Dark Paradise | Prólogo

por / terça-feira, 17 dezembro 2013 / Publicado emFanfics

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Paraíso: 1. Lugar de delícias, onde, ao que reza a Bíblia, Deus colocou Adão e Eva; Éden. 2. O Céu. 3. Lugar aprazível, em paz e sossego.

Escuridão: 1. Qualidade de ser escuro; falta de luz. 2. Negrume, treva. 3. Fig. Cegueira completa; ignorância.

O que você definiria como paraíso? O que você definiria como escuridão? De fato, existem definições exatas sobre essas palavras? Para os protagonistas desta história, paraíso e escuridão são dois limiares que caminham juntos, que nasceram juntos, que cresceram juntos, que morrerão juntos.
O consciente das pessoas tende a fazê-las imaginarem coisas impossíveis e relativamente inalcançáveis, criando sonhos e expectativas acima da média que nunca se realizarão. Mas e quando o próprio subconsciente cria isso? E quando o subconsciente o faz ter pensamentos loucos e insanos sobre desejos obscuros que, à primeira vista, parecem tão distantes, do outro lado do oceano? E o pior: e quando você decide ouvir esse seu subconsciente? O que aconteceria?
Você encontraria a liberdade. Você encontraria o paraíso. Você encontraria a escuridão.
E foi isso o que levou Scarlett Hathaway ao mais extremo e incessante fogo dos seus desejos. Foi essa vontade e essa insanidade em busca da liberdade que a levou até ali e a fez experimentar o melhor do céu e o melhor do inferno – ao mesmo tempo, consequentemente, sucessivamente de novo, de novo e de novo. Foi o que a fez se sentir livre – livre para experimentar a si mesma, ao mundo, às loucuras e à verdadeira e grande e infinitamente maravilhada paixão.
E foi o que a levou a Andrew Barnes – o homem que não tinha nada, mas que a fazia sentir, viver e experimentar tudo. O homem que a presenteou com a liberdade, o homem que a presenteou com a vida. O homem que a amava com cada batida do seu coração de cocaína.
Ele, cheio de segredos e de mistérios, atormentado por seus demônios e que conheceu um anjo que fez sua existência se transformar em vida. O anjo que o mostrou que o certo nem sempre é o melhor, o anjo que o mostrou que o errado pode ser hipnotizante para qualquer um. O anjo que passou a viver no paraíso obscuro.
Um anjo da guarda que se apaixonou por um anjo caído.
Scarlett, o anjo. Andrew, o demônio. Ou vice-versa. Ou 50/50. Até porque todos os seres humanos possuem desejos puros e desejos obscuros dentro de si. Basta escolher qual lado seguir.
Eles escolheram. E eles sofreram a consequência.

 

Por Raphaella Paiva

Raphaella Paiva
Escorpiana, 20 anos. Estudante de Letras - Português pela Universidade Federal de Goiás, escritora em pré-contrato e uma beatnik nascida na época errada. Descobriu Lana Del Rey em 2011 quando Video Games roubou seu coração, tornando-se uma tradutora, redatora e colunista que adora um teste do sofá no Addiction. Cinéfila que também ama jazz e blues, Pink Floyd, Arctic Monkeys, Kristen Stewart, Marilyn Monroe e qualquer coisa escrita ou filmada por Woody Allen.
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