‘Eu estou feliz por ser quem eu queria ser’, confira a tradução completa da matéria e da entrevista concedidas à revista L’Officiel

por / segunda-feira, 15 abril 2013 / Publicado emEntrevistas

L'Officiel

 

A edição de abril da revista francesa L’Officiel traz Lana na capa, além de uma matéria e uma entrevista muito interessante. Confira abaixo a tradução.

 

Apesar do que dizem, a moda não é um recomeço eterno. Ela evolui enquanto assiste seu tempo mas, certamente, não se esquece. Mais do que nunca, os ícones do passado inspiram as silhuetas de hoje. E disso Lana Del Rey entende bem. Melhor que qualquer um, ela interpreta pessoas que a assombram. Em nossas séries, vestidos de renda a transformam em uma perturbadora diva hispânica. Em outro sentido, veste capas étnicas, jaquetas de kimono e sobretudos, espalhando a fragrância de uma aventureira dos anos setenta. As jaquetas metálicas com reflexos dourados estão perpetuando os mitos glam rock e disco, de modo que os smokings da temporada evocam o boêmio chique da antiga Hollywood. Impossível, portanto, não pensar nas coleções que inspiraram o ícone Lana Del Rey.

Lana Del Rey é como uma droga. É claro que como em qualquer forma de vício, ela causa efeitos negativos. A rejeição, a condenação. Exceto neste caso, é excessiva. Não há nada de prejudicial ou que requeira alguma forma de prevenção. Deixe-nos parar por dois minutos e nos perguntar se precisamos gostar dela ou não, se ela é sincera ou não. Em ambos os casos, é um debate que passa por ela. Porque surpreendentemente, encontramos uma menina jovem e espiritual, sorridente e boa em sua pele. Mas por que “surpreendentemente”? Por que Lana Del Rey provoca tanto preconceito? Certamente porque ela vive seu trabalho, a ponto de torna-se ele. A ponto de nos dar a impressão de que ela está vivendo em um de seus clipes, e que ela fala tão melancolicamente quanto canta.

Nós revertemos para a falta de sinceridade. A mistura está errada. Com Lana, não estamos arrependidos, e sim contemplando uma era. Às vezes, quando a moral não está lá, nós buscamos algum conforto em nossas lembranças mais agradáveis. Essa abordagem comum, Lana aplica a memória e o espaço-tempo com mais intensidade. Ela faz vivermos a beleza de ontem com a de hoje. Basicamente, ela não quer nos fazer tristes, apenas nos confortar. Mas nenhuma droga é dona de seu efeito.
Teste você…

 

L’Officiel: Você é americana, mas você parece ser europeia de alma.
Lana Del Rey: Sim, completamente. Eu vivi por quatro anos em Londres, e me senti em casa. Eu amo as paisagens americanas, os oceanos e montanhas da California, a cidade de Nova York, eu me sinto conectada com a Europa.

L’Officiel: Culturalmente?
Lana Del Rey: Também. Mas naturalmente de fato. Eu não sei porque.

L’Officiel: Isso sempre te atraiu?
Lana Del Rey: Não, não no início. Eu vim um pouco por acaso. Eu fui atraída pela Califórnia, mas eu terminei na Europa. E eu adorei. 

L’Officiel: Seus primeiros clipes são cheios de imagens vintage americanas. Você tem essas imagens europeias também?
Lana Del Rey: Sim, Mônaco… Finalmente a ideia de Mônaco. O que deve olhar Cannes também. E Paris, é claro. Eu achei muito romântico, e combinando com o meu amor por certos filmes, a nostalgia da minha própria vida, minhas lembranças pessoais, tomaram forma.

L’Officiel: Você foi para esses lugares desde então?
Lana Del Rey: (Ela sorri). Sim!

