Dark Paradise | Capítulo 10: Cola

por / terça-feira, 17 dezembro 2013 / Publicado emFanfics

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a11

“Harvey está no céu de diamantes

E ele está me deixando louca

(Eu me torno viva, viva)

Tudo o que ele quer fazer é festejar com sua linda garota”

 

O céu estava escuro e, do topo da cidade, era possível ver uma estrela cadente e outra voando como mágica e explodindo na atmosfera como partículas incandescentes de desejos pedidos. A madrugada em Los Angeles – vista das serras próximas ao letreiro de Hollywood – era sempre uma surpresa iminente entre sorrisos e olhares distantes.

E era onde estavam Andrew, Scar e seus amigos – admirando a noite que em poucas horas se transformaria em dia, de pé próximos uns aos outros, chapados, aéreos, felizes, enquanto fitavam os prédios altos e longe em meio ao céu obscuro.

A herdeira abraçou mais forte as costas do forte homem, inspirando o delicioso perfume de sua nuca quando ele apertou os frágeis braços ao seu redor. E só de pensar que eles pertenciam um ao outro, ela sorriu, erguendo-se na ponta dos pés para descansar o rosto na curvatura de seu pescoço.

E era como estar em casa.

Ela ouviu Brady tirar algo do cós de sua calça e seus olhos brilharam ao reconhecer um revólver preto brincando nos dedos do homem enquanto analisava calmamente sua nova aquisição. A ruiva Katherine sorriu abraçada a ele, esticando seu indicador e o polegar em uma falsa arma, disparando-a divertidamente na cabeça dele com o som de seus lábios.

– O que foi? – Andrew perguntou baixinho ao virar o pescoço para fitar a morena.

– Nada – Sorriu, mordiscando o lóbulo de sua orelha. – É só que armas sempre chamam minha atenção.

Ele moveu a boca num sorriso, apreciando o corpo quente colado em suas costas.

– Em um bom sentido?

– Em um ótimo sentido – respondeu maliciosamente.

E então, o britânico retirou a Desert Eagle prateada presa de sua roupa, e os olhos curiosos de Scarlett quase saltaram da órbita.

– O que acha? – indagou sorrindo, erguendo a pistola que foi rapidamente apreciada pela jovem inconsequente.

– Maravilhosa. – ela sussurrou embevecida, curvando os dedos e encaixando o objeto em suas mãos pequenas e desejosas. Segurar uma arma era como segurar uma vida e uma morte ao mesmo tempo; e a sensação era indescritível. – Vamos, atirem!

– O quê? – Andrew franziu o cenho ao ver o sorriso da morena, entregando-lhe a pistola.

– Atirem, eu quero sentir o barulho e a vibração! – falou com uma risadinha, chamando atenção de Demetri, Sam e Matt que também carregavam suas armas. – Atirem para o céu de Los Angeles!

– Garota, você é louca! – Brady riu e então apontou seu revólver para o céu que enfim renascia na manhã. – E eu adoro suas ideias!

E com um disparo para o horizonte vertical das nuvens alaranjadas e douradas que dominavam a atmosfera, o louro deu a partida para Andrew sorrir e atirar para o céu repetidas vezes, assim como os amigos que riam loucos e eram abraçados por suas mulheres que apontavam seus dedos para o nascente e fingiam disparar tiros entre risadas e gritos divertidos.

A herdeira riu alto, deliciada com aquele momento e os disparos cortando as estrelas enquanto olhava para o céu. De repente, ela sentia que estava no paraíso – um paraíso colorido pelas chamas do inferno.

O largo e belo sorriso de dentes brancos fez o inglês se embaralhar, lançando aquele olhar devastadoramente cheio e infinito de significados quando guardou sua arma de volta, enlaçando a jovem em seus braços no mesmo instante. Ela soltou uma risadinha ao sentir uma mordidinha em seu pescoço, puxando-o e fitando os olhos azuis.

– Vai voltar pra casa? – ele perguntou, olhando-a profundamente enquanto suas mãos desciam lentamente rumo ao sul.

Ela sorriu, mordendo o lábio inferior com uma expressão travessa.

– Não se você quiser. E se você não quiser também! – Deu de ombros com uma risada, jogando os braços ao redor de seu pescoço. – Foda-se. Minha casa será onde você estiver!

Andrew esboçou um sorriso safado e extremamente deliciado, apertando a cintura da garota e escorando-a numa árvore que havia logo ali. E então puxou a boca sedenta e entreaberta contra a sua, lascando-lhe um beijo de tirar o fôlego e qualquer pensamento remotamente próximo de ser coerente.

A morena gemeu em seus lábios, recebendo um apertão em seus quadris quando o britânico colocou ainda mais seus corpos.

– Você é minha casa, Scar.

Ambos sorriram maliciosos, perigosos e fodidamente divertidos e com seus corações deitados em um cobertor de aconchego e acalento pela primeira vez em anos – beijando-se fugazmente logo em seguida.

