‘Música não é minha primeira paixão’, confira a entrevista feita pelo site Spin Or Bin

por / segunda-feira, 29 outubro 2012 / Publicado emEntrevistas

Spin Or Bin

 

Lana Del Rey revela tudo em entrevista intimista: “Música não é minha primeira paixão”.
27 de outubro de 2012

No luxuoso hotel Four Seasons em Cingapura, Lana Del Rey, vestida em um simples vestido amarelo e sapatos Vans vermelhos, me recebeu de braços abertos assim que entrei na sala. A cantora/compositora de 26 anos de idade apertou minhas mãos com um doce sorriso. “Hey, como vai você de novo?” ela perguntou. Ela lembrou de mim assim que a conheci quando ela fez um show em Sidney três meses antes. “Você tem andado ocupada? Espero que esteja lidando bem” sorriu Del Rey assim que se sentou no sofá desocupado. Eu realmente admiro como ela é pé no chão mesmo sendo tão bem sucedida. Ela me fez me sentir calmo e confortável, como um de seus amigos de longa data durante toda a entrevista, onde ela revelou que a música não é sua primeira paixão e que as perguntas da entrevista eram ‘interessantes’! (Obrigado aos seguidores do Twitter). Confira a entrevista completa abaixo!

Spin Or Bin: Como você conseguiu o nome Lana Del Rey?
Lana Del Rey: Quando eu era mais nova, eu sentia como se eu não fosse a pessoa que eu devia ser ainda. Eu tinha uma visão de mim mesma que era tão linda quanto eu queria que as músicas fossem. Eu geralmente não nego meus impulsos criativos, então isso foi apenas um desses impulsos criativos que eu tive.

SOB: O que podemos esperar após o lançamento de Born to Die: The Paradise Edition? Você ainda irá lançar outro álbum?
LDR: A única coisa que eu tenho realmente trabalhado é em ajudar dois diretores de trilha sonora de dois filmes diferentes. Não com muita profundidade, apenas escrevendo canções para dois filmes diferentes. Um dos filmes vai estrear em junho do ano que vem. O que eu realmente gosto de fazer é começar a escrever músicas para filmes, é um lugar realmente natural pra mim. A maioria das pessoas que eu trabalho são compositores prontos, então é um bom encaixe. Essa é a única ambição que eu tenho.

SOB: Você posou nua na revista GQ britânica recentemente. O que a levou a fazer isso?
LDR: Eu apenas gosto de como as mulheres são lindas nuas. Eu amo ver a pele de garotas em fotografias. Eu tenho todas as velhas revistas Playboy dos anos 60 e 70. Eu amo o olhar das garotas com lábios vermelhos e peles brilhantes. Eu sou uma grande fã da forma feminina. Então pra mim isso não é desconfortável.

SOB: Por que você decidiu que seu último clipe Ride fosse tão longo, como 10 minutos inteiros?
LDR: Eu realmente amo tanto filmes quanto eu amo música. Quando eu gravei meu primeiro álbum, eu senti como se eu tivesse que contar histórias através das palavras e agora eu quero juntar isso contando minhas histórias através das imagens.

SOB: Como foram seus anos de adolescente?
LDR: Eles foram interessantes. Eu parei de beber 10 anos atrás só porque eu sentia como uma pessoa que estava tentando coisas novas e se sentir diferente. Você faz as coisas rápido, você começa a ter vários diferentes estilos de vida em um curto momento. Além disso, eu sempre senti como se eu tivesse ao redor por muito tempo. Minha mãe disse que quando eu tinha sete anos, eu costumava pensar que eu era uma adulta. Quando eu estava em todas as festas, eu conversava com pessoas como se eles fossem meus amigos.

SOB: Você esperava que Born To Die teria tanto sucesso?
LDR: Quando eu gravei o álbum, eu o levei a muitas gravadoras diferentes e elas não se interessaram nele porque ele era meio estranho. Ele não tinha músicas de festa, minha música era mais de batidas lentas. As pessoas que estiveram envolvidas nele, meio que se envolveram como isso como um projeto passional. Minha fotógrafa era minha irmã e meu irmão caçula estava me ajudando. Eu estava fazendo meus próprios filmes de vídeos que eu tirava do YouTube. Eu estive fazendo isso por um longo tempo, então eu senti que se isso fosse funcionar, teria funcionado um tempo atrás. Então não, eu não esperava esse sucesso de forma alguma.