L’Officiel: Estavam a altura das ideias que você teve?
Lana Del Rey: (Ela ri, maravilhada). Oh sim. Melhor às vezes. Hoje eu vou para tantos lugares diferentes, é interessante porque conhecemos mais um só lugar, onde nos sentimos conectados ou não. Eu viajei muito e sou limitada às paisagens e pessoas que conheci, isso me mudou. Realmente me fez uma outra pessoa.

L’Officiel: Isso faz você querer viver para sua família, seus amigos?
Lana Del Rey: Minha irmã é fotógrafa, ela está fazendo grande parte das minhas fotos por anos. Ela é muito talentosa. Quando isso cresceu nós tivemos que continuar a fazer isso juntas. Meu irmão mais novo tem 19 anos, mas vai comigo para vários lugares. Eu também tenho uma casa na Califórnia, nós vamos juntos.

L’Officiel: Você vive tudo em família, então?
Lana Del Rey: Isso é importante. Mas não só com a família, com os amigos também.

L’Officiel: Sua música agrada tanto meus pais quanto os rappers independentes. Como explicar isso?
Lana Del Rey: Fico feliz de ouvir isso. Quando eu voltei para os Estados Unidos, eu não senti muito isso. Eu me sinto mais apreciada aqui.

L’Officiel: Seu lugar musical é mais aqui?
Lana Del Rey: Hum, eu não sei. Eu realmente gosto da música americana, eu amo The Doors, Nirvana… mas nesse momento, é aqui onde é bom. E também na California tem um movimento musical que me atrai.

L’Officiel: Como você cria sua música?
Lana Del Rey: Eu conheci muitos produtores, e eu acabei por achar esses três caras com quem eu trabalho hoje exclusivamente. Em geral, eu tenho a ideia da canção – os textos e a melodia, por exemplo – e apenas dou a eles. Eles vão criar, em seguida, os acordes e o ritmo.

L’Officiel: Você pega seu telefone e se grava então.
Lana Del Rey: Sim, é isso! Eu faço isso. (Ela imita a cena divertidamente).

L’Officiel: Você colaborou bastante com um francês que gostamos, Yoann Lemoine (Woodkid), como foi que você o conheceu?
Lana Del Rey: (Ela ri). Yoann veio para Londres há dois anos. Ele propôs no twitter que fossemos jantar, e eu aceitei. Eu não conhecia ninguém, eu não tinha nenhum amigo aqui. Foi muito difícil. Ele me disse que gostou da minha música e que seria a primeira pessoa a fazer um clipe para ela. Alguns meses depois, nós estávamos no castelo de Fontainebleau para criar o clipe de Born To Die.

L’Officiel: Você teve a impressão de que o castelo era seu?
Lana Del Rey: Eu me senti tão próxima àquele lugar. Eu acredito em outro mundo, acima de nós. Tudo era tão fácil, eles nos deram as permissões, todos nos ajudaram. Ficamos muito felizes. Encontrar-se no castelo de Fontainebleau, que abriram para você, com tigres, para filmar seu clipe, em um momento você diz a si mesmo: “Uau!”

L’Officiel: Perguntamos a Yoann se ele tinha uma pergunta para você, e ele quer saber se vocês estavam ou não namorando (como um tabloide francês disse)
Lana Del Rey: (Risos). Não… Somos almas gêmeas artísticas. Ele me cercou imediatamente.

L’Officiel: Ele compartilhou algumas “francesisses” com você?
Lana Del Rey: Sim, ele é tão francês! Ele tem essa estética muito francesa, ele queria usar algumas habilidades em referência a filmes como “L’Année derniere a Marienbad”, com habilidades da arte em preto e branco e pós-pop. Quando fizemos o clipe de “Blue Jeans” por exemplo, ele queria que os ângulos de filmagem distorcessem meu rosto.

L’Officiel: Seu universo é muito vintage, e você evocou sua nostalgia, você acha que a vida era melhor antes?
Lana Del Rey: O que foi melhor nos anos 50 e 60, era que nós estávamos realmente animados sobre a vida. Havia um senso renovado de liberdade após a guerra, tudo era novo, as casas, os carros, nós casamos jovens, nós inventamos o rock‘n’roll, Elvis… As pessoas pareciam não estar tão cansadas como hoje. Lá aconteceram um monte de coisas inacreditáveis​​, como com as novas tecnologias, por exemplo, mas é diferente.

