‘Eu quero acreditar que a gente encontra a felicidade’, leia a entrevista concedida à edição russa da Marie Claire

por / segunda-feira, 18 fevereiro 2013 / Publicado emEntrevistas

Marie Claire

 

Lana é capa da edição de Fevereiro da Marie Claire da Rússia e uma entrevista foi feita tratando de seu passado, inspirações e muito mais. Confira abaixo a entrevista traduzida.

 

Marie Claire: Você está sempre cantando sobre decepções. Teve uma história de amor triste?
Lana Del Rey: Sim, havia um homem com quem eu gostaria de viver toda a vida. Nós éramos inocentes e felizes. Mas seus sentimentos estavam prestes a desaparecer. Ele estava sentado em casa em frente a um computador, não prestando atenção em mim. Tornou-se impossível viver juntos. Foi difícil de aceitar. Eu fiquei ligada a isso por tanto tempo e lutando com a solidão. E quando parecia que finalmente encontrei alguém que ia cuidar de mim, acabou.

MC: O que você pensou para competir, com êxito, com “monstros” como Lady Gaga? Criou sua própria imagem?
LDR: Obrigada, eu acho? (Risos) Não acho que esteja fazendo algo especial. Não uso fantasias loucas. Eu concordo, algumas vezes meus casacos parecem antigos, mas isso é porque eles estão perfeitamente  em sintonia com minha música. É isso. Talvez minha voz e meus textos sejam um pouco provocantes, mas eu só quero que tudo seja lindo. Que minha música seja uma experiência prazerosa. 

MC: Mas as músicas são bastante sombrias. Sobre a perda da inocência e expectativas injustificadas. A vida difícil em Nova York atingiu-lhe de uma maneira otimista?
LDR: Tudo começou em Nova York. Na puberdade eu tive vários problemas, era uma criatura terrivelmente infeliz. Eu me comportava inadequadamente, via beber como me acalmar, e ficava várias vezes fortemente embriagada. Concebi para mim uma nova vida escrevendo músicas. Estava sozinha na cidade e isso me estimulou – em vários sentidos. Eu encontrei pessoas interessantes (até mesmo pouco usuais!). Pessoas que comecei a imitar. Então, com ajuda da música, aprendi a resolver problemas.

MC: Por que você intitulou o Born to Die como Born to Die?
LDR: A inspiração foi o medo que havia experimentado quando criança, quando de repente percebi que meu pai, minha mãe e eu, todos nós que estamos nesse mundo, mais cedo ou mais tarde vamos morrer. Tenho essa crise filosófica até hoje em minha vida.

MC: Seu assunto favorito – solidão. Você ainda se sente inútil?
LDR: (Risos) Não, eu me sinto satisfeita. Mas, por natureza sou introvertida. Então, canto sobre o que acontece com as garotas que pensam que encontraram alguém para sempre, e de repente seus sonhos estão se desmoronando. Estar só, não sentir qualquer ligação com outra pessoa é bem dificíl. Eu quero acreditar que a gente encontra a felicidade.

MC: Você é uma pessoa tímida?
LDR: Fechada. Muito nervosa quando tenho que falar pela primeira vez com alguém que não conheço.

MC: Isso não para durante os shows?
LDR: Às vezes é perceptível. Mas estou aprendendo a lidar com isso. Eu repito para mim mesma “Relaxe, pense apenas nas notas, mas não sobre o que e quem está ao seu redor”

MC: E o que você tem além da música?
LDR: Eu tenho vários outros interesses. Amo joias. Joias. Em Nova York, eu tenho um joalheiro favorito, ele faz coisas incríveis. Talvez isso não seja um hobby muito original? Mas eu não ligo. Eu sempre digo a mim mesma, “pense naqueles que gostam de você, tudo mais você não deve se preocupar.” Na minha opinião, a coisa mais importante é ser uma boa pessoa e viver uma vida interessante. Pode parecer ingênuo, mas essa sou eu por completo.

 

Traduzido por Kassia Lasarino

Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
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