SOB:  Como você se sente quando você sabe que tem a atenção das pessoas?
LDR: Eu acho que a atenção veio com tanto rodeio negativo no outro lado. Isso nunca pareceu como se fosse algo que eu pudesse sentar e aproveitar. Eu me senti mais como se eu tivesse que salvar as músicas e protegê-las para ter certeza de que estariam protegidas. Eu realmente acreditei na ideia do álbum, da música e dos produtores que trabalharam nisso. Eu senti como se eu não tivesse ideia do que iria acontecer agora.

SOB: Como você encontrou esse som exuberante?
LDR: Eu conheci esse cara jovem chamado Justin Parker e ele sempre trouxe pra mim diferentes acordes que ele realmente gosta. Originalmente quando eu comecei, eu estava apenas gravando canções no meu quarto e as enviando a pessoas que pudessem tocar. Mas então eu conheci Justin, ele começou a me trazer acordes para Video Games e eu comecei a fazer improvisos. Eventualmente, eu comecei a improvisar em todas as minhas músicas como Video Games, Born to Die e Ride, que foram todas feitas rapidamente em uma tomada. Mas em outras músicas como Summertime Sadness e Blue Jeans eu trabalhei lentamente com diferentes compositores.

SOB: Como foi trabalhar com A$AP Rocky no vídeo de National Anthem?
LDR: Eu o amo! Quando eu disse a ele que o queria para interpretar JFK no vídeo, ele topou totalmente, A$AP Rocky e Azealia Banks são as únicas pessoas com quem eu me relaciono nesses dias.

SOB: Qual foi o item mais peculiar que você recebeu de um fã?
LDR: Um colar de crucifixo que também era um apito para ajuda. Eu o usei pra um dos meus vídeos mesmo sendo esquisito.

SOB: Você tem algum nome especial pros seus fãs?
LDR: Não porque todas as outras garotas tem nomes tão legais pra seus fãs… Eu não tenho nome algum pra eles, mas eles dominam o show. Eles sabem que estão no comando (risos).

SOB: Como você lida com a fama?
LDR: Eu realmente espero que eu ainda me sinta inspirada para escrever do jeito que eu costumava me sentir há alguns anos atrás. Quando eu comecei a escrever, isso era algo novo. Eu sentia como se estivesse fazendo algo que ninguém jamais tinha feito. Na Califórnia, eu faço muitas caminhadas e dirijo por conta própria. Ninguém jamais disse qualquer coisa pra mim e eu tenho meu irmão e minha irmã comigo lá. Quando eu deixo a América, isso fica um pouco mais louco. Pra ser honesta, quando eu estou conversando com pessoas com perguntas interessantes como nesta entrevista, é realmente bom. E então o resto disso, eu não tenho certeza sobre isso…

SOB: Alguns de seus vídeos são controversos. Qual a sua sacada na controvérsia?
LDR: Essa é realmente uma ótima pergunta! Eu acho que eu queria mais respeito do que queria qualquer outra coisa. Eu me considero uma escritora porque escrever é minha paixão. Eu espero ter o respeito dos jornalistas. Eu não recebo bem a controvérsia assim como eu recebo mais colaborações criativas com pessoas incríveis. Quando eu compus o álbum, pareceu mais como se eu estivesse tentando capturar o momento no tempo. Mas com Ride foi um pouco diferente, isso pareceu realmente estranho pras pessoas. O resto disso eu não sei o que é tão controverso.

SOB: Quem é Lana Del Rey além da música e toda essa atenção do público? Quem é você realmente?
LDR: Apesar de eu amar música, ela não é minha primeira paixão. Quando eu decidi parar de beber 10 anos atrás, minha paixão era trabalhar com ajuda aos sem-teto e reabilitação de drogas e álcool. Eu vivi em Nova York por 10 anos, então esse é meu trabalho de verdade. Eu diria que a música não parece realmente como minha verdadeira ligação.

SOB: Quais são seus três filmes favoritos de todos os tempos?
LDR: Don’t Look Back do D.A. Pennebaker que interpretou o tour de 1965 do Bob Dylan no Reino Unido. Ele é fodidamente louco! Eu amo Beleza Americana e O Poderoso Chefão parte um e dois.

SOB: Você escreveu uma canção chamada Ghetto Baby pra Cheryl Cole. Como isso surgiu?
LDR: Nós temos o mesmo chefe na Polydor e eles pensaram que Cheryl poderia gostar da canção, então tocaram pra ela. Ela amou e decidiu gravá-la.

SOB: Muitas pessoas tentaram definir sua música. O que você chamará pessoalmente?
LDR: Eu diria que ela é um film-made, muito visual e reflexivo.

Por Manfred
Traduzido por Raphaella Paiva

Veja também algumas fotos dos bastidores da entrevista:


Redação LDRA
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