L’Officiel: A felicidade era mais simples?
Lana Del Rey: Eu acho que sim. Haviam talvez menos razões para não amar e não estar junto. O sonho americano, até mesmo o sonho do mundo, era a ideia de família. O sonho americano de hoje é a celebridade. Se você perguntar a alguém por que ele está lutando, ele vai falar muito sobre o sucesso.

L’Officiel: Você acha que nós privilegiamos mais o sucesso pessoal do que a família?
Lana Del Rey: Sim. Talvez antes as mulheres preferiam ter uma família unida ou de uma forma mais geral, as relações humanas. Me senti no movimento Beatnik por exemplo, na poesia, na filosofia. Isso não virou uma celebridade. Kerouac e Ginsberg não escreviam para se tornarem famosos, eles escreveram porque queriam. Eles só queriam tomar velocidade e ficar a noite toda conversando sobre tudo e nada, porque achavam agradável.

L’Officiel: Sobre sua escrita, se você não cantasse, você lançaria seus textos?
Lana Del Rey: Oh, isso é interessante. (Ela pensa). Se eu pensasse em ter uma chance de ser levada a sério, eu adoraria. Mas talvez não na minha posição atual. 

L’Officiel: Você tem o hábito de escrever?
Lana Del Rey: Não, a única coisa, é que eu tenho que estar de bom humor. Se eu encontrar alguém interessante ou se eu tiver um novo objetivo, isso me tenta a escrever. Mesmo que eu escreva músicas tristes, eu não posso escrever quando estou triste.

L’Officiel: Você deve ficar feliz de escrever coisas tristes assim.
Lana Del Rey: É isso (risadas). Se algumas vezes eu procuro em outro lugar, é porque eu estou absorvida pelo meu reflexo. Eu não quero ficar triste, nem pensar novamente sobre coisas tristes.

L’Officiel: É um tanto isolante escrever, não?
Lana Del Rey: Muito. Tudo isso, finalmente, é como pintar as cores de suas experiências pessoais.

L’Officiel: Você vê cores quando escreve?
Lana Del Rey: Sim, e imagens também.

L’Officiel: Você conhece a Sinestesia?
Lana Del Rey: Não (ela parece surpresa).

L’Officiel: Se eu disser 4, você vê que cor?
Lana Del Rey: Vermelho

L’Officiel: E 9?
Lana Del Rey: Preto. Mas 3 é azul (risos).

L’Officiel: Bem, nós não temos muito tempo para falar muito sobre isso, mas normalmente quando dizemos 4 a alguém, ele vê a figura 4, enquanto sinestésicos muitas vezes vêem uma cor.
Lana Del Rey: Eu vou procurar! É realmente interessante, porque com meus produtores, às vezes, nós dizemos frases como “Cante mais azul” ou “É muito rosa”. E nós compreendemos (ela pensa). É talvez por esta razão que, em minhas músicas eu gosto de coisas que especificam, como o fato de que um vestido é vermelho, insisto em detalhes de cores.

L’Officiel: A sua comitiva descobre coisas sobre você com as suas músicas?
Lana Del Rey: Ah, sim. Meu irmão e minha irmã sempre souberam que eu tinha um senso artístico mais escuro, mas, por exemplo, as pessoas da minha cidade natal foram muito surpreendidos. Talvez não pelo lado escuro dos textos, mas sim porque eles realmente me descobriram como autora.

L’Officiel: Seu nome verdadeiro é Elizabeth Woolridge Grant. Em que momento você decidiu mudar o seu nome?
Lana Del Rey: Quando assinei com uma pequena gravadora, há cerca de 18 anos. Eu disse a eles que eu queria mudar meu nome. Eles acharam estranho, mas eu disse a eles que iria fazer isso de qualquer jeito. Fazia-me sentir que era ruim, como se não fosse eu.

