Lana Del Rey fala de Born To Die, Video Games e suas influências musicais. Confira a entrevista completa da Lana Del Rey para a BBC Radio 6 Music

por / segunda-feira, 23 janeiro 2012 / Publicado emEntrevistas

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Em janeiro de 2012, Lana Del Rey cantou ao vivo, pela primeira vez, em uma rádio britânica. Ela também aproveitou o momento para nos entregar uma linda versão acústica de Born To Die, junto com uma breve entrevista para a BBC Radio 6 Music sobre o álbum Born To Die, suas influências musicais e o sucesso repentino de Video Games.


BBC Radio 6 Music: Seu álbum Born To Die foi lançado hoje… Ontem? Vai lançar semana que vem? Vai ser lançado semana que vem (risos). Born To Die é uma ótima música, tocamos o tempo todo, todo mundo gosta. E muita gente também gosta de você. Você tem uma ótima personalidade estilo pequena cidade do interior. Você nasceu em Manhattan, depois passou algum tempo no norte de Nova Iorque e agora você está aqui fazendo sucesso. Essa fama repentina te perturba de vez em quando?
Lana Del Rey: Não muito, isso porque faz tanto tempo que eu venho cantando. Parece diferente, porque as circunstancias são diferentes, mas a minha música continua a mesma, graças a Deus. E eu tenho a minha banda incrível comigo, então...

Você gostaria de introduzi-los?
Sim, definitivamente. Tem o Blake, na guitarra. Byron, no teclado. Pudge é o meu baterista e CJ está no baixo.

E eu acredito que vocês também são de Nova Iorque, certo?
Banda: Filadélfia.

Todo mundo é de algum lugar perto de lá, legal.
Lana Del Rey: Filadélfia, Detroit e Nova Iorque.

Com tudo que está acontecendo hoje, muitas pessoas escutam a sua música. Alguém me disse outro dia que quando Born To Die toca eles olharem para a caixa de som. Sabe? Porque tem algumas músicas que só tocam no fundo, mas quando algo importante toca as pessoas olham para a caixa de som e Born To Die tem uma essência que faz as pessoas querem prestar atenção nela.
Eu gostei que você falou isso, para mim é um elogio. Eu já fiz isso algumas vezes, eu lembro quando eu escutei Antony and the Johnsons pela primeira vez e eu parei tudo.

É uma daquelas coisas que são demais. Você tem uma ótima equipe de produtores, você tem Emile, Justin Parker e Robopop. Como foi trabalhar com essas três pessoas diferentes, juntando eles?
Você diz na música ou no álbum?

No álbum.
Bem, foi incrível. Eu encontrei as minhas almas gêmeas, musicalmente falando. Fazendo esse álbum, eu mantive tudo bem simples e com o mesmo estilo. Agora eu sei que nós iremos trabalhar juntos em toda música que eu fizer. É incrível. Estou trabalhando com Emile Haynie, que é um produtor de hip-hop famoso, ele começou com o Eminem 10 anos trás. E Larry Gold, que tem trabalhado com música clássica nos últimos 40 anos, conduzindo a orquestra da Filadélfia. Então tem sido muito bom.

Você tem uma grande variedade de produtores para trabalhar com você, porque a sua música tem vários elementos dentro dela e você meio que mergulha suavemente nisso.
Obrigada.

Quando você escreveu Video Games e postou na internet, era uma das coisas que parecia um clássico instantâneo. O jeito que você toca o piano, parece uma música que você sempre escutou, que sempre esteve lá. A melodia é tão contagiante. Quando você começou a escrever mais músicas, você utilizou Video Games como um parâmetro?
Não, não no começo. Quando eu comecei a cantar Video Games para as pessoas, eu não tive alguma reação, no começo. Porque era uma demo e só tinha eu e o piano. Então as pessoas disseram que era uma boa música, mas “siga em frente e tente escrever algo mais animado”.

Como Born To Die? (risos)
Sim, outra música para você querer se matar. (risos)

Você parece uma pessoa feliz.
Eu sou feliz.

Eu não tinha nenhuma expectativa prévia sobre você, mas eu achei que você apareceria aqui com uma jaqueta preta de couro e você está. Porque quando você escuta Born To Die, você pensa em jaquetas pretas de couro.
Eu sei! (risos) Eu sou uma garota que adora jaquetas pretas de couro.

As suas grandes influências estão, sem dúvida, no álbum. Você pode falar um pouco sobre os grandes artistas que você escutou para poder achar o tom da sua voz?

Sim, eu encontrei diferentes pessoas em diferentes épocas, mas eu basicamente acabei escutando todos os grandes mestres de cada gênero. Obviamente, Frank Sinatra. Quando eu descobri ele, não consegui imaginar tamanha voz. O mesmo com Elvis, duas vozes de ouro. Kurt Cobain, porque ele era tão incrível. Eu gosto porque todo mundo estava sobre a porra do seu feitiço grunge. E Bob Dylan, é provavelmente um dos que eu mais me influenciei.

Você citou pessoas que realmente cantam com o coração.
Sim, quer dizer, em termos de escritores de músicas, Kurt e Bob escreveram músicas que, de certo modo, também eram autobiográficas e eu me identifico com isso.

Por BBC Radio 6 Music, Huey Morgan
Tradução por Marcela Oliveira

Redação LDRA
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