‘Eu não sei se quero ser insensível às críticas, nem sei como sê-lo’, confira a entrevista concedida ao “USA Today”

por / quinta-feira, 26 janeiro 2012 / Publicado emEntrevistas

USA Today

Cantora Lana Del Rey não tem nada a esconder

“Eu não sou uma pessoa naturalmente polêmica” cantora/compositora Lana Del Rey insiste. Mas algumas coisas têm gerado respostas bastante extremas e conflituosas.

Apesar de seu álbum, Born To Die, não ser lançado até terça-feira, Del Rey, 25, já foi mais vezes celebrada, e condenada, do que maior parte dos artistas são na sua vida. E por isso, ela pode agradecer à internet, onde a sua exuberância e passagem dramática inspiraram um ano passado bastante ávido. A faixa-título e o single Video Games já foram vistos 37 milhões de vezes no Youtube.

Mas a especulação permaneceu quando alguns fãs descobriram que Del Rey, uma ruiva deslumbrante, tinha um passado como uma cantora independente loira chamada Lizzy Grant. A sua autenticidade foi questionada ainda mais após 14 de Janeiro, quando realizou uma performance no Saturday Night Live que foi criticada pela blogosfera.

Em uma carta vazada por Gawker, Brian Williams, apresentador da NBC, chamou-lhe “uma das piores performances na história de SNL.” Atriz/música Juliette Lewis comparou Del Rey a uma “criança de 12 anos no seu quarto.”

Del Rey admite que estava de fato “um pouco nervosa” no SNL, “mas não muito mais do que habitual. Eu não sabia que iria ser tão mal recebido.” Ela também sentiu uma afronta sobre a natureza pessoal de alguns comentários, sendo que ela revelou muito pouco sobre a sua vida: “Eu apenas dei pouco mais que 10 entrevistas.

Aqui, de acordo com Del Rey, estão os fatos: Ela nasceu Elizabeth Grant em Manhattan e cresceu em Lake Placid, Nova Iorque. A sua família não era muito rica. “Nós não tínhamos milhões. Eu fui enviada para uma escola privada pois estava me metendo em alguns problemas.

Ela usou o seu nome próprio profissionalmente durante algum tempo mas depois escolheu Lana Del Rey pois “parecia bonito saindo da língua. Não era como se eu mudasse de personalidade.” Ela gravou um álbum, Lana Del Rey A.K.A Lizzy Grant, que foi liberado “por mais ou menos dois meses” em 2010. “Eu já estava no meu terceiro álbum mentalmente a essa altura. Mas eu ainda o considero (Del Rey/Grant) uma peça de arte, e não é como se estivesse escondido – está no Youtube.

As músicas em Born To Die são “autobiográficas,” ela diz, e apesar de que muitas falam de um amor obsessivo e até autodestrutivo, “elas não são todas obscuras. Video Games tem um sentimento melancólico, mas a letra é feliz.

Para Keith Caulfield, diretor associado de charts na Billboard, a inclinação de Lana para um ambiente triste torna-a o “polo oposto de LMFAO e Rihanna. Ela está realmente a conectar-se com a geração do Twitter e do Tumblr. Mas isso pode ser uma espada com dois gumes – se você pensa que alguém é refrescante e diferente, você não quer ser enganado. Será uma sobrecarga para ela.”

Del Rey está tentando manter tudo em perspectiva. “Eu não sei se quero ser insensível às críticas, nem sei como sê-lo. Mas eu tenho uma vida verdadeiramente grande fora da música. Então não estou preocupada.”

 

Por Elysa Gardner
Tradução por Bruno Rebelo

Redação LDRA
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