Lana Del Rey fala sobre SNL, o processo de criação de seu álbum e Carmen.

por / sexta-feira, 01 junho 2012 / Publicado emEntrevistas

Imagem Post LDRA

Lana Del Rey cantou ao vivo e concedeu uma entrevista descontraída ao programa de rádio World Cafe, em 2012, onde ela desabafa sobre as críticas da sua apresentação no Saturday Night Live, conta as três etapas de criação até seu álbum atingir o resultado perfeito e explica um pouco de como descobriu o exato tom de CarmenConfira o áudio completo no site do World Cafe.


Lana Del Rey no World Cafe

Lana Del Rey começou sua carreira com 18 anos, quando ela ainda era conhecida como Lizzy Grant e se mudou para Lake Placid em Nova Iorque para escrever músicas e cantar em clubes. Em 2008, sob o seu nome de nascimento, ela produziu e lançou o EP Kill Kill independentemente. Em 2010, seu primeiro álbum – o duplamente titulado Lana Del Ray a.k.a. Lizzy Grant – saiu e rapidamente foi tirado de circulação, entretanto ele será relançado nesse verão.

Ano passado, a música inovadora de Del Rey, “Video Games”, se tornou uma sensação do YouTube, e o seu álbum de estreia de uma grande gravadora, Born To Die, saiu em janeiro deste ano, enquanto ela estava fazendo grandes apresentação em Saturday Night Live, Late Show With David Letterman e no Ellen DeGeneres Show.

Uma tour de verão com certeza atrai fortes opiniões; o personagem e a apresentação de Del Rey têm sido para-raios para críticas antes mesmo de muita gente saber que ela era. Mas enquanto isso, nesse episódio de World Cafe, ela fala com o apresentador David Dye sobre a sua apresentação no SNL e canta músicas do Born To Die ao vivo no estúdio.

Esse segmento foi originalmente ao ar no dia primeiro de junho de 2012.

David Dye: Eu acho que hoje muitas pessoas conhecem um pouco da sua vida, você passou bastante tempo em NYC como Lizzy Grant, seu nome verdadeiro, se apresentando. E lançando um álbum com David Kahne, um ótimo produtor. Há rumores que você vai relançar esse álbum nesse verão.

Lana Del Rey: Não será nesse verão, mas eu tenho os direitos desse álbum, então eu posso relançar ele quando eu quiser.

DD: O que você aprendeu com os dias que meio que inspiraram como você queria atingir esse novo nascimento como a Lana Del Rey?

LDR: Não muito, as pessoas falam como se fosse “um novo nascimento” ou algo do tipo, mas não é. Eu lancei aquele álbum com David sobre o nome Lana Del Ray, sabe…? Eu sempre quis um nome que soasse tão bonito quanto à música que eu estivesse fazendo. E é essa a única razão, não tem mesmo muita diferença entre as duas pessoas ou algo do tipo. Mas você não aprende muitas coisas se desenvolvendo em Nova York, porque você está fazendo as coisas por conta própria e é tudo ou nada, quer dizer, você só está tentando conseguir sobreviver o dia.

DD: Isso é interessante, porque as pessoas assumem que a sua carreira foi planejada, mas pelo jeito que eu entendi, você ficou meio surpresa pelas reações ao clipe de Video Games.

LDR: Ah sim, eu definitivamente fiquei surpresa só por perceber que as pessoas escutavam a minha música. Eu tenho esse negócio, meio que uma fan base, por um longo tempo, que é um pequeno grupo de pessoas nova-iorquinas e nós meio que só cantamos uns para os outros, o que é bom e quando eu fiz aquele clipe para Video Games, que deve ser talvez o 17º vídeo que eu fiz, naquele momento eu era mais uma editora que uma cantora. Então eu realmente estava amando fazer o vídeo, então eu fiquei feliz que outras pessoas gostaram dele também.

DD: Quando você voltou para esse estilo no clipe de Carmen, foi você que fez a edição também?

LDR: Sim, claro, fui eu quem fiz. Eu pesquisei muito cuidadosamente e alegremente as minhas imagens.

DD: Mas agora sabendo que você tem que conseguir os diretos autorais delas, né? Porque eu entendo que no primeiro você só pegou as imagens e depois conseguiu os direitos para elas. (risos)

LDR: Ah sim, claro, eu trabalho bem próxima do especialista de direitos autorais. Definitivamente. (risos)

DD: O que é engraçado porque para mim Carmem é um nome tão bom quanto Lana.

