‘Eu estava tentando contar a história de minha vida através de canções’, confira a entrevista de Lana Del Rey para a SUPERSUPER!

por / quarta-feira, 25 janeiro 2012 / Publicado emEntrevistas

IMAGEM POST LDRA

 

Em janeiro de 2012, a magazine SuperSuper realizou uma entrevista com a Lana. Confira fragmentos da mesma abaixo:

SUPERSUPER: O sonho americano, influência triste, suburbana  e idealista parece ser o tema central de muitas de suas canções. Quando você começou a descobrir a sua conexão com a garota jovem inconsciente, psicótica e patriótica dos anos 50, que teve seu coração partido em muitas vezes? Você imaginava as histórias inventadas nos EUA, ou, na verdade, queria viver a vida que você está cantando sobre?
LANA DEL REY: Eu não sabia que eu estava conectada com o conceito do sonho americano até que as pessoas começaram a me perguntar sobre isso. Eu estava tentando contar a história de minha vida através de canções – não para qualquer outra pessoa, mas para mim mesma. Eu não estava tentando evocar os sentimentos de uma época diferente – Eu estava prestando homenagem à minha vida e a todas as coisas bonitas. Eu fui inspirada mais pelas cores e paisagens de Hollywood, era pelo sonho americano escuro que é geralmente associado com a palavra “Hollywood”. Eu estava interessada nas texturas e tons dos filmes de 50 anos atrás. Eu explorei velhos filmes depois que eu comecei a escrever, então quando minhas letras e melodias encontraram vídeos caseiros de outras pessoas, tornou-se um mundo… um mundo que não significa nada e não faz sentido. É apenas um estado de espírito e uma atmosfera, mas eu não estava tentando traduzir qualquer coisa, colocando os dois juntos. Eu só gostava de ocupar o espaço em que eles se conheceram.

SS: Foi sempre fácil para você escrever canções de amor trágicas?
LDR: Sim, sempre. Eu senti como se a vida fosse uma música triste bonita.

SS: ‘This Is What Makes Us Girls’ evoca a nostalgia de uma forma de fantasia quase irreal. Você pode imaginar as meninas bebendo PBR e andando em carros e quebrando-se, no final, como a maioria dos adolescentes faz. Quando você está trabalhando com um produtor, você sempre tentar envolver a intenção cinematográfica com os sons que você aprova?
LDR: Quando eu era mais jovem, na escola, o grupo de meninas com que eu convivia já estava vivendo suas vidas adultas. Nós realmente fazíamos o que queríamos. Foi lindo por um curto período de tempo, e em seguida, antes que eu percebesse, meu estilo de vida me alcançou e eu tive que ir para outra escola. Quando eu trabalho com o meu produtor, Emile Hayne, falamos em termos de cores e imagens. Para essa música, eu disse, “OK Emile, acho que a trilha sonora de American Beauty atende Bruce Springsteen … meninas andando sorrateiramente no meio da noite em Miami, vivendo para si mesmas . Vivendo no limite” Ele sabe exatamente o que traduz, e me ajuda a criar uma paisagem sonora para o registro. Larry Gold também entende como trabalhar com imagens, tanto quanto direção. Ele conduziu a Orquestra de Filadélfia e colocou cordas na maior parte do registro, sabendo que eu queria conjunto de cordas que tivessem uma vibe triste, som de verão.

SS: Você diz que ‘Summertime Sadness’ é sua canção favorita do álbum. Por quê?
LDR: ‘Summertime Sadness’ é uma música que eu amo, porque não me comprometi quando a escrevi. Eu escrevi exatamente o que eu senti, e coloquei uma melodia  que era perfeita para as palavras. Eu estava hospedada em Santa Monica, Califórnia, com o meu compositor e melhor amigo, Daniel Heath. Gostava de sentar sob os fios de telefone e ouvi-los chiar no ar quente enquanto ele trabalhava. Eu queria tirar a eletricidade e absorvê-la, me faria sentir viva e elétrica novamente. Me senti feliz na alta temperatura e comecei a escrever sobre o quão triste e lindo o verão era para mim.

SS: Você pensa em colocar os seus vocais em alguma faixa dos The Weeknd?
LDR: Claro! Eu amo o Abel, e ele sabe disso. Ele não faz nada por dinheiro ou por promoção. Ele faz música porque acredita que ele nasceu para fazê-la. Ele tem integridade, ele não é um artista comercial.

SS: Você ainda se arrepia quando pensa em ver Kurt Cobain pela primeira vez na MTV?
LDR: Só em pensar na primeira vez que vi Kurt em ‘Heart Shaped Box’ me dá arrepios. Eu tinha 11 anos e eu não tinha televisão – Passei com meus amigos por um quarto em uma festa e a televisão estava na MTV. Assim que escutei percebi alguém que me entedia e me interpretava em seus vocais e olhares. Onde quer que ele estivesse, ali era onde eu queria estar.

Por SUPERSUPER!
Tradução por Thayane Dornellas

Redação LDRA
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