‘Eu realmente tive muita sorte por poder contar a história de minha vida através da música’, confira a entrevista concedida à rádio francesa Chérie FM

por / sábado, 17 novembro 2012 / Publicado emEntrevistas

Chérie

 

Durante sua passagem pela França, antes de ir para Sidney, Lana Del Rey concedeu uma pequena entrevista para a Chérie FM e falou um pouco sobre o relançamento de seu álbum, Born To Die, sob o título The Paradise Edition. Confira o áudio e a tradução a seguir:

 

 

E à ocasião do lançamento da nova edição do Born To Die, The Paradise Edition, atualmente já disponível para venda, eu entrevisto Lana Del Rey! Você gosta que tantas pessoas entrem em seu universo musical?
Sim, eu gosto disso, quando eu era pequena, sonhava sempre em criar uma espécie de mundo que se parecesse com a minha visão do mundo. Então sim, estou contente que as pessoas entrem nesse universo que é minha visão do mundo.

E no fim deste ano, Lana Del Rey nós oferece novas canções na nova edição de seu álbum Born To Die, The Paradise Edition, que atualmente já se encontra à venda. Então, Lana Del Rey, com quem você gostaria de trabalhar artisticamente?
Com este novo álbum Paradise que lancei, eu quis muito colaborar com pessoas que vão me ajudar no filme que eu fiz para ele também, com [músicas do] Paradise. Eu precisei muito da ajuda dos colaboradores, precisamente.

Em relação a Video Games, lembre-se que foi você quem dirigiu e editou o clipe. Você o postou no YouTube e já tem perto de 3 milhões de visualizações.
O que é particularmente estranho é que tem 7 anos que eu faço isso, que eu coloco as coisas no YouTube, as imagens que se movem sobre um fundo de música clássica. Foi este vídeo de Video Games que as pessoas escolheram apreciar e escutar. E, acima de tudo, isso nos prova que a rádio tem sempre sua importância porque foi Fearne Cotton da BBC que a tocou primeiramente e que mudou minha vida e a vida desta canção.

Como você é no palco?
Paris, Londres e Los Angeles são os lugares onde eu verdadeiramente sonhei em cantar e que importam pra mim. Depois, é verdade que quando estou no palco isso depende de onde eu estou e quem é o público. Se há pessoas locais, artistas, eu vou dar o meu melhor. Se eu sentir que há pessoas que estão lá apenas para me julgar, fecho os olhos e não presto muita atenção.

Quando a gente escuta seu álbum, sente que você é uma artista cheia de emoções. Quem a afeta atualmente no seu cotidiano para te fazer capaz de compartilhar isso artisticamente?
Eu respeito muito David Lynch e Bob Dylan porque eles não se comprometem, eles contam as coisas como as veem sem se deixarem influenciar pelos gostos do público simplesmente ou pelo julgamento dele. Eu realmente tive muita sorte por poder contar a história de minha vida através da música, que minha gravadora nunca tenha me dito ‘não, você não vai fazer isso’, ‘isso não vai vender’, porque há muita coisa que nós já fizemos, escrevemos e dissemos. É a minha visão das coisas, é a minha vida que estou contando através da música.

 

Por Marc Choquet
Tradução por Mateus Santana

Redação LDRA
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