‘Eu estava mais preocupada com a minha música do que o quê as pessoas pensavam sobre mim’ – Confira a entrevista para o KCSN

por / sexta-feira, 02 novembro 2012 / Publicado emEntrevistas

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Em novembro de 2012, Lana Del Rey compareceu à rádio KCSN para promover o lançamento de Paradise, com seis música inéditas, das quais “Ride” e “Body Electric” foram cantadas ao vivo no programa. Na breve entrevista Lana explica que a sua atividade favorita nos últimos meses era criar “clipes que se tornaram curtas-metragens de 10 minutos para cada música”, algo que se viraria a ser a curta-metragem “Tropico”. Além de revelar que o Paradise possuí as suas músicas favoritas. Confira a entrevista completa traduzida.


Rádio KCSN: Eu estou tão feliz de lhe ver de novo. Como você tem estado? Você teve um ano bem agitado.
Lana Del Rey: Sim, eu estou bem e estou feliz de estar aqui de novo.

Na última vez que você esteve aqui era fevereiro e por algum motivo eu achei que fazia bastante tempo.
Eu sei, também senti isso.

Parece que esse ano tem sido bem agitado para todo mundo e a sua vida deve ter sido um tumulto.  Eu gostaria de falar sobre a nova versão do Born To Die, Paradise, mas antes você poderia nos contar os melhores momentos desse ano?
Os melhores momentos? Bem, principalmente, acho que tem sido as viagens para vários lugares distantes, sabe? Austrália e China, bastante tempo na estrada. Eu tenho a minha irmã e meu irmão, eles moram comigo, nós… Eu não sei, tem acontecido muitas coisas incríveis. Eu acho que a melhor coisa, na verdade, foi fazer os clipes, que meio que se tornaram curtas-metragens. Curtas de 10 minutos para cada música, só para ter uma noção da visão cinematográfica que eu tenho na minha cabeça.

Você pode falar mais detalhadamente sobre isso? Foi um clipe no YouTube que lançou você para os holofotes.
Sim, isso é verdade.

Eu me lembro falando com você sobre isso naquela época. Você me falou que só juntou pequenas imagens e vídeos que você tinha, obviamente os clipes que você faz agora são mais sofisticados.
Sim, eles são bem mais sofisticados, mas eles também estão na mesma vibe, eles veem da mesma origem. E eu fiz o storyboard desde o primeiro segundo até o quarto minuto e décimo nono segundo. Tudo está no storyboard e eu pego imagens de filmes que eu gosto e sincronizo elas do jeito que gostaria de vê-las. Então, eu tenho uma visão mais clara do jeito… Eu sei o que eu quero ver feito nas músicas e isso se tornou uma das minhas maiores paixões, fazer esses pequenos clipes.

Quanto tempo demora esse processo, quando você decide que quer fazer um clipe? Você disse que tem que fazer o storyboard, escrever, gravar…
Demora um pouco, nem é a gravação. O processo de gravar demora 2 dias, o que é um luxo, já que a maioria das pessoas não demoraria isso tudo, pois custa caro. Mas se formos para Nevada, ou algo assim, demoramos 2 dias inteiros. E a pós-produção e edição leva mais algumas semanas. Mas é a criação do conceito e tendo certeza de que o sentimento que eu quero passar será transmitido corretamente que demora.

Como você lidou com a fama repentina? Você foi de uma pessoa que só estava fazendo a sua música e seus clipes e de repente você é a “garota do momento”. Isso parece ter diminuído um pouco, obviamente você ainda é famosa, mas aquela onda de atenção intensa que você tinha seis meses atrás sumiu. Como você lida com isso?
Desde que eu era jovem eu me considero uma escritora inspiradora, então meu foco sempre esteve em ter certeza que as músicas seriam bem cuidadas e de que eu saberia como o álbum soaria no final. Eu estava aflita se a minha personalidade atrapalharia a música, o que eu considero importante. Eu tenho um bom discernimento sobre o meu trabalho. Eu estava mais preocupada com a minha música do que o quê as pessoas pensavam sobre mim. Foi bastante coisa, é bem diferente nos EUA do que na Europa, eu tenho uma vida diferente na Europa do que aqui.

Qual é a diferença?
As coisas são muito maiores lá, sabe? Eu não canto muito nos EUA, a não ser que seja em Hollywood, ou se eu for para Nova Iorque ou Filadélfia. São só mundos diferentes.

Como foi na China? Eu fui para lá, em uma conferência anos atrás, e eu só fiquei quatro dias. E realmente me surpreendeu.
Foi incrível, é bem urbano e bem avançado tecnologicamente. As pessoas são incríveis, muito mais bem-educadas que em outros lugares.

Nos fale mais sobre a versão Paradise do Born To Die. Essa é uma nova edição do álbum com seis música novas, nos fale mais sobre as novas músicas. Eu acredito que você possa comprá-las separadamente.
Sim, você pode. Novamente, eu amo essas músicas, elas me passam um sentimento muito bom. Bem crua, um som bem pesado estilo west coast, bastantes sons de guitarra e pancadas fortes de uma orquestra cinematográfica. Todos os meus tipos de sons favoritos. E para mim pessoalmente, esse é o que eu gosto mais.

Você gravou essas seis músicas adicionais nos últimos…
Sim, seis meses, de dezembro até agosto.

Onde você gravou? Você gravou em locais diferentes?
Eu gravei em Santa Mônica com Rick Nowels.

Isso é bom.
Eu também gravei em West Hollywood com Daniel Heath. Ele não trabalha com música pop, ele é um compositor. E um pouco em Londres, só uma ou duas.

Como estamos chegando no final do ano, você vai fazer uma pausa, certo? E próximo ano, você vai trabalhar em um novo álbum ou continuar trabalhando nesse?
Vou levar as coisas bem tranquilamente, talvez continuar trabalhando nesse. E indo em turnê, eu começarei minha turnê dia 17 de abril, por 80 dias na Europa.

É bom te ver, da última vez que nos vimos, preciso dizer que eu tive a impressão que você estava lotada de trabalho. Posso ver que agora você está mais tranquila.
Sim, eu sempre estou ocupada com algo, mas eu me sinto mais calma.

Obrigado por estar aqui e voltar novamente.
Obrigada por me receber.


Entrevista por KCSN 88.5
Tradução por Marcela Oliveira

Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
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