L’Officiel: Lana Del Rey, é portanto, um alter ego. Há outros alter egos que poderíamos descobrir?
Lana Del Rey: Não, eu não sinto como se tivesse várias personalidades. Eu só tinha a sensação de que a pessoa que eu era não era a única que possuía o nome que meus pais me deram. Foi um jeito de me tornar mais o que sou, de ficar mais próxima de mim.

L’Officiel: Seria quase mais lógico que escolhêssemos o nome dela de fato.
Lana Del Rey: Completamente, mas você não pode dizer isso porque nós vamos te responder (ela faz uma voz robótica): “Não, meus pais me chamam assim”. Foi um pouco difícil, as pessoas me perguntaram por que eu mudei de nome, eles me acharam estranha. Isso me deu muita alegria. Quando eu vou para a cama todas as noites, eu estou feliz por ser quem eu queria ser.

L’Officiel: Não é estranho para ser julgado por pessoas que pensam que você não é lógica, quando você está convencido de que é?
Lana Del Rey: Sim, é. Mas eu não digo nada. Não há nada a dizer.

L’Officiel: Caso contrário, você pode mostrar-lhes o Brit Awards de melhor cantora internacional que você acabou de ganhar (da Rihanna!) E lhes dizer: “Eu te perdôo”
Lana Del Rey: (Ela ri por um longo tempo.) Sim!

L’Officiel: Além disso, quais tipos de mensagem você recebe na internet?
Lana Del Rey: Bem… (parece tocá-la).

L’Officiel: Você as procura?
Lana Del Rey: (Ela fica com um tom sério). Sim, eu vejo as mensagens.

L’Officiel: O amor e o ódio extremos são bem agressivos?
Lana Del Rey: Não. É sempre agradável receber mensagens positivas. Depois, você sabe, eu não acredito na adoração, na idolatria, é por isso que eu tento manter o foco na escrita e na música. Eu quero que as pessoas saibam que estamos todos no mesmo nível. Mas às vezes o ódio pode ser… Muito agressivo.

L’Officiel: Você já chorou lendo coisas?
Lana Del Rey: Eu não sei… Sim. Fiquei muito chateado com a falta de profissionalismo de alguns jornalistas, como no New York Times ou Rolling Stone, que escreveram coisas falsas, quando eles deveriam ser referências. E você percebe que eles não são.

L’Officiel: Você já disse a si mesmo, lendo uma crítica: “Talvez eles estejam certos, afinal”?
Lana Del Rey: Às vezes sim. Mas eu acredito no que eu faço. Eu sei que o que dizem não tem nada a ver com o que eu sou. Isso não quer dizer que não me incomode. O que me incomoda na verdade, é que existem pessoas que agem assim, é além do meu próprio ego. Essa maldade me deixa triste, mas por eles.

L’Officiel: Então vamos esquecê-los e vamos discutir sobre marcas! De H&M à Jaguar, o que faz você legítima tanto em uma marca acessível e popular como em um outra mais inacessível e mais luxuosa?
Lana Del Rey: Bem, a ligação entre mim e a Jaguar é obvia porque eu adoro carros de corrida. Eu amo dirigir, é a minha paixão. H&M é mais uma iniciativa deles que eu aceitei.

L’Officiel: Parecer tão acessível quanto inacessível, isso é, finalmente, ser um ícone?
Lana Del Rey: Talvez, mesmo que eu não ache que minhas colaborações com estas marcas tenham provocado isso. É sempre delicado responder esse tipo de pergunta (ela derruba seu suco de frutas.)