E após uma noite em claro em uma festa, um nascer do sol esplêndido com vista para os prédios cheios de vidas perdidas em Los Angeles e uma manhã presa a cigarros e longas conversas num lugar qualquer, os amigos seguiram sem rumo com suas motocicletas e suas mulheres. Eles tinham sorrisos em seus olhos, brilhos em suas peles e, mesmo por trás da feição quase cansada, sabiam que estavam plenos e felizes com suas almas enlouquecidas em um paradoxo de morfina e adrenalina.

Era como se eles possuíssem o relógio do tempo e ninguém mais pudesse lhes dizer o que fazer ou como agir. Eles se sentiam donos de suas próprias vidas, donos de seus próprios destinos, como se não estivessem ligados a uma corrente de ferro a um sistema insano de posse e alienação que simplesmente não se cansa até possuir seus corpos e suas mentes. Mas eles se viam livres naquele momento – da pior e mais errada maneira possível… mas livres.

Suas Harleys disparavam pelas estradas solitárias da Califórnia, espetando brilhos como pequenos diamantes sob o sol escaldante e a ventania ensandecida do dia. E Andrew sorriu quando sentiu o motor rugir em seus dedos e certa garota que o enlouquecia espremendo-se em suas costas ao distribuir risos divertidos com seus cabelos ao vento.

Ao invés de seguirem para a casa de alguém ou simplesmente pararem em alguma praia, eles pilotaram rumo ao deserto de imensas rochas e serras que dominava todo o leste como se fosse a paisagem de algum filme dos anos 80. Scarlett adorava aqueles lugares inabitáveis e indubitavelmente novos a que o homem sempre a levava, mas ela jamais poderia negar que gostava de toda aquela áurea e daquela novidade essencialmente perigosa e com traços de descobertas. Era como estar à mercê do universo.

– Como eu amo a América! – Anya gritou com um sorriso no rosto assim que saltou da moto de Sam, sentindo a brisa fresca saudá-la à medida que caminhava com os braços abertos e suas botas sobre o solo arenoso.

Os caras jogaram latas de cervejas uns para os outros enquanto se sentavam entre as rochas de uma pequena serra, apenas apreciando a belíssima paisagem calma e deserta do oeste. Eles adoravam ser donos de si mesmos e de seus destinos quando bem quisessem e pudessem.

Andrew puxou a herdeira para seus braços e ambos compartilharam alguns goles de Budweiser, experimentando cada sensação vibratória de seus próprios corpos com sorrisos perdidos e olhares trocados. E Brady sorriu divertidamente para Demetri quando se levantaram e sacaram suas armas potentes, atirando para o horizonte e testando suas miras com risadas e conversas altas.

– Como você os conheceu? – Scar inquiriu ao sorrir e acender um cigarro guardado na jaqueta de couro do namorado.

– Primeiro eu conheci Demetri quando ainda morávamos em Londres – murmurou meio perdido em memórias. – Vivíamos na mesma casa de abrigo, então começamos a aprontar e fazer merda juntos.

– Ótimas influências – comentou risonha ao mexer sugestivamente as sobrancelhas, disfarçando a curiosidade que brilhava em seus olhos.

– Está dizendo que eu não presto, Scarlett? – questionou perigosamente com um sorriso intenso.

– Quem sabe? – Sorriu ao tomar um gole de sua bebida. – E os outros?

– Depois que viemos pra cá, logo conheci e fiz sociedade com o Paul e fui conhecendo o restante deles que sempre frequentavam o pub.

Scarlett franziu o cenho no mesmo instante.

– Sociedade com o Paul?

– É… – Deu de ombros, tragando seu cigarro e fitando seriamente os olhos da garota. – Traficamos êxtase e ópio pra alta classe de LA.

– Meu Deus, Andrew… – Ela engoliu em seco, encarando-o. – Você não tem medo de ser pego?

– Ser pego, Scar? – perguntou com uma risada, revirando os olhos. – Estava esperando algo como “você é tão sujo!”.

Ela gaguejou por um momento, pensando em suas palavras e deixando-o deliberadamente divertido.

– Bem, você é sujo! – murmurou ao tirar o cabelo de seu rosto para poder fitar o homem. – Mas as pessoas são bem grandinhas pra saberem o que estão fazendo.

– E é por isso – Ele sorriu, deslizando os dedos pela pele macia da face da jovem. – que eu não tenho medo de ser pego.

A morena mordeu o lábio inferior, repassando cada sílaba dita. E apesar de sua consciência gritando de algum lugar, ela simplesmente sorriu e o beijou deliciosamente.

Um sorriso brincou nos lábios de ambos quando Anya disparou uma bala no ar com a espingarda em sua mão, acenando para a californiana.

– Little bitch, vem cá – chamou com aqueles olhos sombrios e castanhos que a herdeira adorava, enviando uma risada para o britânico enquanto se aproximava da amiga.

