Leia a resenha que o crítico Elie Z. Perler fez sobre o show de Lizzy no National Underground (NY)

por / sexta-feira, 05 dezembro 2008 / Publicado emNotícias

Resenha

 

O crítico Elie Z. Perler teve a oportunidade de comparecer ao show que Lizzy Grant realizou no dia 2 de dezembro de 2008 no CMJ Music Marathon em New York e a pedido da Radio Exile, fez uma resenha sobre ele. Confiram abaixo a tradução completa da resenha feita por ele, Tom W e Shawn M. Smith :

 

Lizzy Grant (02/12/08, National Underground, NYC)

 

Eu tenho uma confissão pras massas. Lizzy Grant é uma das minhas novas artistas favoritas. Sua apresentação deslumbrante durante o CMJ me inspirou (a Shawn e Tom também!) ao fazer seu show na noite de terça-feira no National Underground na cidade de Nova York. E o cenário foi bastante apropriado – uma adega úmida, de tijolos expostos com uma dúzia de fãs suados e ansiosos para absorverem seu descolado estilo antiquado.

Armada com uma voz distinta para derreter e o bastante para reverberar ao máximo, a sensual cantora caminhou de maneira charmosa pelo improvisado palco com suas contagiosas composições originais. Apesar dos suaves sorrisos, ela satisfez a todos com canções como “Trash Magic”, “Jump” e “Yayo”. Contudo, foi “Mermaid Hotel” com o par de versos poéticos provocadores: “Will you salute me Miss America, cos I am,” que suscitou a mais frequente explosão da plateia. Assim que a música acabou, o público ainda queria mais e exigiu um bis; Grant encantou com “Gramma (Blue Ribbon Sparkler Trailer Heaven)”, sua sintonia mais forte e provavelmente única.

Anotações do show por Shawn M. Smith: Apesar de ter sido aleijada por um “terrível palco assustador” como ela mesma descreveu, há “alguma coisa” sobre Lizzy com que eu realmente me conectei. Talvez seja sua infância no norte de NY e como todo aspecto de “queridinha do parque de trailers” faz tanto sentido pra mim. Talvez seja porque eu me relacionei a suas letras de segunda mão; maioria de seus sons de conteúdo lírico como os medos secretos do diário roubado de uma garota. Talvez seja seu estilo e sua entrega, mas seu comprometimento com a fusão entre jazz e art pop é fácil de ser ouvido da mesma forma que Lizzy é fácil de ser olhada. Ela é uma garota deslumbrante; a doçura de uma garota comum que nunca notou o quanto é linda. Ela é do tipo que não precisa correr atrás dos garotos pra se sentir atraente, mas ela correu atrás deles por diversão. Por isso sua seriedade às vezes é enervante, mas eu admiro isso nela.

Anotações do show por Tom W: Eu nunca tinha ouvido falar sobre Lizzy antes da noite de terça-feira, quando Shawn M. Smith me incitou para vermos ela. Eu cheguei ao show sabendo literalmente nada sobre ela, mas eu deixei o show querendo saber mais. Adentrar o porão revestido de pedras foi como entrar no set de Mad Men. Todo o cenário de Lizzy me fez sentir como se eu estivesse em algum salão dos anos 60 enegrecido pela fumaça; sua voz é de uma era diferente e sua presença, naturalmente recatada e tímida, desprende essa sensação ligeiramente montada, essa sensação ligeiramente Warholian. A melhor música pra mim foi sem dúvida alguma “Mermaid Hotel”. Ela foi completamente sexy. De volta a sua subjugada banda que era um perfeito elogio a Lizzy e seu comportamento, essa apresentação foi uma das melhores que eu vi em meses. Fique de olho em Lizzy agora, quando você ainda pode vê-la em um local íntimo e aconchegante, porque é improvável que ela continue tocando lá por muito tempo.

 

Por Elie Z. Perler
Traduzido por Raphaella Paiva

Redação LDRA
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