ICONIC SOUL | Marilyn Monroe: O eterno amor da América, o nosso eterno amor e o eterno amor de Lana Del Rey

por / quarta-feira, 01 janeiro 2014 / Publicado emColunas, Iconic Soul

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Citada nas músicas: Body Electric, Children of The Bad Revolution, Puppy Love, Hollywood’s Dead, The Man I Love e referência em National Anthem.

Norma Jeane, mais conhecida com o nome artístico Marilyn Monroe, foi uma mulher de muitas facetas e uma personalidade impressionante, dona de um charme magnético e sendo eleita a mulher mais sensual de todos os tempos. A primeira mulher a posar para a Playboy, a mulher que se casou três vezes, a mulher que cantou para os soldados em plena jornada, a mulher que supostamente teve um caso com um dos maiores presidentes dos Estados Unidos da América.

Sem conhecer seu pai e sua mãe, ela cresceu em lares adotivos e foi abusada muitas vezes durante sua infância e pré-adolescência – uma vida difícil para uma garota que não conheceu muito do amor quando era apenas um pequeno ser descobrindo o mundo. E foi superando tudo isso que ela ingressou numa agência de modelos e, enfim, foi descoberta por uma Hollywood brilhante no auge de seus Anos Dourados, totalmente sedenta por um novo talento que lhe rendesse um sucesso assustador.

Sua beleza, seu carisma, sua sensualidade totalmente expressa em cada um de seus movimentos junto de uma voz e uma risada que hipnotizavam a todos, foi exatamente o que a fez subir ao topo número um de maior atriz e personalidade que o mundo já viu – e Hollywood não poupou artifícios para fazer Marilyn Monroe explodir em sua fama avassaladora. E o trejeito de “loura burra” sendo expresso por suas principais personagens no cinema foi talvez seu pico e seu precipício. O ar divertido, materialista e cantando “os diamantes são os melhores amigos das garotas” foram a ascensão mais espontânea e aterradora já vista em todos os tempos.

No musical “Os Homens Preferem as Louras”, Marilyn interpretou uma de suas personagens mais icônicas ao soltar sua voz ao cantarolar sobre diamantes e sair em busca de um homem mais velho e milionário que a fornecesse o melhor do mundo. E não demorou muito para ser eternizada na calçada da fama e, enfim, seguir com seu sucesso que apenas crescia e explodia entre homens e mulheres. Ela era uma verdadeira febre!

Era década de 1950 quando ela estourou em sua famosa pose ao ter seu vestido assoprado em uma grade de metrô e ser eternizada em sua sensualidade maravilhosa em “O Pecado Mora ao Lado”. E com a comédia romântica “Quanto Mais Quente Melhor”, vimos um lado ainda mais divertido e espontâneo ao descobrir a atriz esplendorosa que Marilyn Monroe era.
E ela não deixava de demonstrar sua grandeza completamente radiante! E após casar-se pela segunda vez, Marilyn viajou sozinha para a Coréia apenas para se apresentar em belas canções em frente a 13 mil fuzileiros navais dos EUA e alegrar o trabalho dos pobres soldados.

E foi assim que ela cantou “Happy Birthday” ao Sr. Presidente JFK (John F. Kennedy) em uma festa no Madison Square Garden transmitida para todo o país – apenas sua voz, seu sorriso contagiante e uma melodia que exalava magia, doçura e sensualidade. E assim vinham e revinham os rumores de que ela tinha um caso com ele (casado com Jackie O’, sua famosa Primeira-Dama) e também com seu irmão Robert Kennedy. Os boatos são infinitos ao alegarem que Jackie O’ era ciente da traição de seu marido, bem como provocações suas feitas a Marilyn.

Bela, alegre e dona de uma magia sensual na frente das câmeras – era essa a imagem da bela loura de Hollywood enquanto sua “beleza triste” ganhava um tom cada vez mais melancólico em sua vida pessoal. Ela se sentia encurralada pela indústria, presa a parâmetros e limites que sufocavam e escravizavam sua vida, fazendo com que suas inseguranças e terrores traumatizados desde sua infância viessem à tona. E foi a partir daí que a estrela começou a decair, a usar medicamentos cada vez mais fortes, bebidas alcoolizadas que aceleravam o efeito de seus remédios e fazer com que a queridinha dos Estados Unidos passasse a ser uma sombra do que era. E foi no ano de 1962, aos 36 anos de idade, que Marilyn Monroe morreu de overdose.

Marilyn Monroe e Lana Del Rey:

Lana Del Rey nunca escondeu sua admiração imensa pela atriz. E embora ela a cite em tantas músicas, algo realmente me surpreende e me faz notar tamanha fascinação: o fato de Marilyn ser considerada um ícone que ela segue e que ela acredita piamente.

Na canção The Man I Love, ela diz “tudo o que é real para mim são Marilyn e Jesus”, mostrando-nos sua verdadeira comparação ao Cristo, como uma figura a ser seguida e admirada. Em Body Electric, Lana cita que Marilyn é sua mãe, enquanto em Hollywood’s Dead é dito que um dos fatos de a Hollywood ter perdido sua luz foi a perda de sua Marilyn Monroe.

Pequenos exemplos como estes são fatos reais sobre o quanto Lana Del Rey se inspira nos atos e na figura belamente inscrita e esculpida da atriz, não deixando de colocá-la em TROPICO. Sua mãe, sua deusa, seu verdadeiro modelo – tanto que chega a ser divertido a semelhança nos trejeitos de ambas, como a melancolia por trás do belo sorriso ou o tom de voz suave e sensual.

 

E usando exatamente o que ambas têm de tão parecido, que Lana encenou o “Happy Birthday, Mr. President” na abertura do clipe de National Anthem, trajando um vestido brilhante como o de Marilyn Monroe na noite em que cantou para o presidente, assim como os melismas parecidíssimos aos finais de cada tom cantado por ambas. Uma beleza surreal e uma semelhança magnífica.

Marilyn Monroe, assim, fica como mais do que apenas uma inspiração. Ela tem aquela áurea de mãe, de amiga, de irmã. O eterno amor da América, o nosso eterno amor e o eterno amor de Lana Del Rey.

 

Por Raphaella Paiva

Redação LDRA
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