ICONIC SOUL | JFK: Uma história de poder, riqueza, amor, sexo e traição

por / quarta-feira, 08 janeiro 2014 / Publicado emColunas, Iconic Soul

JFK

 

Citado nas músicas: JFK, referência em National Anthem

Semana passada, contamos com uma coluna maravilhosa da Raphaella Paiva explicando um pouquinho de um dos maiores ícones – se não o maior – para Lana Del Rey: Marilyn Monroe. Hoje, contarei um pouco da história de um outro grande ícone da nossa diva, que, aliás, tem uma íntima ligação com a melhor amiga dos diamantes: John Fitzgerald Kennedy.Mais conhecido como JFK, foi nada mais, nada menos que o 35º presidente dos Estados Unidos. Dito como uma das figuras mais importantes e influentes de todo o século XX, durante seu breve mandato de dois anos, o país enfrentou momentos cruciais no desenrolar da tão conhecida Guerra Fria. Vindo de uma família de tradição política, poucos sabem que, muito antes de engajar em tal carreira, concluiu um Doutorado pela Universidade de Harvard (com licenciatura em Relações Internacionais) e serviu à marinha durante o conhecido ataque japonês à base de Pearl Harbor. Filiando-se ao Partido Democrata, disputou as eleições de 1960 e foi vitorioso.

JFK1

Seu mandato, em linhas gerais, foi bastante promissor: Investiu com maestria em praticamente todos os âmbitos socioeconômicos – interna ou externamente. Disseminou em todo o país a ideia de que todos os civis deveriam trabalhar em prol do país, sejam ricos ou pobres, e fortaleceu ainda mais o nacionalismo americano no que se diz ao mundo bi polarizado ao seu redor. Apenas para citar alguns famosos fatos históricos em que esteve presente: A invasão da Baía dos Porcos, Crise dos Mísseis, a construção do Muro de Berlim e os primeiros passos da Corrida Espacial e da Guerra do Vietnã, juntamente com a consolidação de Movimentos ligados aos Direitos Civis.

No entanto, apesar dessa grande imagem como líder político, sua imagem como pessoa estava bastante borrada: Seu casamento foi muito difícil e conturbado, enfrentou problemas com os abortos e as mortes precoces de seus filhos. Tentou esconder da mídia, mas foi inevitável o conhecimento da sociedade americana sobre seus casos extraconjugais que vão de figuras desconhecidas do público em geral como secretárias e moças que trabalhavam na casa branca até a tão citada estrela em ascensão Marylin Monroe.

JFK2

Acredito que sua morte foi o grande fator impulsionador para a fama que perdura até os dias de hoje. Morte esta alvo de constantes debates, teorias da conspiração e teses universitárias. John F. Kennedy foi assassinado no dia 22 de novembro de 1963, por dois tiros (que acredita-se que foram disparados por Lee Harvey Oswald), enquanto desfilava pelas ruas de Dallas, no Texas. Oswald agiu sozinho? Essa conclusão é passível de debates. Dizem as más-línguas que tratou-se de uma grande conspiração contra o presidente, e que a própria Marylin – amante mais adorada e próxima dele – estivesse envolvida em seu assassinato.

JFK3

A partir daqui, não fica difícil de descobrirmos os motivos pelos quais Lana Del Rey até escreveu uma música com suas iniciais (JFK): Sua figura icônica, quase divina para os cidadãos mais fervorosos, também apresentava uma face “feia”, mas igualmente enigmática. A forma que morreu intriga todos até hoje, suas frases, seu envolvimento com a diva americana – A pergunta mais apropriada seria: Porque NÃO seria motivo de admiração da Lana? Ao meu ver, falar de riqueza, amor, sexo e traição na cultura americana, é para falar deste homem e todos que estavam ao seu redor.

Como boa americana que é, inteligentíssima, ela nunca se limitou aos típicos causos de amor, mas expandiu-os relacionando-os sempre com a história de seu tão amado (e às vezes suavemente criticado) país. Ainda tenho minhas dúvidas a respeito da releitura que a Lana fez da vida de JFK em National Anthem – ela escolheu o A$AP, um rapper negro, para representar o presidente como forma de alfinetar o preconceito que existiu na época e ainda existe até hoje? Ou somente escolheu um rapper-ator como outro qualquer? Fica o questionamento pra vocês, lembrando que é deveras importante observar que a Lana, na grande maioria de seus clipes, opta por figuras exóticas, que fogem aos padrões naturais de beleza.

 

Por Júlia Félix

Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
Tagged under: , ,
TOPO