LDR: Eu nem sei de onde esse nome saiu. Essa foi umas das músicas que eu estava caminhando tarde da noite e o ritmo na minha cabeça começou a combinar com o ritmo dos meus pés, então foi meio que “Carmen, Carmen, doesn’t have a problem…” sabe? Combinando com o ritmo dos meus pés, isso realmente saiu do nada.

DD: Isso é bom, você pode cantá-la ao vivo?

LDR: Sim, senhor.

DD: Tem muita coisa acontecendo, tem novos remixes, novos singles do último álbum, tem um novo clipe que nós mencionamos anteriormente, editado novamente pela Lana. Uma das coisas que eu percebo escutando as suas músicas é o quanto da sua escrita combina com a produção – e é bem evidente com Blue Jeans ou Video Games. Como é o seu trabalho com os produtores junto com a sua letra? Porque você trabalha com o ritmo tão bem e isso fica bem claro.

LDR: Obrigada. Geralmente a música já está pronta e os meus produtores combinam o ritmo com os meus versos, porque eu sou muito específica.

DD: Mesmo? Então não é do jeito contrário, isso é interessante.

LDR: Sim, geralmente. É um processo de três etapas, eu estou escrevendo sozinha e então eu levo para Justin Parker, que é incrível, e ele acha os acordes para a música e então nós mandamos para Larry Gold, ele está aqui em Filadélfia, e nós usamos toda a orquestra de Filadélfia no último álbum, foram eles que fizeram os sons de violino. E então, finalmente, quando toda a estrutura e melodia então prontas, Emile Haynie cria todo um ambiente para as músicas do álbum. Ele meio que começa a esculpir o sentimento de cada música particularmente, por exemplo, se para uma eu dizer “Emile, para essa eu quero que você pense em garotas de 16 anos saindo de fininho no meio noite em Miami em julho” ele vai colocar efeitos de meninas rindo e alarmes de carro e etc. E de repente o álbum se encontra e é… É um processo legal.

DD: Você pode cantar para nós uma versão de Video Games?

LDR: Sim, eu adoraria.

DD: Assistindo você cantar, você se move pelo espaço, mexe no microfone, desce até o chão. E tem vários vídeos da apresentação do SNL em que você simplesmente fica parada lá, obviamente foi uma situação desastrosa. Você estar nervosa fazia parte disso?

LDR: Eu me apresento melhor sem pressão, sempre. Eu sou aquele tipo de pessoa que viveu uma vida calma nos últimos 10 anos, eu estou feliz com os meus caras, minha banda é incrível e quando estamos juntos eu estou feliz, e sempre cantamos para pessoas que escolheram ter a suas vidas em prol da arte, eu estou feliz porque não há criticismo entre os bons artistas. Quando eu estou apresentando para pessoas normais que não necessariamente querem estar lá, que estão lá mais para ver se eu vou falhar ou não… Então, se eu gosto disso? Realmente não, porque não é assim que eu conduzo a mim mesma e a minha vida cotidiana, quando eu escuto a música de outras pessoas, eu escuto porque eu gosto de apoiar pessoas em geral. Então eu estou feliz de fazer coisas ao vivo com nenhuma câmera, assim eu posso usar meu corpo como um instrumento para combinar com a minha voz, eu posso, por exemplo, me curvar para me ajudar a atingir as notas que eu quero e não ter que pensar muito em o que as pessoas vão pensar sobre como eu estou.

DD: Foi é meio que uma vítima do seu próprio sucesso porque você não estava muito preparada para isso como Lana para se apresentar nesse programa ou coisas maiores.

LDR: Eu estava preparada, por sinal. Quer dizer, eu estava em uma tour mundial antes de eu estar no SNL, eu tenho cantado por décadas, em todos os lugares que você pode pensar. Então eu estava bem preparada para isso, as pessoas ficam tipo “oh, ela foi posta em uma posição que não aguentaria”, mas isso não é verdade, eu nunca faça algo que eu não consigo aguentar, as pessoas podem não gostar e é isso, mas eu posso aguentar qualquer coisa. Então eu não sou vítima de nada, eu só sou tipo uma cantora estranha.

DD: Para terminar, uma versão de Blue Jeans, para mim essa música é tão Lana Del Rey, quase mais que qualquer outra, você pode cantá-la?

LDR: Claro, obrigada.

As músicas cantadas ao vivo nesse programa podem ser baixadas no nosso Media Center.

Tradução por Marcela Oliveira

Redação LDRA
Down on the west coast. They got a saying...
  • Raphael Kaiston

    pelo amor de deus gnt deve ser informação errada da rádio o live de Ellen DeGeneres Show. -> se nao temos q achaara aagooooooorrraaaa

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