– Belo disparo! – ela elogiou com uma pitada de sarcasmo que fez a outra morena rolar os olhos.

– Você adora provocar… – Fitou-a sedutoramente, entregando-lhe a arma.

– O que eu posso fazer? – Sorriu com inocência por trás do olhar carregado de malícia. – É um dom.

– Ah, Scar… – Suspirou em diversão, rapidamente colocando as mãos da cintura. – Vamos ver do que é capaz.

Ela riu suavemente, encaixando a Remington em seus braços e dedos e fechando um dos olhos para mirar o alvo.

– Acerte aquele pano em movimento preso à rocha.

– Que a sorte esteja ao meu favor – brincou para si mesma e, sem controlar um riso baixo, apertou o gatilho e acertou uns bons metros distantes do ponto.

Anya gritou com uma risada assim como a gargalhada da bilionária logo em seguida, meneando a cabeça para seu péssimo feito.

– Definitivamente não nasci pra combater o crime.

– Muito menos realizá-los – A outra rebateu, recebendo a espingarda de volta com uma risada.

E enquanto a mulher mirava, Scar viu Andrew se aproximar com o cigarro no canto dos lábios e os olhos azuis em um misto de diversão e obscuridade.

– Vou ensiná-la, anjo – murmurou ao encará-la desejosamente, retirando a pistola prateada do cós de sua calça e destravando-a.

– Ela parece perigosa.

– Ela é – respondeu com um sorriso, pondo-se atrás da garota ao sussurrar em seu ouvido. – Tanto quando você.

A herdeira sorriu, sentindo o rapaz colado em suas costas e deslizar os braços e a arma perigosamente ao seu redor, colocando o objeto nas mãos pequenas.

– Primeiro, – sussurrou contra o seu pescoço. – segure firme a pistola com a mão direita – Rodeou os longos dedos entre a pele macia do antebraço da americana. – Então, apóie como uma concha na mão esquerda.

– Assim? – Mordeu o lábio ao indagar baixinho, sentindo os quadris do homem apertarem seu traseiro.

– Perfeito. – Sorriu contra o seu rosto, descendo as mãos para a cintura fina. – Feche um dos olhos e mire com cuidado no seu alvo. Pronta?

Ela umedeceu a boca entreaberta, sentindo o toque quente extasiá-la. Então encontrou sua mira.

– Pronta.

E ela acertou a pontaria exatamente onde devia, saltando-se levemente com o impulso da arma e sorrindo satisfeita ao se deixar ser abraçada pelo britânico.

– Acho que fui bem agora!

– Foi muito, muito bem – ele falou divertido contra o seu ouvido, colocando o cigarro nos lábios da garota e mordiscando sua mandíbula, fazendo-a se arrepiar com uma risadinha.

Assim eles ficaram por horas – rindo, beijando-se, distribuindo altas conversas e tiros ao longo do horizonte enquanto fumavam e dividiam garrafas e garrafas de Bud. Scarlett roubou uma imensa bandeira dos Estados Unidos que encontrou cobrindo a Harley-Davidson de algum dos homens e então sentiu a brisa bater em seu rosto e no enorme tecido de cores patrióticas, erguendo-a para o mundo, fazendo-a ondular atrás de si como a capa de um super-herói. Ela sentia como se tivesse uma força que a fizesse controlar a vida e, enfim, acreditar em seu destino e em todas as coisas que estariam predestinadas no livro da sua história.

Scarlett podia sentir o vento em seu rosto, o aroma seco do deserto, o som das pedras se chocando em pequenos movimentos em rajadas da brisa e a risada de Andrew se quebrando e se misturando entre assuntos e brincadeiras. Ela podia sentir o gosto quente do dia, o agridoce de suas escolhas e seus lábios umedecidos em busca de alguma bebida refrescante. Ela podia sentir a bandeira acenando enquanto ela a segurava firme acima de suas costas e cabeça, coroando-a como a rainha de sua própria vida e dona de suas próprias decisões.

E isso não é sobre sensações dos cinco sentidos que todos possuem em cada um de seus tendões. Significa sentir – saber, entender. Significa ter a plena consciência de suas opções errôneas e severas e, mesmo assim, sentir-se à vontade para experimentar tudo o que está disposto diante de si. Significa liberdade. Significa Inferno – significa Paraíso.

E foi exatamente esse o pensamento da jovem morena quando ela sorriu e deixou seus dentes moverem-se em um aconchego que ela não sentia há tempos. Era mais do que estar em casa. Era simplesmente mais.

Muito mais.

– Andrew, vamos passar no seu apê? Hoje eu quero comprar umas balinhas – Matt comentou com um sorriso em seus pequenos olhos azuis quase infantis e grandes músculos, referindo-se às pílulas de êxtase.

Scar sorriu ao virar para os garotos que conversavam enquanto os outros disputavam tiros, e ela se aproximou.

