‘Eu sou o fator dominante no estúdio – eu tenho um gosto muito particular e sei o que eu quero’. confira a entrevista concedida ao site Flush The Fashion

por / quinta-feira, 16 junho 2011 / Publicado emEntrevistas

Flush the fashion

ENTREVISTA LANA DEL REY – O SADCORE DE HOLLYWOOD

 

Lana Del Rey, vulgo Lizzy Grant está atualmente dando os retoques finais ao seu novo álbum, ainda sem título. Nascida nos EUA, ela cresceu em Lake Placid, Nova York, antes de se mudar para seu atual lar em Londres.

As estranhas combinações da Lana de sonhadores vocais antigos misturados com arranjos crus e produção exuberante  se fundem de um jeito lindo, mas levemente assombroso. Pra mim, soa como se uma versão musical de ‘Whatever Happened to Baby Jane?‘ se encontrasse com ‘Kids‘ de Larry Clark.

Ela tem aparência de estrela de cinema e ama paisagens italianas, grandes igrejas e montanhas-russas e se seu novo álbum tiver a metade do bom gosto do single “Video Games”, vai valer a pena esperar por ele. Nós seguimos a trilha dos corações partidos até sua porta da frente.

Flush The Fashion: Há quanto tempo você compõe?
Lana Del Rey: 
Há muito tempo, desde que eu tinha 11 anos. Eu era também a líder do coral da minha igreja dos meus 11 em diante.

Eu ouvi que Video Games foi descrita como o “tom triste de Hollywood”, como é o resto do álbum?
O conceito de praticamente todas as músicas no álbum é uma história de amor sombria vista por olhos esperançosos. De forma lírica, é também sobre o jeito que a minha vida tem sido nos últimos anos – de fazer meu primeiro álbum com o famoso produtor David Kahne enquanto eu morava em um parque de traileres em Nova Jersey.

É também sobre meus problemáticos casos de amor.

Musicalmente, o álbum é um mix perfeito do velho glamour de Hollywood e da produção POP. Muitas músicas são atadas com sessões de cordas ao estilo exuberante dos Sinatra. Mas o esqueleto das músicas é baseado em batidas cheias.

Pense em Nina Simone cantando uma música da Cat Power sobre as canções do Lil Wayne. É louco.

Com quem você está trabalhando nesse álbum?
Tantas pessoas têm se envolvido na produção desse álbum… Mas principalmente Liam Howe, Chris Braide, Emile Hayney, Justin Parker.

O quanto você se envolve musicalmente no estúdio?
Eu sou o fator dominante no estúdio – eu tenho um gosto muito particular e sei o que eu quero. Primeiro eu sou uma compositora e depois uma cantora. Eu sempre tenho uma visão do projeto final e do que eu quero musicalmente. Eu componho as letras e as melodias pra grande maioria, com exceção de certas músicas e versos. O que mais me ajuda no estúdio é um compositor talentoso ou um produtor louco.

Você já tem um título pro álbum?
Eu tenho quatro títulos que estão sempre rondando minha mente

  1. G.B.A (God Bless America) [Deus Abençoe a América]
  2. Do U Luv Me Yet? [Você Ainda Me Ama?]
  3. The Best of Lana Del Rey [O Melhor de Lana Del Rey]
  4. The World is Ours [O Mundo É Nosso]

 

 

Você tem algum plano pra fazer turnê assim que o álbum for lançado?
Sim, é claro. Será bom voltar aos palcos. Nós temos grandes planos pra uma turnê pela Europa e uma companhia maravilhosa com que estaremos trabalhando. O single é tão sombrio e esteve ressonando mais com o grande público no leste europeu do que em qualquer outro lugar.

Qual é o seu filme Noir favorito?
Crepúsculo dos Deuses e À Beira do Abismo (1946).

Qual é o lugar mais lindo da Itália?
Veneza, é claro… Mas nenhum lugar é tão lindo quanto Nova York ou Hollywood!

 

Texto de Peter Graham
Tradução por Raphaella Paiva

Redação LDRA
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