L’Officiel: Ícones não fazem isso!
Lana Del Rey: Aqui estamos nós, está vendo! (Risos)

L’Officiel: Em Gods and Monsters, você canta que “a vida imita a arte”, o que isso significa?
Lana Del Rey: Por exemplo, no clipe de Video Games eu coloquei imagens do Chateau Marmont. Após esse vídeo, eu me encontrei em uma situação que me permitiu ir até lá e ficar. Como resultado, eu até tatuei isso em meu braço (ela mostra sua tatuagem.)

L’Officiel: É uma espécie de passagem para a vida ali?
Lana Del Rey: Eu espero! Ele está na minha f ****** pele a mesma coisa! (Risos). Mas veja, “a vida imita a arte”, é também quando eu estava inspirada por um diretor no qual eu comecei a escrever, o qual eu encontrei por acaso, em seguida, em um estúdio. Lá, começamos a trabalhar juntos e criar um novo universo. Isso é super interessante. Ou é como ter vivido algum tempo em um parque de trailers quando eu tinha 18 anos, para gravar meu primeiro disco, e ter dinheiro suficiente hoje para comprar um e sair com ele em turnê para cantar minhas músicas.

L’Officiel: E o sucesso, remove os medos ou os reforça?
Lana Del Rey: Isso depende de quem você fala. Da minha parte, tenho prazeres simples. Eu sempre gostei de fazer longas caminhadas, conhecer pessoas anonimamente, falar com elas. Eu gosto de me sentir livre. Isso me inspira a escrever também. Mas é mais complicado hoje, porque estou menos anônima. Desta forma, o sucesso pode mudar a sua maneira de viver. Mas se você falar com uma jovem estrela pop ambiciosa que tem por único objetivo estar no topo, eu acho que o sucesso iria fazer desaparecer seus medos e iria fazê-la muito feliz.

L’Officiel: O sucesso portanto, pode lhe fazer feliz.
Lana Del Rey: O que pode te fazer feliz, é receber o respeito dos outros artistas, por exemplo. Receber uma ligação de pessoas que fazem a mesma coisa que você e que dizem a você que eles te acham talentoso.

L’Officiel: A ideia de ser bem-sucedida já te assustou?
Lana Del Rey: (Pensa). Hum, eu não tive um caminho fácil. Foi um ano de sucesso, mas nem sempre foi assim. E quando você é bem sucedido, as pessoas acham que você não merece. Se você obtém sucesso, vamos tornar a vida difícil para você e impedir você de tirar proveito dela. É assim, o homem é assim.

L’Officiel: Você poderia viver sem esse sucesso, ou é como uma droga?
Lana Del Rey: Não, eu poderia completamente. Eu amo tanto as pessoas com quem eu trabalho na minha gravadora que eu poderia trabalhar nela. Eu gosto da música. Eu não preciso ser aquela que canta, eu também gosto de escrever para os outros. Projetores não me fascinam. A escrita, sim.

L’Officiel: O resto é um bônus?
Lana Del Rey: Sim. Quando é bom (sorriso).

L’Officiel: O que isso traz para os seus textos para interpretar você mesma?
Lana Del Rey: Colocar voz em suas palavras permite exatamente a vida imitar a arte, porque você é a pessoa que o diz, que o mostra ao mundo. Você colocou os sentimentos que necessita.

L’Officiel: O que você diria a alguém que insiste em escrever?
Lana Del Rey: Escreva se você sente que você não pode viver sem isso. Eu… Isso me faz passar noites sem dormir. Eu me levanto no meio da noite e começo a escrever.

L’Officiel: Mesmo que tenha um homem com você?
Lana Del Rey: Sim! (risos). Mas tudo bem, ele é um autor, ele escreve o tempo todo também. Eu recomendo a todos um livro que eu gosto muito: “Ask and It Is Given: Learning to Manifest Your Desires”, porque ele primeiro te ensina a se sentir bem e, com você se sentindo bem, você causa situações que te farão feliz. E quando você está feliz, você é criativo.

Traduzido por Bruna Barcelos

Veja também as fotos do ensaio fotográfico feito para a revista em nossa galeria:


Redação LDRA
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