– Demorou, cara!

E com um beijo na testa de sua garota, o londrino a colocou em sua garupa ao passo em que o amigo subia na própria moto, deixando Rosalie com os outros que iriam para a casa deles depois.

– Você gostaria de algo, Matt? – A morena perguntou assim que atravessaram a porta da sala do apartamento no centro da cidade, caminhando em seus All Stars até a cozinha.

– Não, gata, estou bem! – Deu uma piscadela com um sorriso, jogando-se no sofá cinza.

– De quantas balas precisa? – Andrew perguntou do corredor.

– Uma dúzia só.

– Cinquenta pratas – falou ao rapaz, lançando-lhe o pacotinho transparente com os pequenos comprimidos ao se espalhar no estofado e ligar a televisão num canal qualquer.

– Valeu, cara! – Sorriu animado quando guardou a droga e entregou a grana. E assim que ele viu a herdeira acender um cigarro e se debruçar distraidamente no parapeito da varanda, ele se curvou para o britânico. – Ei, e a garota? Estão sérios?

Ele sorriu de canto, colocando os pés na mesa de centro.

– Acho que sim. Ela é quente pra cacete.

– Sei… – Matt riu com seu jeito de ogro inofensivo. – Mas, sério, eu gosto da Scar. Ela é divertida e sabe no que está se metendo.

– Ah, ela sabe! – O amigo o acompanhou, risonho ao dividir um maço de Marlboro jogado por ali e um isqueiro. – Essa garota ainda vai me matar de combustão uma hora dessas, mas eu realmente gosto dela.

– Acho que você tá amarrado. – provocou divertido.

– Olha quem fala, você já está quase casando com a Rose!

– Eu amo a loura, mas Deus me livre de casamento! – Ele riu, amassando a ponta do cigarro no cinzeiro.

– Se eu não conhecesse o jeito desencanado dela, diria que você está encrencado.

– Engraçadinho – Revirou os olhos, antes de sorrir. – Acabei de ter uma ideia! Tá a fim de uma aposta?

– Que aposta? – indagou desconfiado.

– Hoje vai rolar uma festa especial na Playhouse, e que tal aceitarmos a investida de alguma gata? A galera toda vai, levamos nossas garotas e quando alguma gostosa der em cima de mim ou de você, deixamos rolar e ver até que ponto Rose ou Scar percebem.

– Como é que é? – O inglês riu, soltando a fumaça do tabaco.

– Topa? Tomara que a loura esteja envolvida o bastante na dança pra não reparar! – Fez uma expressão safada em seu rosto, e o amigo o empurrou com uma risada.

– Você não presta, mas é claro que estou dentro! – murmurou e o outro soltou uma baixa gargalhada, empurrando-o de volta. Andrew se levantou enquanto ria e desferiu um pequeno soco no rosto do grandalhão, que desviou com o antebraço e bateu em seu peito. – Seu filho da puta, vem cá!

Matt riu, ganhando um chute do londrino e bagunçando a cabeleira acobreada.

– Quantos anos vocês tem? – Scar perguntou divertidamente ao atravessar a sala e seguir para o quarto, deixando os garotos sendo apenas garotos.

– E quem perder a aposta? – O moreno inquiriu com um soco no ombro do britânico.

– Que tal… – Ele deliberou, sorrindo maliciosamente em seguida. – algo ilegal? Quem perder tem que infringir alguma lei.

O amigo sorriu, concordando.

Eles eram dois cafajestes irresistíveis.

            E quando Andrew e Scarlett atravessaram a porta da boate escura, a melodia sedutora e sombria de Dark Horse, da Katy Perry, tocava alto. Milhares de pessoas rebolavam na pista de dança cheia de fumaça e luzes de néon ao som do hip hop à medida que luminárias douradas e iluminações roxas, vermelhas e azuladas dominavam o imenso salão.

A morena estava em um vestido preto com um delicioso decote em V, enormes saltos prateados nos pés e batom vermelho escarlate nos lábios cheios e provocantes. Ela sorriu para o namorado assim que ele a puxou para a pista, trajando um jeans escuro perfeitamente sensual junto de uma camisa azul de botões com as mangas na altura dos cotovelos – deixando a belíssima tatuagem em seu braço chamar atenção por onde passava.

As mãos grandes desceram pela cintura da garota, e a boca carnuda ganhou o olhar desejoso do homem, que beijou o pescoço alvo cheirando a Chanel No. 5 e o deixando completamente louco. A música entrava em seus ouvidos e fazia ambos movimentarem seus quadris, pressionando-os com vontade quando o londrino desceu seus dedos pela bunda arrebitada de Scarlett, mordiscando o lóbulo de sua orelha e ouvindo o baixo suspiro feminino.

