ICONIC SOUL | Elvis Presley: o eterno ídolo de Lana Del Rey

por / quarta-feira, 29 janeiro 2014 / Publicado emColunas, Iconic Soul

ELVIS-PRESLEY

 

Citado em: Body Electric, Hollywood’s Dead, American, Elvis, Hawaiian Tropic, Heartshaped Chevrolet, TROPICO.

Elvis Presley, o ícone, a lenda, o melhor cantor do século XX, o homem que iniciou e mudou toda uma cultura popular não apenas americana, mas mundial. De personalidade difícil e controversa, ele era considerado uma pessoa feliz, falante e divertida, e que por vezes poderia mudar rapidamente para alguém carrancudo e, até mesmo, infeliz. No entanto, ele possuía uma alma inegável e um coração imenso, dono de uma voz arrebatadora e de um sucesso iconicamente alarmante.

Nascido em 1935, no Mississippi, Elvis Aaron Presley foi o sobrevivente de um parto de gêmeos univitelinos, onde seu irmão Jesse Garon faleceu ao nascer. Crescendo em uma casa extremamente humilde de uma pequena cidade recentemente arrasada por um furacão, foi praticamente criado apenas por sua mãe durante os anos em que seu pai estivera preso por estelionato. Mudando-se para as casas dos avós paternos, ele se apresentava em pequenas feiras ainda quando pequeno e, ao ter seu pai liberto, ganhou dele seu primeiro violão – e, então, despertou sua verdadeira paixão pela música, sendo influenciado pelos gêneros gospel, country e R&B.

Seu sucesso foi algo estrondosamente rápido e avassalador. Após se apresentar em algumas rádios, Elvis Presley se tornou um cantor cheio de personalidade e vivacidade ao ganhar sucesso em cadeia nacional e, posteriormente, mundial. Ele era conhecido por sua voz diferente, possuidor de um timbre contagiante e belíssimo, além de ter um ritmo que, a cada sílaba que cantava, seria impossível não o reconhecer. E não podemos esquecer, é claro, do famoso apelido “Elvis, The Pelvis” devido ao seu rebolado provocante e que arrancava o coração das garotas. A mídia, porém, tentava controlar o garoto arrebatador ao censurar suas apresentações e, até mesmo, cortar as imagens do cantor da cintura para baixo.

Polêmico, divertido e agora famoso, ele tinha conquistado o mundo devido a sua perseverança – espantando todos os preconceitos que a classe branca tinha sobre sua música ser vulgar, e a classe negra que o achava indevido por cantar músicas que não condiziam com sua cor. Mas ele mostrou ser o verdadeiro rei e jamais deixou de tentar, espantando qualquer discriminação de que um “caipira sulista” poderia sim fazer boa música e atingir a fama.

Em 1958, Elvis foi convocado para servir ao exército e, aproveitando o momento para uma jogada de marketing, ele foi transferido para a Alemanha, onde ficou por dois anos. E ao retornar em 1960, ele mostrou que o verdadeiro rei do rock continuava maior e melhor do que nunca! Contrariando seus empresários, ele lançou um álbum gospel em homenagem a sua mãe que havia falecido recentemente, atingindo críticas e um sucesso incrível que espantou a todos. E como se não pudesse ficar melhor, ele atuou em filmes e ficou ainda mais conhecido e foi ainda mais apreciado por Hollywood – seu filme “Viva Las Vegas”, principalmente, tornou-se um verdadeiro momento do cinema, sendo um grande sucesso até os dias atuais.

E, então, sua vida amorosa tornou tão boa e espetacular quando sua vida profissional. Ele se casou com Priscilla Beaulieu, a partir de então conhecida como Priscilla Presley, um verdadeiro ícone da moda com seus grandes topetes e olhos verdes marcados. Em 1968, nasceu, assim, a primeira e única filha do casal, Lisa Marie Presley.

Com o passar do tempo, Elvis foi se tornando cada vez mais grandioso e considerado um talentosíssimo cantor, fazendo cada vez mais hits e shows e ganhando maravilhosas críticas sobre o amadurecimento e o alcance de sua voz. Mesmo com o fim de seu casamento em 1972, ele continuou fazendo enormes concertos e, em 1973, fez o primeiro show via satélite do mundo, sendo transmitido inclusive no Brasil pela Rede Tupi. Mas, então, algo foi decaindo aos poucos – sua saúde.

O cantor era hipocondríaco, possuía deslocamento do cólon e problemas no fígado, o que gerava dores horríveis e o fez ganhar peso. Ele fez seu último show em 1977, em Los Angeles, tocando piano. E o que se sucedeu a seguir foi um verdadeiro mistério.
Elvis teve um dia normal – jogou tênis, tocou algumas canções em sua casa e, por volta das 10 da manhã, ele teria se levantado para ir ao banheiro, sendo encontrado por sua até então namorada, às 2 da tarde. Elvis Presley estava morto por um colapso fulminante à disfunção cardíaca, causando uma imensa comoção mundial.

Elvis Presley e Lana Del Rey:

Lana Del Rey cita muito o cantor em suas canções, sempre associando-o ao seu homem, seu “daddy” – “paizinho”, apelido dado pelas garotas que namoram homens mais velhos, muito frequente de Marilyn Monroe.

Em suas músicas, é possível ver seu verdadeiro amor e admiração por Elvis, citando-o até mesmo em Hollywood’s Dead com o trecho “Hollywood está morta, Elvis está chorando” como um real símbolo de que sem ele, o mundo do entretenimento não é mais o mesmo. E é claro que ela não poderia deixá-lo de fora do curta-metragem TROPICO, colocando sua figura e sua música Always On My Mind para encerrar a cena final do filme.

No mais, Lana sempre cita o cantor como um verdadeiro rei, seu amor, o homem hipnótico e de beleza magnética e extremamente sociável. Um homem que tanto a inspira e a inspirou, um homem que viveu e viu muito desse mundo e deixou sua verdadeira e eterna marca. Até porque Elvis não está morto. Ele sempre viverá no imaginário de todos, como um verdadeiro músico, como um verdadeiro ator e artista. Assim pensaria Lana, assim pensamos nós. Elvis Presley, o eterno ídolo de Lana Del Rey.

 

Por Raphaella Paiva

Redação LDRA
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