mantêm viva a marca de Lana nessa música, pois a letra contém sua singularidade.

Apesar do caráter trivial, Damn You é uma boa canção que traz, além de um sentimento puro e inocente típico de um jovem coração partido, uma parte do grande patriotismo de Lana, com um vocabulário bem “americanizado”. Com uma letra muito influenciada pela batida, uma produção onde letra e melodia não pertencem uma à outra, apenas foram ajustadas para obter uma determinada aparência.

Por Bruna Barcelos 

Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
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