Ele sorriu com malícia no instante em que ela deslizou as mãos por sua nuca e puxou os fios de seu cabelo, apreciando a língua e os lábios do homem contra a pele de sua clavícula e jugular, suspirando e gemendo deliciosamente junto da voz do raper e da cantora que soavam tremendamente alto ali. E o britânico apertou ainda mais seu traseiro quando ela rebolou provocantemente, sentindo um volume contra seu baixo-ventre.

– Você está um tesão essa noite, Scar – sussurrou contra o ouvido da jovem, escutando-a sorrir e deslizar o olhar para o seu.

– Hm… Ótimo adjetivo – ela comentou ao morder o lábio inferior do homem, encarando-o intensamente.

– Eu tenho uma longa lista de adjetivos, se quiser…

– Ah, é? – Sorriu, mordiscando e lambendo sensualmente a pele de seu queixo.

– Tesão, gostosa, pecado… – murmurou, olhando-a intensamente. – Minha.

– Sua? – Ergueu uma sobrancelha provocantemente, aproximando suas bocas.

– Minha.

Então ele a puxou ainda mais forte pela cintura, grudando seus quadris e beijando-a com toda a vontade que exalava em cada um de seus poros ensandecidos por aquela mulher.

E ela sorriu quando o inglês seguiu até um dos sofás do camarote na lateral da pista de dança, deixando-a entre o misto de pessoas assim que ela encontrou Anya, Rosalie e Katherine por ali, abraçando-as e se entregando às músicas deliciosamente quentes e às batidas agitadas e perigosas.

A amiga morena aproximou-se lentamente em meio ao rebolado tentador da canção, sorrindo com seus lábios vermelho-escuro para a californiana e pegando sua mão, dançando juntas e indo e voltando até o chão. Scar sorriu ainda mais, jogando seus braços entre os ombros magros da garota e encaixando sua coxa entre as dela, balançando-se deliciosamente e sentindo os tecidos de suas roupas acompanharem perfeitamente cada um de seus movimentos.

Os olhos castanhos de Anya estavam cobertos de delineador e a intensidade ali fez a herdeira morder o lábio inferior em tentação. Mas ela riu como uma boa provocadora que era, roubando um Vogue dos dedos de Katherine que estava ali perto e o colocando em sua boca, tragando o tabaco e soprando a fumaça deleitosamente conforme sua dança com a jovem.

A amiga colocou o cigarro entre o dedo médio e o indicador, retirando-o lentamente dos lábios da novata e colocando-o entre os seus próprios, sentindo a névoa abraçar seus pulmões antes de expirar novamente o ar. E ela observou as íris verdes e atentas de Scarlett seguirem cada um de seus músculos.

Quando começou a tocar alguma música da Sky Ferreira, as mulheres seguiram até a área onde os homens estavam rindo e conversando, sentados nos sofás de couro preto e de luzes sombrias e escuras, alguns degraus abaixo da grade que dava para a pista de dança.

– Sobre o que tanto conversam? – Rose indagou com uma risada, sentando-se no colo do namorado que bebericava um uísque.

– Sobre negócios – Brady sorriu com seus curtos cabelos loiros ao puxar a ruiva para seus braços.

– Sei que tipo de negócios… – Sua garota murmurou divertida.

E a herdeira riu, acomodando-se ao lado do britânico enquanto Anya se sentava com Sam. Era possível ver Demetri no bar conversando com alguma mulata de vestido brilhante, fazendo a ex bufar discretamente.

– Está se divertindo? – Andrew perguntou no ouvido da morena, que sorriu, pegando o copo de uísque de sua mão e tomando toda a dose.

– Com certeza – respondeu contra os seus lábios, beijando-o brevemente antes de despejar no vidro um pouco mais do Johnnie Walker que estava sobre a mesa de canto.

– Grace Kelly, eu estava falando com o Matt sobre Vegas hoje – A loura falou para Scar, no sofá a sua frente. – Eu e ele vamos lá esse final de semana. Você e Andrew deveriam ir também um dia desses.

– Sério? – perguntou animada.

– Sim, Las Vegas é tudo isso aqui vezes cem! – Ela riu, beijando a bochecha do moreno. – Quando está lá, você não quer mais voltar pra casa.

– Eu adorei a ideia! – Riu com agitação, deslizando uma de suas mãos pela coxa do londrino, que tomava um gole do álcool. – O que acha?

– O que você quiser – Deu de ombros com um sorriso, brindando seus copos, presos um no olhar do outro. – Só falta encontrar o melhor momento.

Logo eles surgiram com algum assunto sobre o passado negro e divertido de Brady, rindo alto enquanto fumavam e tomavam doses de ice e tequila. A herdeira ria com uma fala do louro sobre ser perseguido até Chicago uns meses antes, bebendo seu uísque quando notou Anya se aproximar dela, no estofado de couro ao seu lado.

– Gata… – ela sussurrou disfarçadamente, ganhando um olhar curioso da Hathaway. – Está a fim de um pouco mais de diversão?

