ICONIC SOUL | James Dean: nosso jovem, selvagem e perigosamente intenso Jimmy

por / quarta-feira, 15 janeiro 2014 / Publicado emColunas, Iconic Soul

JAMES-DEAN

 

Citado em: Blue Jeans, Children of The Bad Revolution.

O que se dizer de James Dean? Ele viveu rápido, morreu jovem, foi selvagem e se divertiu muito. O “rebelde sem causa”, também conhecido por uma personalidade complexa, fugaz, de gênio forte e um jeito hipnótico, o ator bad boy conseguiu conquistar um status que muitas pessoas famosas de Hollywood jamais conseguira.

Nascido em Indiana em 1931, o jovem sempre mostrou que veio ao mundo para se unir às artes. Desde criança já aprendendo sapateado e fazendo aulas de violino, era o orgulho de sua mãe que se inspirou no poeta Lord Byron para o segundo nome do filho (James Byron Dean), infelizmente falecendo de câncer quando seu pequeno tinha 9 anos. Jimmy, como era chamado pelos mais íntimos, foi então enviado por seu pai para morar com os tios em uma imensa fazenda, onde frequentou a escola local de Fairmount até 1949 – período em que se mudou de volta para a Califórnia com o objetivo de viver com seu pai e madrasta ao cursar Teatro na UCLA.

James Dean, no entanto, descobriu que seu grande sonho estava muito além dos teatros, então se mudou para Nova York onde fez pequenos bicos para se sustentar enquanto estudava em uma das mais lendárias escolas de atores, a Actor’s Studio. E foi quando estrelou a peça de teatro “Os Imoralistas” que o jovem chamou a atenção dos grandes nomes e, enfim, foi contratado para atuar em “Vidas Amargas”.

Já indicado ao Oscar tão rapidamente, ele se refugiava em sua paixão pela velocidade em motos e carros esportes, tendo até que assinar um contrato de que não participaria de corridas durante suas gravações.

E em 1954, ele conheceu Pier Angeli, uma bela atriz que foi seu grande amor e que, no entanto, não tinha o relacionamento aprovado por sua mãe piamente católica. Tendo seu coração destroçado, o jovem se sentiu dilacerado ao aparecer em sua moto reluzente no dia do casamento da mesma com um cantor ítalo-americano, arrancando pneu quando viu o sorriso do amor de sua vida ao se casar com outro.

Famoso, ele se afundava em pequenas farras com a futura primeira Bond-girl, fumava, bebia e alimentava sua paixão desenfreada pela velocidade. E foi em um de seus passeios pela Califórnia que Jimmy perdeu a vida em um brutal acidente aos 24 anos, tendo seu fiel Porsche 550 Spyder (apelidado de “Little Bastard”) totalmente dilacerado. Seu acompanhante sobreviveu, mas o rebelde sem causa teve seu pescoço quebrado e morreu a caminho do hospital.

Após sua morte, sua fama estourou em níveis surreais em Hollywood. “Juventude Transviada” estreou nos cinemas quando James Dean já havia morrido, mas sua fama foi inigualável junto de seu talento irremediavelmente imenso ao lado de Elizabeth Taylor no filme “Giant”, também estreado logo após seu falecimento.

O carro do jovem ficou famoso por sua estranha maldição ao ter desaparecido misteriosamente a caminho de um museu, e o querido Jimmy foi eternizado como o homem introspectivo, de beleza e talento contagiante que se foi cedo demais e se tornou um eterno jovem.

James Dean e Lana Del Rey:

“Jeans azul, camisa branca, entrou na sala e fez meus olhos queimarem. Era como James Dean, com certeza; ele não ligava para a morte e era doentio como câncer”. O que dizer do trecho de Blue Jeans onde Lana narra seu homem como um verdadeiro James Dean? Para mim, significa o ápice da hipnótica sedução perigosa e sombria em cada trejeito do enigmático ator.

Ele era um rebelde sem causa que ficou conhecido por seu papel em “Juventude Transviada” interpretando um papel que dizia mais sobre ele mesmo do que qualquer personagem inventado, usando seus jeans surrados, uma simples camisa branca, uma jaqueta vermelha como qualquer garoto dos anos 50 com um cigarro entre o sorriso de lado. O eterno jovem, o homem que se importava de menos e vivia demais, o homem que fumava, bebia, encantava a todos e tinha um olhar e um sorriso que faziam todos quererem se aproximar para sentirem um pequeno sabor daquele perigo.

O homem que vivia exatamente o tipo de vida que Lana Del Rey já viveu e que tanto descreve em suas músicas. “Viva rápido, morra jovem, seja selvagem e divirta-se”, seu lema, o lema de James Dean. Ele é a personificação do amor sempre tão narrado e caracterizado nas músicas de “Born to Die” e tantos outros unreleaseds da cantora – o ator que viveu intensamente, que teve atitudes insanas e um coração partido assim como o dela. O amor cheio de consequências e que a fez experimentar e sentir coisas além do seu próprio imaginário.

Lana compartilha muitas das experiências do jovem rebelde sem causa e talvez seja exatamente por isso que aprendemos a amá-la como sempre o amaremos também. James Dean, nosso jovem, selvagem e perigosamente intenso Jimmy.

 

Por Raphaella Paiva

Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
  • https://twitter.com/xupapepsi TitiBitch

    incrivel………. sem palavras

  • Lolita

    Que perfeito <3

  • ALBA

    <3

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