E a menina sorriu ao ver pequenas pedrinhas de cocaína num saquinho transparente na mão da morena, escondida pelo sofá. As íris castanhas sorriram de volta com excitação, colocando o pequeno pacote nas mãos da jovem, que as escondeu lentamente no decote do sutiã.

– Cortesia do Sam – explicou com uma piscadela sutil, o que fez Scarlett morder o lábio inferior com um sorriso para o homem de pele amorenada ao lado da amiga.

– Andrew, querido, – murmurou no ouvido do londrino, que estava entretido com os outros amigos. – vou ao toalete com a Anya e já volto.

– Claro – Ele sorriu, e as duas pegaram nas mãos enquanto caminhavam sorridentes e maliciosas até a área escura e pouco movimentada do clube noturno.

O banheiro estava vazio quando elas abriram a porta e entraram risonhas e um pouco altas, jogando suas bolsas na bancada de mármore em frente a um enorme espelho. A moça bilionária retirou o pacotinho entre os seios e jogou a pedrinha sobre a superfície, quebrando-a com um cartão de crédito que estava nas mãos da morena e, então, separando o pó em fileiras brancas e opacas.

– Você está ficando boa nisso – A mulher comentou em diversão, enrolando duas notas de cem dólares como um perfeito canudo.

– Aprendi com os melhores – retrucou, pegando o dinheiro dos dedos de longas unhas vermelhas da amiga e encaixando-a em sua narina antes de sugar toda a carreira de cocaína. – Uau, essa é forte!

Anya riu à medida que a herdeira coçava seu nariz e via a jovem aspirar duas filas seguidas da droga. Suas cabeças pareciam dar voltas e voltas ao redor de um labirinto de paralelepípedo, tropeçando entre as pedras e fazendo as duas garotas se olharem e rirem bobamente para, em seguida, cheirarem mais uma carreira de pó e mais meia e mais outra.

Elas nem ao menos conseguiam dizer o que estavam sentindo exatamente – era como um misto de poder e excessividade de controle do seu próprio corpo que jamais poderiam explicar. Ambas até poderiam comparar aquela irrefreável sensação a ter seu primeiro beijo, ver aquele filme de terror que você tanto tem medo de ver, mas finalmente conseguira coragem, ou simplesmente poderia comparar à sensação de enfim ver aquela sua banda preferida ao vivo ou apenas sentir a brisa bater em seu rosto como um carinho abandonado num quente dia de verão.

Mas aquela sensação de ter a cocaína entrando em suas cartilagens, alimentando-se de seus neurônios e impossibilitando suas sinapses era mais forte do que qualquer poder explicável ou possibilitado pelas milhares de palavras em um dicionário. E justamente aquela impossibilidade de dizer o que sentiam era o que as fazia quererem sentir aquilo cada vez mais.

O poder era viciante.

– Eu amo isso – Scarlett sussurrou com um sorriso nos lábios e as pálpebras fechadas em apreciação, apoiando-se no mármore.

– Melhor que essa sensação, só você comigo, Hathaway. – A morena sorriu perigosa, fitando a garota com as pupilas atentas.

Ela abriu os olhos e encarou profundamente a jovem. E então esboçou um sorriso ainda mais largo, umedecendo os lábios rubros.

– Não coloque ideias na minha cabeça, little bitch.

– Eu jamais tentaria – provocou diabolicamente, até que um trio de mulheres entrou, esbaforidas e gargalhando, fazendo as duas se afastarem maliciosas e guardarem suas coisas rapidamente.

Um pop alto e eletrônico vibrava alto assim que as amigas voltaram para o salão, retornando à pequena área onde estavam antes e encontrando apenas Brady e Katherine aos beijos. A herdeira e a amiga seguiram divertidas para a pista de dança, pressionando-se entre as pessoas que rebolavam e pulavam e se divertiam deliberadamente com cada batida da música ensurdecedora.

No entanto, ao erguer suas mãos para o ar e sentir a melodia invadir seu corpo, Scarlett fitou algo entre a escuridão da boate que efervesceu seu sangue no mesmo segundo. Há alguns metros dali estavam Andrew e alguma piranha vagabunda grudada nele, atirando-se em seus braços e louca para beijá-lo – e assim que viu o sorrisinho cretino do britânico, a morena seguiu a passos apressados e insanamente furiosos até eles.

– Que porra é essa? – ela gritou coberta pelo ódio, puxando a loura pelos ombros e a empurrando. – O que você pensa que está fazendo, sua puta?

– Scar?! – O inglês a fitou com os olhos arregalados.

– Calma aí, nervosinha! Cheguei primeiro. – A outra mulher soltou um risinho superior, o que fez a californiana simplesmente surtar.

– Chegou primeiro uma ova, vagabunda!

E então, a morena tomou o cabelo alisado da vadia e o puxou com toda sua força, fazendo a loura gritar e bater loucamente em seus braços pra sair dali.

– Me solta, sua maluca!

– Você devia ter pensado nisso antes de pegar o homem dos outros, vadia desgraçada! – berrou furiosa, arrancando os tufos de cabelo platinado quando a outra berrou e conseguiu se soltar, bufando cheia de raiva.

– Você me paga!

– Você que me paga, vagabunda! – Puxou novamente a cabeça loura, voando em seu pescoço enquanto se estapeavam.

– Scar, você vai matar a mulher! – Andrew gritou, tentando tocá-la e ganhando um empurrão de volta.

– Vadia, me solta! – A garota gritou ao tentar inutilmente atingir a herdeira, que puxou seu cabelo com os olhos vermelhos de ódio.

– Sua puta desgraçada, você vai aprender a nunca mais mexer no que não é seu!

– Scar, meu Deus! – O rapaz se esquivou das unhas da namorada, puxando-a pela cintura e finalmente conseguindo parar seu acesso de ira.

– Piranha! Filha da puta! – praguejou para a loura nervosa que foi levada pelo barman, só então notando a pequena roda de pessoas que estavam assistindo tudo começando a se desfazer.

– Céus, Scar, pensei que você fosse matar a garota!

– E eu bem que deveria, cretino! – brigou com ele, estapeando seus braços à medida que se esquivava de seu aperto. – Vai dar trela de novo pra alguma vadia pra ver só, Barnes!

– Foi mal, foi só uma aposta… – Suspirou ao menear a cabeça e ver Matt levando uns bons tapas de Rosalie, que acabara de pegá-lo beijando uma mulher. – E pelo jeito, eu perdi.

– Bem feito, seu cafajeste!

– Foi mal, Scar – Os olhos azuis a encararam, e ela somente bufou de volta, tirando-o de sua frente.

– Eu vou me divertir e foda-se você, seu cretino.

– Você me adora – Sorriu safado.

– Vai pra puta que o pariu, vai! – rosnou de volta, andando para a pista de dança e fazendo Andrew suspirar ao observá-la.

            Merda, ele estava amarrado naquela mulher.

A Hathaway sentiu seu humor aliviar assim que observou o sorriso mal-intencionado de Anya entre o breu da boate e das luzes vibrantes e as pessoas dançando ao seu redor. Ela se aproximou, aceitando a dose de vodca estendida através das longas unhas e fazendo uma careta ao sentir o álcool esquentar sua garganta. A outra riu divertidamente, jogando o copo de volta em algum lugar e colando seu corpo curvilíneo ao da jovem.

– Belo show com a vadia loura – murmurou no ouvido da herdeira, que soltou uma leve risadinha, deslizando suas mãos pela cintura coberta por um belo e curto vestido vermelho.

– Ninguém mexe no que é meu.

– Ninguém? – perguntou maliciosamente, virando a morena e deixando suas costas coladas em seu corpo.

– Ninguém – falou com um sorriso distante ao sentir os lábios da amiga suavemente contra o seu pescoço à medida que as mãos caminhavam por seu abdômen.

Uma melodia quente e sensual invadia todo o ambiente, meio lenta, meio hipnotizante e deixando as duas mulheres perdidas por alguns segundos no calor de seus corpos tão próximos.

Seus quadris mexiam numa deliciosa sincronia, calma e demoradamente, fazendo Scarlett fechar os olhos e escorregar uma de suas mãos para trás e encaixá-la sedutoramente entre os fios da nuca da perigosa morena. Esta, por sua vez, deslizava as carícias rumo ao sul e então retornava para cima dolorosamente.

– O que você quer, Scar? – sussurrou ao mordiscar o lóbulo de sua orelha, deslizando a ponta dos dentes logo atrás da pele sensível.

– Anya… – Mordeu o lábio inferior. – Eu quero você.

Ela sorriu provocante, descendo a língua em seu pescoço e o chupando deliciosamente enquanto suas mãos finalmente alcançavam os seios intumescidos e os apertavam com vontade e prazer, arrancando um gemido arrepiante da menina. Os lábios em sua pele e os dedos contra o pano de seu vestido fizeram o baixo-ventre de Scarlett se contorcer em excitação.

Algumas pessoas as fitavam desejosamente, o que apenas as faziam morder os lábios e querer tudo aquilo ainda mais. E, então, a bilionária se virou para a jovem, e os olhares de ambas ficaram presos por um segundo ou dois. Era vontade, era desejo, era toda aquela vibração que ela simplesmente não podia conter – e, ao fitar por trás da cabeça da garota e ver o olhar intenso de Andrew, ela puxou delicadamente os cabelos escuros e colou sua boca à dela.

As duas gemeram ao sentir o sabor de seus lábios, suspirando assim que a herdeira os entreabriu e sentiu a língua de Anya tocar deleitosamente a sua, espalhando um gosto delicioso de morangos e uísque. As mãos da mulher apertaram a cintura fina da californiana assim que ela colou ainda mais os seus corpos e prendeu os dedos nos fios de sua nuca.

– Porra, Scar… – ela gemeu indecentemente, descendo seus beijos pelo pescoço alvo e apertando a bunda arrebitada em suas unhas, fazendo-a se arrepiar.

A pequena morena abriu os olhos embaçados de tesão, encontrando o inglês encarando-as com as íris de um azul tremendamente tentador. Era um misto apaixonante de vontade, excitação e vingança que fez seu membro pulsar dolorosamente em suas calças.

Scarlett sorriu antes de beijar outra vez os lábios da garota, escorregando sua língua rumo ao ouvido quente ao ofegar.

– Está a fim de uma brincadeira a três?

– É sempre uma das minhas preferidas – murmurou com um sorriso safado que fez a jovem suspirar, puxando-a pela mão até um corredor escuro do clube noturno. Não sem antes, é claro, sorrir maldosamente para o namorado e chamá-lo com o indicador.

A música sexy e quente ainda soava alto de todos os lugares, e a herdeira colou sua boca à da morena, entrelaçando suas línguas à medida que suas longas unhas negras caminhavam perigosamente entre as pernas da jovem, encostando-a na parede.

– Merda – ela resmungou sensualmente em meio a um gemido ao sentir o toque por baixo de seu vestido vermelho.

Scar ergueu as mãos da garota sobre a sua cabeça, afastando a calcinha de renda e tocando o clitóris inchado de desejo. E no mesmo instante, o corpo grande e másculo do britânico chegou por trás da americana, mordendo seu pescoço enquanto as mãos deslizavam por seus quadris.

– Você é tão gostosa – A californiana disse provocante, escorregando sua língua pelo pescoço e o decote maravilhoso da morena.

– As duas são um tesão – Andrew murmurou no ouvido de sua garota, descendo o toque pelo traseiro delicioso antes de infiltrar seus dedos por dentro da pequena calcinha e, então, deslizar seu aperto pela bunda macia e a entrada molhada de Scarlett.

– Puta merda – As duas mulheres gemeram no mesmo instante, assim que a herdeira massageou ainda mais seu clitóris e adentrou dois dedos na intimidade que gotejava prazer.

O polegar da menina acariciava desejosamente o corpo de Anya enquanto estocava seus dedos lentamente na entrada apertada e tão úmida, sentindo o londrino retirar os próprios dedos de dentro da namorada quando ele afastou a calcinha, abrindo o zíper de seu jeans e fazendo Scarlett morder o lábio em antecipação.

– Diga-me, Scar, – ele gemeu contra o seu pescoço, massageando sua ereção e pincelando-a deliciosamente contra o traseiro da morena. – Anya está tão molhada quanto você?

– Oh, sim… – Arquejou com um fio de voz, segurando um pequeno gritinho quando ele, enfim, a penetrou completamente. – Porra.

– Que delícia, Scar – Suspirou ao estocar seu membro em um vaivém delirante contra o corpo quente e apertado da californiana, apoiando uma de suas mãos na parede enquanto a outra deslizava indiscretamente pelos seios de sua mulher.

Ela penetrou mais um dedo na entrada de Anya e ambas gemeram ainda mais, com suas mãos, seus corpos, seus movimentos em uma sincronia perfeitamente delirante e fodidamente pecaminosa. Uma, duas, três estocadas e gemidos e suspiros contra os pescoços uns dos outros, suas mãos correndo por seus seios, beijos nos lábios, nos pescoços, trocas de línguas ásperas com sabor de malte e vodca, contendo gritos, gemidos altos e prazeres deliciosos que não podiam ser contidos.

– Puta que pariu – Anya gemeu alto contra os lábios da herdeira e, então, com os ritmos agitados, desenfreados e correndo em um prazer indiscutivelmente implacável, ela encontrou seu ápice, gozando nos dedos de Scarlett que gozava junto de Andrew – tremendo, ofegando, suados e desesperados com cada veia de seus corpos sentindo cada pontada do clímax.

E a bilionária soltou uma risada alta e divertida nos lábios cheios, escorando no peito do britânico e lambendo os dedos deliciosamente adocicados.

– Nós somos loucos.

– Fodidamente loucos – Anya riu, abaixando seu vestido à medida que Scar e Andrew se beijavam rapidamente.

– E eu adoro isso.

“Drogas, sugue isso

Como sorvete de baunilha

Não me trate mal, trate-me muito bem”

Por Raphaella Paiva

Raphaella Paiva
Escorpiana, 20 anos. Estudante de Letras - Português pela Universidade Federal de Goiás, escritora em pré-contrato e uma beatnik nascida na época errada. Descobriu Lana Del Rey em 2011 quando Video Games roubou seu coração, tornando-se uma tradutora, redatora e colunista que adora um teste do sofá no Addiction. Cinéfila que também ama jazz e blues, Pink Floyd, Arctic Monkeys, Kristen Stewart, Marilyn Monroe e qualquer coisa escrita ou filmada por Woody Allen.
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